[...] Sempre houve um campo alegando que os organismos vivos...
Considerando-se o texto acima e os modelos utilizados pela ciência na caracterização da vida, é possível afirmar:
Gabarito comentado
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Resposta correta: Alternativa A
Tema central: o enunciado trata do debate histórico entre fisicalismo (redução da vida a leis da física/química) e vitalismo (existência de uma “força vital” irreduzível). Para resolver a questão é preciso conhecer a história da biologia, a revolução da bioquímica e os limites conceituais do reducionismo.
Resumo teórico: a bioquímica e a biologia molecular demonstraram que muitos processos vitais (metabolismo, replicação do DNA, catálise enzimática) obedecem a princípios físico-químicos (ver Mayr, 2008). Experimentos clássicos (Oparin; Miller–Urey, 1953) e a descoberta do código genético mostraram mecanismos naturais plausíveis para processos vitais. Porém, reconhece‑se hoje a importância das propriedades emergentes e da organização de níveis (sistemas, ecologia), o que impede uma redução absoluta e simplista.
Justificativa da alternativa A: A alternativa afirma que os fisicalistas acertaram ao negar componente metafísico e explicar a vida no nível molecular pela física e química. Isso está de acordo com a evidência empírica acumulada pela bioquímica e biologia molecular: processos celulares têm bases químicas e físicas identificáveis. Portanto, A é correta como afirmação geral e compatível com a posição contemporânea citada por Mayr (2008).
Análise das alternativas incorretas:
B — Errada: revê o vitalismo clássico e introduz “força vital etérea”, hipótese sem suporte experimental; o vitalismo foi descartado pela evidência bioquímica.
C — Errada: “darwinismo social” refere‑se a aplicação social/política das ideias darwinianas (errônea e ideologizada), não é síntese científica de fisicalismo/vitalismo nem modelo aceito pela ciência.
D — Errada: confunde seleção natural com prova de causas exclusivas e ainda liga isso a interpretações teológicas. A seleção natural explica adaptação sem implicar finalidade teleológica nem apoiar argumentos teístas; tampouco é “prova exclusiva” de todas as causas biológicas.
E — Errada: abiogênese é hipótese sobre a origem da vida (não um mecanismo da evolução em si). Além disso, dizer que se tornou “o alicerce” do novo paradigma é simplificação: a teoria evolutiva e a biologia molecular formam o arcabouço; abiogênese é área específica em aberto (ligada a pesquisas experimentais e modelos).
Dica de prova: procure termos absolutos ("sempre", "força etérea", "prova decisiva"); identifique diferenças entre origem da vida (abiogênese) e processos evolutivos; e lembre-se: alternativas que apelam a metafísica ou ideologia geralmente estão incorretas.
Fontes sugeridas: Ernst Mayr, "What Makes Biology Unique?" (2008); Oparin (1924); Miller & Urey (1953); livros de bioquímica e biologia molecular.
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