Para responder à questão, leia a fábula “A rosa
de seda” do escritor português Fernando Pessoa.
Num fabulário ainda por encontrar será um dia lida
esta fábula:
A uma bordadora dum país longínquo foi encomendado
pela sua rainha que bordasse, sobre seda ou cetim, entre
folhas, uma rosa branca. A bordadora, como era muito jovem,
foi procurar por toda a parte aquela rosa branca perfeitíssima,
em cuja semelhança bordasse a sua. Mas sucedia que umas
rosas eram menos belas do que lhe convinha, e que outras
não eram brancas como deviam ser. Gastou dias sobre dias,
chorosas horas, buscando a rosa que imitasse com seda, e,
como nos países longínquos nunca deixa de haver pena de
morte, ela sabia bem que, pelas leis dos contos como este,
não podiam deixar de a matar se ela não bordasse a rosa
branca.
Por fim, não tendo melhor remédio, bordou de memória a
rosa que lhe haviam exigido. Depois de a bordar foi compará-la com as rosas brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as rosas se pareciam exatamente
com a rosa que ela bordara, que cada uma delas era exatamente aquela.
Ela levou o trabalho ao palácio e é de supor que casasse
com o príncipe.
No fabulário de onde vem, esta fábula não traz moralidade. Mesmo porque, na idade de ouro, as fábulas não tinham
moralidade nenhuma.
(Fernando Pessoa. Contos completos, fábulas e crônicas decorativas, 2018.)
“Depois de a bordar foi compará-la com as rosas brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as rosas se pareciam exatamente com a rosa que ela bordara, que cada uma delas era exatamente aquela.” (3° parágrafo)
Nesse trecho, o narrador relata uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela seguinte forma verbal:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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