Em 1877, o Ceará enfrentou uma grande seca que ficou conhec...
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Resposta correta: E
Tema central: A grande seca de 1877 no Ceará e as respostas sociais e políticas do Brasil Imperial. É importante saber situar o evento no tempo (1877 → Império de D. Pedro II) e reconhecer atores (governo imperial, sociedade civil, retirantes).
Resumo teórico rápido: A seca de 1877–1879 foi uma catástrofe climatológica e social que gerou fome, morte e migração em massa (os “retirantes”). Houve mobilização nacional de ajuda pública e privada; o governo imperial e D. Pedro II tornaram‑se símbolos dessa solidariedade. As políticas públicas sistemáticas de combate à seca surgiriam, de forma fragmentada, mais tarde; no século XIX predominou a caridade e obras pontuais (frentes de trabalho, socorros alimentares).
Fontes e pistas para estudo: Relatos e jornais da época, documentação imperial e estudos historiográficos sobre a seca de 1877 (obras sobre a história do Ceará e do Brasil Imperial; consultem também materiais do IBGE e publicações acadêmicas sobre migrações nordestinas).
Por que a alternativa E é correta? A frase atribuída a D. Pedro II — “venda‑se o último brilhante de minha coroa, mas não morra um cearense de fome” — é um testemunho da percepção pública da postura imperial frente ao desastre e tornou‑se emblemática da solidariedade do Imperador. Isso conecta diretamente o episódio de 1877 ao papel de D. Pedro II.
Análise das alternativas incorretas:
A: Incorreta — em 1877 o Brasil era Império; o “governo republicano” só surge após 1889. Identificar o regime político pela data resolve a pegadinha.
B: Incorreta — a Constituição de 1891 (República) não instituiu políticas abrangentes de combate à seca; as ações estruturais vieram muito depois e foram limitadas desde o início da República.
C: Incorreta — afirmação absurda e sem base histórica: não houve ordem de D. Pedro II para “excluir” províncias do Norte do território.
D: Incorreta — o flagelo ampliou o uso da mão de obra dos retirantes em frentes de trabalho e serviços públicos; portanto não impediu esse uso — ao contrário, fomentou regimes de trabalho assistencial/compulsório em algumas áreas.
Dica de interpretação: Sempre fixe a data e identifique se o personagem/medida pertence ao período indicado. Datas e regime (Império vs República) são chaves frequentes em questões históricas do Ceará.
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Comentários
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vendeu nenhum então
Gabarito (E)
A seca de 1877 ficou conhecida como a seca dos dois 7.
Em 1877 não existia governo republicano. A principal atividade produtiva do Ceará era a pecuária, com a seca o gado foi dizimado. O algodão surge como alternativa. O algodão era a matéria prima para a indústria e era exportado internacionalmente. Os ingleses passam a comprar o algodão brasileiro em virtude de seu principal fornecedor (EUA) estar enfrentando uma guerra civil.
Durante a grande seca de 1877 a 1879, considerada uma das piores da história do Ceará, o imperador Dom Pedro II demonstrou grande sensibilidade com a situação dos nordestinos. Embora não exista comprovação documental definitiva de que ele tenha proferido essa frase de forma literal, ela se tornou simbólica do empenho do imperador em ajudar a população afetada.
O governo imperial mobilizou recursos, criou frentes de trabalho (como construção de estradas e açudes) e buscou auxílio de outras províncias. No entanto, apesar dos esforços, a ajuda foi insuficiente diante da magnitude da tragédia, que levou milhares à fome, migração forçada e morte.
A grande seca de 1877 no Ceará foi uma das maiores catástrofes climáticas da história do Brasil Império. Afetou gravemente a população, provocando fome, migrações em massa e grande comoção nacional. Em resposta, o imperador Dom Pedro II demonstrou preocupação e, segundo registros históricos, teria dito:
“Venda-se o último brilhante da minha coroa, mas não morra de fome um só cearense.”
Embora a ajuda tenha sido limitada e ineficaz, essa frase simbolizou o apelo emocional e político da tragédia.
Gabarito: E)
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