SAPO-CURURU Sapo-cururu Da beira do rio. Oh que sapo go...
Sapo-cururu Da beira do rio. Oh que sapo gordo! Oh que sapo feio! Sapo-cururu Da beira do rio. Quando o sapo coaxa, Povoléu tem frio.
Que sapo mais danado, Ó maninha, Ó maninha! Sapo-cururu é o bicho Pra comer de sobreposse.
Sapo-cururu Da barriga inchada. Vôte! Brinca com ele... Sapo cururu é senador da República.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
No texto de Bandeira está explícito o procedimento de intertextualidade caracterizado pelo diálogo que um texto estabelece com outro, o que faz desse poema:
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a paródia: retomada reconhecível de um texto anterior com transformação de sentido e efeito satírico. No poema, isso aparece na repetição de marcas da cantiga popular, como “Sapo-cururu / Da beira do rio”, e na inserção final “Sapo cururu é senador da República.”, que desloca o sentido e sustenta a classificação da alternativa A.
- Se o texto conserva partes reconhecíveis do original, mas muda seu sentido com ironia, humor ou crítica, o critério aponta para paródia.
- Se a questão pede intertextualidade, elimine alternativas que desviem o foco para biografia do autor, regionalismo ou comentários laterais.
- Diferencie cópia de recriação: plágio não se confunde com reescritura literária transformadora.
- Em casos de dúvida entre paródia e paráfrase, verifique se o sentido essencial foi preservado ou se houve deslocamento crítico estruturante.
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