O trecho que segue é da personagem Olga,
de Triste Fim de Policarpo Quaresma, romance de Lima Barreto.
O que mais a impressionou no passeio foi
a miséria geral, a falta de cultivo, a pobreza das
casas, o ar triste, abatido da gente pobre. (...)
Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não eram de tijolos e não tinham telhas? Era
sempre aquele sapê sinistro e aquele “sopapo”
que deixava ver a trama de varas, como o esqueleto de um doente. Por que ao redor dessas
casas não havia culturas, uma horta, um pomar?
(...) Não podia ser preguiça só ou indolência.
Para o seu gasto, para uso próprio, o homem
tem sempre energia para trabalhar relativamente. (...) Seria a terra? Que seria? E todas
essas questões desafiavam a sua curiosidade, o
seu desejo de saber, e também a sua piedade
e simpatia por aqueles párias, maltrapilhos, mal
alojados, talvez com fome, sorumbáticos!...
(Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma)
É possível estabelecer um paralelo entre a passagem acima e outros textos da Literatura brasileira por apresentarem reflexões críticas em relação à miséria, similares ao pensamento de Olga. Essa abordagem ocorre nas referências abaixo, exceto em uma. Assinale o item cuja obra não é passível de ser relacionada com o exposto acima.
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