“Todavia, pouco explica o porquê disso, [...]” (2º§) Sabendo...
I. O termo “porquê” classifica-se como substantivo no contexto em análise. II. O determinante que antecede o “porquê” é elemento responsável por torná-lo um substantivo. III. Caso o termo “disso” fosse omitido e o “porquê” estivesse no final da frase, não poderia ser classificado como substantivo, mas sim como uma conjunção.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
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Gabarito: C) I e II, apenas.
Tema central: A questão aborda morfologia e emprego correto das formas “por que”, “por quê”, “porque” e “porquê” segundo a norma-padrão, exigindo a identificação da classificação morfológica de “porquê” no contexto fornecido.
Justificativa da alternativa correta (C):
No trecho analisado — “Todavia, pouco explica o porquê disso” —, “porquê” aparece com artigo definido (“o”), o que torna essa palavra um substantivo masculino (equivalente a “motivo”/“razão”). A presença do determinante (“o”) antes de “porquê” é o elemento-chave que substantiva o termo — exatamente conforme afirmam I e II.
Sobre a I, aplicar essa regra está correto, e sobre a II, está igualmente preciso, pois é o determinante (o artigo "o") que provoca essa função substantiva.
Análise da alternativa incorreta (III):
A afirmativa III está incorreta porque, mesmo se removêssemos “disso” e “porquê” ficasse no final da frase, mantendo-se o artigo (“o”), a palavra continuaria sendo um substantivo. Ela só deixaria de ter essa classificação caso não fosse acompanhada pelo determinante. Conjunção causal exige “porque”, forma aglutinada e sem artigo; logo, a argumentação da afirmativa III é inadequada.
Regras gramaticais envolvidas:
- “Porquê” (junto e com acento circunflexo): usado como substantivo, sempre antecedido de artigo, pronome ou outro determinante (“o porquê”, “um porquê”); significa “motivo”.
- “Por que” (separado): empregado em perguntas, corresponde a “por qual motivo”.
- “Porque” (junto e sem acento): serve como conjunção causal ou explicativa.
- Gramáticos como Evanildo Bechara ensinam que o artigo é o responsável direto pela substantivação.
Estratégia de prova: Sempre observe se “porquê” está acompanhado de determinante; isso é pista clara de sua função substantiva. Cuidado com mudanças na posição do termo: se o artigo permanece, a classificação não muda.
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Porquê (junto, com acento): É um substantivo, portanto deverá ser usado, quando surgir, antes dele, uma palavra modificadora – artigo (o, os, um, uns), pronome adjetivo (meu, esse, quanto) ou numeral (um, dois, três, quatro). Como é um substantivo, admite plural: porquês. Exemplos:
— Ninguém sabe o porquê de tanto desdém.
— Quantos porquês! Pare de fazer-me perguntas.
Gabarito C
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