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Ano: 2018 Banca: INEP Órgão: IF Goiano Prova: INEP - 2018 - IF Goiano - Vestibular Primeiro Semestre |
Q1339438 Conhecimentos Gerais
“Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2014, negros e negras, o que inclui pardos e pretos, compõem 53,6% da população brasileira. Apesar de maioria, essa população enfrenta grandes grandes desigualdades, a começar pelo quesito renda: entre os 10% da população mais pobre do país, 76% são negros. Entre o 1% mais rico, apenas 17,4% são negros […]. Na educação, enquanto 22,2% da população branca têm 12 anos de estudos ou mais, a taxa é de 9,4% para a população negra. O índice de anafalbetismo para a população negra é de 11,8% - maior que a média de toda população brasileira (8,7%). Dos jovens entre 15 e 29 anos que não estudavam nem trabalhavam, 62,9% eram negros e negras, de acordo com o IBGE. A maternidade precoce é um dos fatores que levam as meninas a essa condição: do total de meninas de 15 a 19 anos sem estudo e sem trabalho, 59,7% têm pelo menos um filho sendo que, destas, 69% são negras […].”
Disponível em: <http://www.unfpa.org.br/novo/index.php/1502-populacao-negra-tem-os-piores-indicadores-sociais-alerta-unfpano-dia-pela-eliminacao-da-discriminacao-racial>. Acesso em: 10 out. 2018.

As desigualdades raciais, enquanto parte do problema das desigualdades sociais, demandam um conjunto de ações no nível de políticas públicas com vistas à sua superação. Considerando este tema e os dados apresentados no texto, é correto afirmar que
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central: desigualdades raciais e políticas públicas de ação afirmativa. A questão pede entender por que cotas raciais visam reduzir desigualdades por meio do aumento da escolaridade, que tende a ampliar oportunidades de renda e mobilidade social.

Resumo teórico: políticas afirmativas (ex.: cotas) fundamentam‑se na ideia de correção de desigualdades históricas e na teoria do capital humano (Becker): maior escolaridade normalmente eleva produtividade e renda. No Brasil, medidas formais incluem a Lei 12.711/2012 (cotas nas universidades federais) e o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010). Dados do IBGE (e relatórios como o citado pela UNFPA) mostram queda relativa no acesso e rendimento entre negros, justificando intervenções.

Por que A está correta: a alternativa afirma que cotas partem do pressuposto de que aumentar a escolaridade pode aumentar a renda e promover mobilidade social — exatamente o fundamento prático e teórico das ações afirmativas. Assim, A descreve corretamente o objetivo e a lógica das cotas.

Análise das incorretas:

B (errada): afirma que cotas foram as únicas

C (errada): reduzir a desigualdade racial a uma simples consequência do fim tardio da escravidão e afirmar que será resolvida apenas com o tempo é uma simplificação histórica e política. Desigualdades persistem por estruturas sociais, racismo institucional e falta de políticas redistributivas; sem intervenções, a inércia histórica não garante superação.

D (errada): trata das desigualdades como se fossem apenas desvalorização cultural e que teriam sido radicalmente transformadas por maior tolerância religiosa — argumentação imprecisa. A desigualdade racial envolve renda, educação, saúde e discriminação institucional; a questão da tolerância religiosa não abrange nem resolve esses aspectos.

Dica de prova: procure palavras‑chave como “partem do pressuposto”, evite alternativas absolutistas (“únicas”, “sempre”, “apenas”) e relacione causas (educação → renda) com políticas (cotas, estatutos, programas sociais).

Fontes úteis: IBGE (dados demográficos), Lei 12.711/2012 (cotas federais), Lei 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial), teoria do capital humano (Gary Becker).

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