“Durante a época das regências e mesmo depois dela, várias ...
CASTELLI JUNIOR, Roberto. História:texto e contexto. São Paulo: Scipione, 2006. p. 426.
Nesse contexto, pode-se afirmar sobre as rebeliões do Período Regencial que
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Alternativa correta: B
Tema central: as rebeliões do Período Regencial (1831–1840 e desdobramentos) — movimentos regionais com bases sociais e objetivos diversos (oligarquias locais, camadas populares, escravos, militares). Para resolver a questão é preciso reconhecer a natureza de cada levante e seu desfecho político.
Resumo teórico: durante as regências ocorreram revoltas como a Cabanagem (Pará), a Balaiada (Maranhão), a Sabinada (Bahia), a Farroupilha (RS) e a revolta dos Malês (Bahia). Cada uma teve composição social e reivindicações distintas: algumas pleiteavam autonomia ou separação (Farroupilha), outras resultavam de tensões socioeconômicas locais entre elites e massas (Cabanagem, Balaiada) ou eram revoltas de escravizados (Malês). Fontes úteis: Castelli Júnior; Boris Fausto; José Murilo de Carvalho.
Por que a alternativa B é a correta? A Revolução Farroupilha (1835–1845) proclamou a República Rio‑Grandense e gerou longa guerra que obrigou o poder central a negociar. O conflito tinha forte caráter regional ligado aos interesses dos estancieiros gaúchos e da economia do charque; o acordo de paz em 1845 incluiu anistias e concessões que beneficiaram produtores locais e neutralizaram a tentativa de separação efetiva. Assim, entre as alternativas apresentadas, B é a que melhor indica que os farroupilhas forçaram negociações com o governo central por reivindicações ligadas ao charque e à autonomia regional.
Análise das alternativas incorretas: A — Incorreta: a Balaiada foi uma revolta com grande participação popular e camadas médias pobres no Maranhão; não era uma expressão da aristocracia em luta pela “legitimidade” da regência. C — Incorreta: a Sabinada (Bahia) não obrigou a contratação de soldados ingleses que lutaram por muitos anos; trata‑se de exagero inverossímil e sem respaldo nas fontes. D — Incorreta: a Cabanagem teve liderança e participação massiva das camadas populares e mestiças do Grão‑Pará; não representou projeto aristocrático nem restauração do monopólio português. E — Incorreta: a revolta dos Malês (1835) foi um levante de escravizados muçulmanos em Salvador; eles não se aliaram aos proprietários rurais nem buscaram a proclamação de uma república sob comando dos senhores.
Dica de prova: identifique a base social (elite, camponeses, escravos), o objetivo (reforma, autonomia, separação) e o desfecho (repressão, negociação, anistia). Alternativas com anacronismos ou exageros óbvios (contratação de exércitos estrangeiros permanentes, alianças improváveis) costumam ser falsas.
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os farroupilhas conseguiram impor a separação do Rio Grande do Sul, obrigando o governo central a negociar com os estancieiros rebeldes, aumentando a taxação sobre o charque estrangeiro.letra B. REVOLTOSOS TOMARAM PORTO ALEGRE, DECRETANDO A FORMAÇÃO DA REPÚBLICA RIO GRANDE OU PIRATININI,EM 1836. além disso, charque platino foi taxado em 25%.
GABA-B
FARROUPILHA (RS-SC /1835-1845)
--->Fazendeiros Charqueadores indignados com os impostos cobrados e com a entrada facilitada do Charque Platino no Brasil.
--->Tinha o objetivo de criação de um governo autônomo,ou seja,separar do Brasil.
Revolução Farroupilha (1835-1845)
A Revolução Farroupilha, também conhecida como Guerra dos Farrapos, ocorreu na província do Rio Grande do Sul, e diferente dos movimentos que vimos até agora, foi protagonizada por membros das elites. A criação de gado e a produção de charque eram as principais atividades econômicas da região, mas há muito estancieiros e charqueadores reclamavam que seus produtos eram mais taxados que os oferecidos pela Argentina e Uruguai.
Em 1845, após a ascensão de Pedro II ao trono brasileiro, um acordo de paz foi negociado entre o barão de Caxias e os revoltosos (o Tratado de Poncho Verde), no qual o governo se comprometeu a conceder anistia a todos os participantes, elevar impostos sobre o charque vindo de outras regiões e aliviar a produção nacional. Os escravos que lutaram no conflito foram alforriados, enquanto os oficiais farroupilhas foram incorporados no Exército brasileiro.
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