Para responder à questão, leia o ensaio intitulado
“Tópicos distópicos” de Eduardo Giannetti.
Os jovens abúlicos1
, os velhos deprimidos; os pobres
entorpecidos, os ricos enfadados; os homens embrutecidos,
as mulheres desenganadas; os privilegiados acima da lei,
os excluídos aquém dela; os empregados como roldanas de
engrenagem, os desocupados esmagados por ela; os bem-
-sucedidos sem tempo para nada, os desvalidos sem saber
o que fazer com ele; as faxineiras negativadas, os banqueiros insones; os casais algemados, os amantes rompidos; os
poetas à míngua, os corruptos à larga. De tudo que foi e não
foi, resta o quê? A convivência entre desumanos desidratada ao mínimo legal do mercado: a troca mercenária de bens
e ofícios conforme valorações aguerridamente pactuadas.
O pagamento em dinheiro, à vista ou parcelado, como o único
vínculo entre bolhas narcísicas ambulantes. A rua onde voz
e buzina se confundem.
(Eduardo Giannetti. Trópicos utópicos, 2016.)
1abúlico: que se caracteriza pela incapacidade de tomar decisões.
A prefixação é o processo de formação de palavras pela
adição de prefixo a uma palavra já existente. Observa-se
uma palavra formada com prefixo que exprime ideia de
negação no seguinte trecho:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Compare seu desempenho com quem faz o mesmo concurso. Ver concorrência
teste
Parabéns! Você acertou!
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