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Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).
A partir do texto precedente, que trata de um acontecimento recente no mercado artístico, julgue o item que se segue, considerando as relações entre as artes dramáticas e a história.
A ideia de que, em cena no teatro, a IA não teria capacidade de comover o público tal qual um ator o faz é questionável, se considerado o argumento de que, em um mundo cada vez mais digitalizado, as pessoas tendem a se acostumar com a tecnologia e transformar suas relações com a imagem e o contato físico, de maneira que as novas gerações podem ser mais suscetíveis emocionalmente à interação cênica com IA.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a influência da inteligência artificial (IA) nas artes dramáticas, especialmente sobre sua capacidade de comover o público em um contexto cada vez mais digitalizado.
Conceitos essenciais: Para compreender a questão, precisamos destacar três conceitos:
- Computação afetiva: refere-se à capacidade das IAs de reconhecer, interpretar e expressar emoções humanas. Como aponta Picard, sistemas de IA podem, cada vez mais, simular emoções autênticas, aproximando-se da empatia observada em interações humanas.
- Vale da Estranheza (Uncanny Valley): indica que existem limites na interação emocional com IAs que imitam humanos, mas quanto mais o público se acostuma com tecnologia, menor tende a ser essa estranheza.
- Mudança de percepção nas novas gerações: Jovens nativos digitais se adaptam rapidamente à tecnologia e estão mais abertos a atribuir valor afetivo a experiências mediadas por IA.
Justificativa da alternativa correta (“Certo”):
A afirmação é correta porque reconhece que a transformação digital altera as formas de apreciação artística. O argumento de que as novas gerações podem se emocionar diante de performances cênicas feitas por IAs é coerente com pesquisas em computação afetiva e com fenômenos observados em artes contemporâneas, como peças ou performances interativas entre humanos e máquinas. Assim, é plausível questionar a exclusividade do ser humano em comover o público – especialmente em uma sociedade adaptada à tecnologia.
Análise crítica da alternativa “Errado”:
A alternativa “Errado” descartaria a possibilidade de a IA comover o público. Isso ignora as mudanças culturais advindas da digitalização e desconsidera a rápida adaptação dos jovens às novas formas de arte. Além disso, seria uma generalização indevida, pois já existem experiências (em teatro e música) em que a IA tem sido capaz de provocar resposta emocional genuína na plateia, conforme estudos recentes da Interação Humano-IA.
Estratégias para futuras provas:
Fique atento a argumentos baseados em mudanças culturais ou tecnológicas. Cuidado com generalizações como “sempre” ou “nunca”. Questões envolvendo novas tecnologias costumam exigir interpretação contextualizada, e não apego a conceitos tradicionais de arte.
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