Diferente da produção de energia elétrica do resto do mundo...

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Ano: 2016 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2016 - UNEMAT - Vestibular UNEMAT |
Q1782749 Geografia
Diferente da produção de energia elétrica do resto do mundo, no Brasil, a maior parte da energia elétrica produzida é proveniente de Usina Hidroelétrica. A opção por este modelo de produção de energia está diretamente relacionada às condições geomorfológicas das bacias hidrográficas e ao potencial hídrico do território brasileiro.
Sobre as bacias hidrográficas brasileiras e a produção de energia no Brasil, pode-se definir que:
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa D.

Tema central: Relação entre bacias hidrográficas e produção de energia elétrica no Brasil. É preciso entender como disponibilidade de vazão, relevo e localização das grandes usinas determinam onde se concentra a geração hidrelétrica.

Resumo teórico: A geração hidrelétrica exige rios com grande vazão e/ou desnível para formar reservatórios e alimentar turbinas. No Brasil, as maiores usinas estão em bacias com rios de grande porte (principalmente a Bacia do Platina — conjunto Paraná/Paraguai/Uruguai), que permitem grandes barramentos (ex.: Itaipu). Fontes: Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Águas (ANA).

Por que a alternativa D é correta: A Bacia Platina (especialmente o segmento Paraná) concentra enormes centrais hidráulicas — Itaipu, Jupiá, Ilha Solteira, Furnas entre outras — e está próxima às maiores áreas consumidoras (Sudeste e Sul). Isso tornou essa bacia o principal polo de produção hidrelétrica do País, além de sediar empresas e infraestrutura de transmissão. Dados da EPE confirmam a alta capacidade instalada na região do Paraná/Platina.

Análise das alternativas incorretas:

A — Bacia Amazônica: Apesar do enorme potencial hídrico e projetos (ex.: Belo Monte no Xingu), a Amazônia tem baixa densidade populacional e poucas grandes hidrelétricas em operação comparadas à Platina; portanto não concentra a maior produção.

B — São Francisco: O São Francisco é importante regionalmente e tem usinas (Sobradinho, Xingó), mas sua capacidade instalada é menor que a das usinas na Bacia Platina; não é o principal polo nacional.

C — Tocantins-Araguaia: Possui empreendimentos relevantes (ex.: Tucuruí), porém a soma da capacidade ainda fica atrás da Bacia Platina; a localização central não garante maior produção nem melhor distribuição automática.

E — Bacias costeiras (leste): A faixa litorânea concentra consumo, mas rios costeiros são curtos e com menor potencial para grandes hidrelétricas; por isso a geração de grande porte não se concentra ali.

Dica de prova: Diferencie potencial hídrico (recursos naturais) de capacidade instalada real (onde as usinas foram efetivamente construídas). Pegadinhas costumam misturar extensão territorial com produção efetiva.

Fontes recomendadas: EPE — Balanço Energético Nacional; ANA — Atlas dos Recursos Hídricos; IBGE — mapas hidrográficos.

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A bacia platina possui um número muito grande de usinas hidrelétricas ao longo de seu território, por esse motivo, é considerada uma das bacias hidrográficas que mais sofrem impactos ambientais, tendo suas lógicas naturais alteradas. Ela é responsável pela produção de boa parte da energia elétrica do Brasil, consumida na indústria, no campo e nas cidades. Dentre as principais hidrelétricas, destacam-se:

  • Itaipu (rio Paraná) - 12 600 MW
  • Ilha Solteira (rio Paraná) 3444 MW
  • Jaciretá (rio Paraná) 3100 MW
  • Foz do Areia (rio Iguaçú) -1676 MW
  • Jupiá (rio Paraná) - 1551 MW
  • Itá (rio Uruguai) - 1450 MW
  • Marimbondo (Rio Grande) - 1440 MW
  • Porto Primavera (rio Paraná) - 1430 MW
  • Salto Santiago (rio Iguaçú) - 1420 MW
  • Água Vermelha (Rio Grande) - 1396 MW
  • Segredo (rio Iguaçú) - 1260 MW
  • Salto Caxias (rio Iguaçú) - 1240 MW
  • Furnas (Rio Grande) - 1216 MW
  • Emborcação (rio Paranaíba) - 1192 MW
  • Salto Osório (rio Iguaçú) - 1078 MW
  • Estreito (Rio Grande) - 1 050 MW
  • Foz do Chapecó (rio Uruguai) - 855 MW

Questao com cara de Esa

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