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Ano: 2011 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2011 - UNICAMP - Vestibular - Prova 1 |
Q283049 História
“Ninguém é mais do que eu partidário de uma política exterior baseada na amizade íntima com os Estados Unidos. A Doutrina Monroe impõe aos Estados Unidos uma política externa que se começa a desenhar. (…) Em tais condições a nossa diplomacia deve ser principalmente feita em Washington (...). Para mim a Doutrina Monroe (...) significa que politicamente nós nos desprendemos da Europa tão completamente e definitivamente como a lua da terra.” (Adaptado de Joaquim Nabuco, citado por José Maria de Oliveira Silva, “Manoel Bonfim e a ideologia do imperialismo na América Latina”, em Revista de História, n. 138. São Paulo, jul. 1988, p.88.)

Sobre o contexto ao qual o político e diplomata brasileiro Joaquim Nabuco se refere, é possível afirmar que:

Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central: trata-se da Doutrina Monroe (1823) e do redesenho das relações internacionais das Américas no século XIX — especialmente a ideia de “a América para os americanos” e suas implicações para a política externa brasileira defendida por Joaquim Nabuco.

Resumo teórico: a Doutrina Monroe, proclamada em 1823, declarava oposição à nova colonização europeia nas Américas e afirmava que o hemisfério ocidental era de interesse dos próprios americanos. Inicialmente era mais defensiva; só depois, com o Roosevelt Corollary (1904), ganhou interpretação intervencionista que justificou ações dos EUA na região.

Por que A está correta: a alternativa descreve corretamente o princípio central da Doutrina Monroe — a ideia de “a América para os americanos”. No texto, Nabuco reconhece que tal doutrina inclina a diplomacia brasileira para Washington e afasta politicamente a América da Europa, alinhando-se ao sentido original da formulação monroana.

Por que as outras alternativas estão erradas:

B: exagera a posição de Nabuco. Ele defendia aproximação com os EUA, não a submissão do Brasil a um projeto imperialista explícito de torná‑lo “quintal”. Confunde simpatia diplomática com adesão acrítica ao imperialismo.

C: anacrônica e equivocada: o afastamento referido é geopolítico (orientação externa), não pedido de ruptura de laços com Portugal — que, no século XIX, já não tinha o mesmo significado após a independência brasileira (1822).

D: afirmação geral e imprecisa. O apoio norte‑americano a intervenções e a regimes autoritários intensificou‑se mais tardiamente (século XX); a Doutrina Monroe original não legitimava diretamente todas essas práticas.

Dica para resolver questões assim: identifique palavras‑chave (datas, nomes de doutrinas) e evite anacronismos. Relacione enunciado a transformações históricas (Monroe 1823 vs. Roosevelt Corollary 1904) antes de optar.

Fontes sugeridas: texto da Doutrina Monroe (1823); análises sobre Monroe e o Corolário Roosevelt em manuais de história diplomática (ex.: works em História das Relações Internacionais e dicionários históricos).

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