(...) Artigo 2º - É permitido unicamente navios de construç...

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Ano: 2012 Banca: IF-BA Órgão: IF-BA Prova: IF-BA - 2012 - IF-BA - Vestibular - CURSOS SUPERIORES - INGLÊS |
Q1369607 História
(...) Artigo 2º - É permitido unicamente navios de construção portuguesa fazer o comércio de porto a porto em todas as possessões portuguesas. Todos os navios de construção estrangeira que forem de propriedade portuguesa (...) são considerados como de construção portuguesa.”
Decreto Português de 1821. Citado por AZEVEDO. J. S. Revolução Portuguesa em 1820. Lisboa: 1944, p. 152.

De 1821 a 1822, as Cortes de Lisboa adotaram medidas recolonizadoras como esta apresentada no Artigo 2º do Decreto Português, que representou a
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O trecho decisivo é “É permitido unicamente navios de construção portuguesa fazer o comércio de porto a porto em todas as possessões portuguesas”. A palavra-chave é “unicamente”, que impõe exclusividade aos navios portugueses no comércio do império luso e indica reserva de mercado, o que conduz à alternativa que aponta a garantia do mercado brasileiro aos comerciantes portugueses.

Tema central: medidas recolonizadoras das Cortes
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque introduz conteúdo que não aparece no artigo transcrito: aprovação de leis comerciais e marítimas de D. João VI sob controle de junta governativa formada pelas Cortes. O decreto apresentado não trata de validação de medidas joaninas nem de junta governativa; ele estabelece restrição comercial e marítima de sentido recolonizador.
B
Errada
Incorreta porque o decreto não promove liberação do comércio brasileiro com Portugal; ele impõe exclusividade a navios portugueses no comércio entre as possessões. Além disso, a base afirma que a Abertura dos Portos rompeu o exclusivo colonial, não o comércio entre Brasil e Portugal. O núcleo da norma é restrição e privilégio metropolitano, não liberação.
C
Errada
Incorreta porque fala em liberdade comercial com outros países, exatamente o oposto do que o texto estabelece. O termo “unicamente” exclui liberdade ampla e indica reserva de mercado. O artigo regula o comércio no âmbito das possessões portuguesas com exclusividade para embarcações consideradas portuguesas, não abertura para outros países.
D
Errada
Incorreta porque desloca o foco para a autonomia administrativa do Brasil e para a anulação do Reino Unido, enquanto o trecho citado trata especificamente de controle comercial e marítimo. A base admite que o processo recolonizador também atingia a autonomia política e administrativa, mas o artigo usado para resolver a questão decide pelo eixo do monopólio comercial, não pelo jurídico-administrativo.
E
Certa
A alternativa E está correta porque traduz o sentido histórico da norma citada: ao permitir somente navios portugueses no comércio entre as possessões, o decreto favorece diretamente os interesses mercantis portugueses e restringe a concorrência no circuito imperial. Isso se encaixa no movimento recolonizador das Cortes de Lisboa de 1821-1822, que buscava reverter a ampliação da autonomia comercial do Brasil ocorrida após a Abertura dos Portos e restabelecer a primazia comercial portuguesa. A referência aos “moldes” anteriores deve ser entendida como retomada da lógica do exclusivo metropolitano, não como restauração literal e integral de todo o sistema colonial.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre uma medida comercial de reserva de mercado e uma suposta regulamentação neutra ou liberdade condicionada de comércio; o termo “unicamente” é o ponto que impede essa leitura.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado falar em recolonização, verifique se o documento retoma privilégios metropolitanos e reduz a autonomia adquirida pelo Brasil no período joanino.
  • Em textos normativos, palavras de exclusividade como “unicamente” costumam definir o sentido da medida e afastar interpretações de liberdade comercial.
  • Diferencie o conteúdo específico do trecho da consequência histórica mais ampla: aqui, o documento trata de controle comercial, não de autonomia administrativa em geral.

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Retomada do Pacto Colonial que foi extinto com a vinda da corte Portuguesa para o Brasil.

CFO-CBMG

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