Considerando os biomas brasileiros, o efeito das queimadas e...
A casca espessa das árvores do cerrado confere resistência ao fogo.
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Alternativa correta: C — Certo
Tema central: adaptações das plantas do Cerrado ao fogo. A questão verifica se você entende que a estrutura da casca é uma das defesas das árvores contra queimadas — um conceito fundamental em ecologia de perturbações e manejo de biomas.
Resumo teórico: no Cerrado, incêndios ocorrem com frequência histórica. Espécies que persistem nesse regime desenvolveram estratégias como: casca espessa (isolamento térmico do câmbio), capacidade de resprouting (brotamento a partir de raízes ou tronco) e acúmulo de gemas subterrâneas. A casca espessa age como um isolante: reduz a transferência de calor até o câmbio vascular, protegendo tecido vivo e permitindo sobrevivência de árvores adultas a fogos de baixa a moderada intensidade.
Justificativa da resposta: a afirmação é correta porque descreve uma adaptação comprovada — casca mais espessa reduz a mortalidade do tronco ao limitar o aquecimento do câmbio durante a passagem do fogo. Estudos e manuais sobre o Cerrado e manejo de fogo (ver Embrapa — informações sobre Cerrado; revisão de Pivello sobre fogo em biomas tropicais) apontam a espessura da casca como um traço funcional ligado à resistência ao fogo em árvores.
Observação prática (nuança importante): a proteção depende de intensidade e duração do fogo e do tamanho do indivíduo — plântulas e juvenis, com casca fina, são muito vulneráveis, e incêndios muito intensos podem superar a proteção da casca. Ainda assim, para indivíduos adultos de muitas espécies do Cerrado, casca espessa é uma defesa eficiente.
Fontes para estudo: Embrapa (informações sobre cerrados e fogo) e revisões científicas sobre fogo e adaptações vegetais (ex.: Pivello, revisões sobre o papel do fogo no Cerrado).
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casca espessa das árvores do Cerrado é uma característica de adaptação ao fogo e à seca. O tecido que forma a casca, chamado súber, atua como isolante térmico, impedindo que o calor das chamas chegue aos tecidos internos do tronco.
Estamos falando do Cerrado — o segundo maior bioma do Brasil, savânico, com estação seca bem marcada e histórico natural de queimadas periódicas.
Visualize mentalmente árvores tortuosas, troncos grossos, casca espessa e folhas coriáceas. Nada ali é por acaso.
Agora o conceito ecológico central: adaptações ao fogo.
O Cerrado evoluiu sob regime de queimadas naturais — causadas principalmente por raios na estação seca. Isso significa que o fogo não é um evento anômalo no bioma; ele faz parte da dinâmica ecológica.
A casca espessa das árvores funciona como isolante térmico. Durante uma queimada de superfície (a mais comum no Cerrado), o fogo atinge principalmente gramíneas e matéria seca no solo. A temperatura é alta, mas de curta duração. A casca grossa protege os tecidos vivos internos (câmbio vascular), impedindo que o calor destrua a planta.
Além disso, muitas espécies apresentam:
gemas subterrâneas protegidas
raízes profundas
capacidade de rebrota rápida
Isso é chamado de pirofitismo — adaptação ao fogo.
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