Podemos afirmar corretamente que o escravo de ganho diferenc...
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Resposta correta: Alternativa C
Tema central: trata-se da categoria do "escravo de ganho" na sociedade escravocrata brasileira — importante para entender a diversidade de experiências dentro da escravidão urbana e as formas de trabalho assalariado informal que alguns cativos exerciam.
Resumo teórico e explicação progressiva: o escravo de ganho era, em geral, um cativo urbano autorizado pelo mestre a trabalhar por conta própria ou ser contratado por terceiros, exercendo ofícios remunerados (vendedor ambulante, artesão, motorista de carroça, cargueiro etc.). Do ganho obtido, o escravo entregava ao proprietário uma parte combinada e ficava com o restante para despesas pessoais ou para poupar visando a alforria. Esse arranjo aumentava a autonomia econômica do escravo, mas não aboliu sua condição jurídica de propriedade.
Justificativa da alternativa correta (C): a marca distintiva do escravo de ganho é exatamente o trabalho em funções remuneradas e a possibilidade de reter parte dos rendimentos. Essa é a característica que o diferencia dos escravos que trabalhavam exclusivamente na propriedade do senhor, sem gerir ganhos próprios.
Análise das alternativas incorretas:
A — "pertencer ao Estado": incorreto. A maioria dos escravos de ganho pertencia a senhores privados; existiram escravos públicos em casos específicos, mas isso não define a categoria "escravo de ganho".
B — "atuar nas funções públicas": errado. Podiam eventualmente trabalhar para o poder público em serviços contratados, mas não era a regra nem o fator distintivo; o fundamental é que exerciam atividades remuneradas no mercado urbano.
D — "ser uma condição exclusiva das mulheres": falso. Tanto homens quanto mulheres atuaram como escravos de ganho, embora houvesse diferenças ocupacionais por gênero (mulheres em vendas e serviços domésticos, homens em ofícios e transporte).
E — "ter direito à liberdade após dez anos": incorreto. Não havia regra geral de alforria automática ao fim de dez anos. A liberdade dependia de compra (auto-alforria), concessão pelo senhor, testamento ou leis específicas em contextos particulares.
Dica de prova: ao ler “diferenciava-se dos demais por…”, procure o traço essencial e exclusivo da categoria indicada — aqui, a remuneração do trabalho. Evite confundir efeitos possíveis (maior autonomia, chance de alforria) com definição.
Fontes consultadas/para aprofundar: estudos sobre escravidão urbana e trabalho assalariado no Brasil; obras de referência de historiadores como João José Reis, Emília Viotti da Costa e Sérgio Buarque de Holanda, além de artigos em periódicos de história social e documentos notariais (registros de alforrias e contratos de ganho).
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Os Escravos de ganho eram escravos que, no período colonial e no Império, realizavam tarefas remuneradas, entregando ao senhor uma quota diária do pagamento recebido. Foi relativamente comum este tipo de escravo conseguir formar um pecúlio, que empregava na compra de sua liberdade, pagando ao senhor por sua alforria. Embora conhecida desde o século XVII nas áreas urbanas, na época do Império a prática foi mais controlada pelo estado, que concedia licença aos proprietários para o seu uso. As principais atividades a que se dedicavam eram as de carregadores, doceiras e pequenos consertos, embora alguns senhores induzissem as escravas à prostituição, o que era proibido por lei.
Um dos usos dos escravos ao ganho era o "Sistema de Tigres" (saneamento básico), onde os escravos negros africanos ao ganho desempenhavam o papel de carregadores de esgoto e de lixo em cidades como o Rio De Janeiro , Recife e Salvador.
Os Escravos de ganho eram escravos que, no período colonial e no Império, realizavam tarefas remuneradas, entregando ao senhor uma quota diária do pagamento recebido. Foi relativamente comum este tipo de escravo conseguir formar um pecúlio, que empregava na compra de sua liberdade, pagando ao senhor por sua alforria. Embora conhecida desde o século XVII nas áreas urbanas, na época do Império a prática foi mais controlada pelo estado, que concedia licença aos proprietários para o seu uso. As principais atividades a que se dedicavam eram as de carregadores, doceiras e pequenos consertos, embora alguns senhores induzissem as escravas à prostituição, o que era proibido por lei.
Um dos usos dos escravos ao ganho era o "Sistema de Tigres" (saneamento básico), onde os escravos negros africanos ao ganho desempenhavam o papel de carregadores de esgoto e de lixo em cidades como o Rio De Janeiro , Recife e Salvador.
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