Leia o texto a seguir. Suponhamos, pois, que a mente é, com...
Suponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer ideias; como ela será suprida? [...] De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento. Empregada tanto nos objetos sensíveis externos como nas operações internas de nossas mentes, que são por nós percebidas e refletidas, nossa observação supre nossos entendimentos com todos os materiais do pensamento.
LOCKE, Jonh. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 159.
O trecho apresentado fundamenta a seguinte corrente filosófica:
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Resposta: Alternativa B — Empirismo
Tema central: origem do conhecimento humano — pergunta se nossas ideias vêm da experiência ou da razão. Esse é um tema clássico da epistemologia e muito cobrado em concursos porque exige identificar palavras-chave e correntes (empirismo vs. racionalismo).
Resumo teórico progressivo: John Locke defende a ideia da tabula rasa (mente como "papel em branco"): todo conhecimento deriva da experiência, dividida em sensação (mundo exterior) e reflexão (operações internas). Essa posição é o núcleo do empirismo moderno. Fonte principal: Essay Concerning Human Understanding (Locke). Para contextualizar: ver também Stanford Encyclopedia of Philosophy — entry "Empiricism".
Por que a alternativa B é correta: o trecho cita explicitamente que a mente é suprida pela experiência, obtendo “materiais do pensamento” via observação de objetos sensíveis e operações internas. Essa formulação é a definição clássica do empirismo, exatamente o que a alternativa B descreve.
Análise das alternativas incorretas:
A — Criticismo: refere-se a Kant, que critica os limites da razão e propõe elementos tanto da sensibilidade quanto da razão (sintético a priori). Não corresponde ao enunciado simples de dependência total da experiência.
C — Racionalismo: posição oposta: privilegia a razão e ideias inatas (Descartes, Leibniz). O texto fala em toda origem no sentido empírico, portanto não é racionalismo.
D — Pragmatismo: foca nas consequências práticas e no valor da verdade segundo resultados e ações (Peirce, James, Dewey). Não há no fragmento menção à ação prática como critério de verdade.
E — Existencialismo: enfatiza experiência existencial, liberdade e existência concreta (Sartre, Heidegger), mas não a tese epistemológica de que todo conhecimento deriva da sensação e reflexão como afirma Locke.
Estratégia para provas: procure termos-chave: “papel branco”, “experiência”, “sensação” → empirismo; “razão”, “innato” → racionalismo; “crítica da razão”/Kant → criticismo. Elimine alternativas que apresentem enfoques diferentes (pragmático, existencialista) quando o texto trata da fonte do conhecimento.
Referência rápida: LOCKE, John. Essay Concerning Human Understanding. Para aprofundar: Stanford Encyclopedia of Philosophy — "Empiricism".
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Comentários
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John Locke é um dos principais representantes do empirismo - corrente filosófica que defende que o conhecimento tem origem na experiência, como foi explicado no texto do enunciado.
LETRA B
CPF
A Constituição Federal estabelece em seu artigo 5º que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. O direito à liberdade é um dos princípios fundamentais garantidos pela Carta Magna.
jonh lock é um dos principais escritores do empirismo que de acordo com o texto a nossa mdnte é vazia necessita de experiencia e coisas sensiveis psra realmente entender
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