À medida que avança e se transforma em importante ferr...
Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando a abrangência da temática que ele focaliza, julgue o item seguinte.
A despeito dos questionamentos éticos suscitados pelo uso da IA em várias áreas do conhecimento, os limites de sua utilização na área da saúde não vêm sendo discutidos dada a imensa contribuição dessa tecnologia para a descoberta de cura de doenças antes incuráveis.
Gabarito comentado
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Tema central: a relação entre inteligência artificial (IA) e ética na saúde. A questão exige reconhecer se é verdadeiro que "os limites da IA em saúde não vêm sendo discutidos" devido aos seus benefícios. Para responder é preciso conhecer debates contemporâneos sobre regulamentação, privacidade, segurança e responsabilidade clínica.
Resumo teórico: embora a IA ofereça contribuições para diagnóstico, triagem e descoberta de fármacos, sua integração na saúde levanta problemas éticos e legais — vieses nos algoritmos, explicabilidade, consentimento informado, segurança de dados e responsabilidade por erros. Esses temas estão sendo ativamente debatidos por organizações internacionais, governos e conselhos profissionais.
Fontes e referências relevantes: Organização Mundial da Saúde — "Ethics & governance of AI for health" (2021); Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei nº 13.709/2018) — cuidados com dados de saúde; iniciativas regulatórias como a proposta de EU AI Act e documentos de sociedades médicas sobre uso responsável de IA.
Justificativa da resposta (por que E é correta): a afirmação é falsa. Contrariamente ao enunciado, os limites e riscos da IA em saúde vêm sendo amplamente discutidos. Há normas, guias e propostas regulatórias que tratam de validação clínica, transparência algorítmica, proteção de dados e responsabilidade profissional. Além disso, a ideia de que a IA já "descobriu cura de doenças antes incuráveis" é uma generalização exagerada; avanços ocorrem, mas muitos problemas clínicos permanecem sem cura, e qualquer aplicação clínica exige validação e supervisão humana.
Análise da alternativa incorreta (C — Certo): está errada porque parte de uma premissa falsa: não existe unanimidade em relação à ausência de debate sobre limites éticos; ao contrário, o tema é objeto de intensa regulação e normatização em várias esferas.
Estratégia de prova: procure palavras absolutas ("não vêm sendo discutidos", "imensa contribuição") — em temas históricos e éticos, afirmações categóricas costumam ser armadilhas. Sempre relacione fatos (existência de guias/regulações) ao enunciado.
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