Em discurso proferido em 20 de maio de 2011, o presidente d...
Sobre o contexto relacionado ao conflito mencionado é correto afirmar que:
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: C
Tema central: A questão trata da Guerra dos Seis Dias (1967) e das suas consequências territoriais no conflito árabe-israelense — conhecimento essencial em Geografia Política sobre fronteiras, ocupação e negociações internacionais.
Resumo teórico: Em junho de 1967 Israel enfrentou Egito, Síria e Jordânia e, em apenas seis dias, ocupou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai (do Egito), a Cisjordânia e Jerusalém Oriental (da Jordânia) e as Colinas de Golã (da Síria). Essas aquisições aumentaram a área controlada por Israel e geraram regimes de ocupação que motivaram resoluções internacionais (ex.: Resolução 242 da ONU, 1967) e demandas por retorno às fronteiras pré-1967 em negociações subsequentes.
Justificativa da alternativa C: A alternativa C descreve corretamente que a Guerra dos Seis Dias resultou em ampliação territorial de Israel e que a justificativa israelense frequentemente invocada foi a segurança preventiva frente a ameaças árabes. Isso está em concordância com análises históricas e com a formulação política seguida depois do conflito (ver Res. UN 242/1967).
Análise das alternativas incorretas: - A (incorreta): afirma que existia um "Estado da Palestina" antes de 1948. Na realidade, a área fazia parte do Mandato Britânico da Palestina; não havia um Estado palestino reconhecido. A criação de Israel (1948) e a guerra seguinte geraram deslocamentos e tensões, mas a descrição de "confisco de um Estado pré-existente" é imprecisa. - B (incorreta): associa a Guerra dos Seis Dias sobretudo às reservas de petróleo. Embora o petróleo seja fator geopolítico no Oriente Médio, o conflito imediato de 1967 derivou de tensões políticas e militares regionais (bloqueios, mobilizações e retórica beligerante), não diretamente da disputa por petróleo. - D (incorreta): afirma que a diplomacia dos EUA tradicionalmente defende ambos os Estados e que a diplomacia europeia condena ambos — isso é impreciso. Os EUA historicamente apoiaram Israel, mas também se envolveram em iniciativas de paz; a Europa tem posições variadas e não "condena a existência dos dois Estados". Portanto a afirmação é simplista e errônea.
Dica de prova: Foque em fatos cronológicos (datas, territórios ocupados) e em termos-chaves como “ocupação”, “anexação” e “Resolução 242”. Desconfie de alternativas que usam afirmações absolutas ou que simplificam causas complexas (ex.: “por causa do petróleo”).
Fontes sugeridas: Resolução da ONU 242 (1967); manuais de Geopolítica e verbetes da Britannica sobre a Guerra dos Seis Dias.
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Comentários
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a) Falso – a instabilidade no mundo árabe não se deve à criação do Estado de Israel, mas aos ataques promovidos pelos judeus após a partilha da Palestina.
b) Falso – a Guerra dos Seis dias foi uma ousada manobra militar israelense para ampliar o seu território e não tem relação com a produção de petróleo.
c) Verdadeiro – A Guerra dos Seis Dias foi uma ação bélica promovida por Israel que, em apenas seis dias, anexou territórios da Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jerusalém, as Colinas de Golã e a Península do Sinai. Tal manobra foi justificada como uma antecipação de um possível ataque árabe.
d) Falso – O discurso de Obama, na verdade, vai contra a postura dos EUA, que sempre foram aliados de Israel e inimigos da Palestina.
exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-geografia/exercicios-sobre-geopolitica-oriente-medio.htm#questao-3
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