Leia o fragmento a seguir, de Memórias de um sargento de ...
O capitão chamou-o à parte, e em segredo lhe fez entrega de uma cinta de couro e uma caixa de pau pejadas de um bom par de doblas em ouro e prata, pedindo que fielmente as fosse entregar, apenas chegasse à terra, a uma filha sua, cuja morada lhe indicou. (...) Poucas horas depois expirou. Desse dia em diante nenhum só doente escapou mais, porque o médico já não sangrava tanto; andava preocupado, distraído, e assim levou até chegar à terra. (...) O compadre decidiu-se a instituir-se herdeiro do capitão, e assim o fez. Eis aqui como se explica o arranjei-me, e como se explicam muitos outros que vão aí pelo mundo.
(ALMEIDA, Manuel Antônio de. “O – arranjei-me – do Compadre”. In:______. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Ateliê, p. 116)
Memórias de um sargento de milícias é considerado um romance singular no contexto da literatura brasileira do século XIX. No fragmento em questão, uma das características que evidenciam tal singularidade é a