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PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE HISTOPLASMOSE EM LABORATÓRIO DE SAÚDE PÚBLICA DO ESTADO DE GOIÁS
Natielly Santos Gonçalves¹; Bruna Kelly da Silva Firmino¹; Ailton José Soares²; Fabrícia Alves Arruda³; Edna Joana Cláudio Manrique⁴
Introdução: a histoplasmose consiste em uma doença sistêmica causada pelo Histoplasma Capsulatum. Embora endêmica no Brasil, ela é uma doença negligenciada e está entre as principais infecções oportunistas causadas por patógenos fúngicos em pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (PVHIV). Objetivos: avaliar o perfil clínico e epidemiológico dos casos de histoplasmose e contagem de células TCD4 em PVHIV. Métodos: estudo analítico do tipo transversal, natureza quantitativa, com dados de janeiro de 2017 a dezembro de 2021. Avaliaram-se as variáveis: sexo, faixa etária, municípios de residência, materiais biológicos e contagem de células TCD4 nos casos de PVHIV, com dados fornecidos do Laboratório Estadual de Saúde Pública do Estado de Goiás. [...]
Gonçalves, N.S.; Firmino, B.K.S.; Soares, A.J.; Arruda, F.A.; Manrique, E.J.C. Perfil clínico e epidemiológico dos casos de Histoplasmose em Laboratório de Saúde Pública do Estado de Goiás. Cient. Esc. Estadual Saúde Pública Goiás Cândido Santiago, v. 10, p. 1-9, 2024.
Sobre a doença problematizada no texto, verifica-se que
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Alternativa correta: E
Tema central: a questão aborda a histoplasmose, doença sistêmica causada pelo fungo Histoplasma capsulatum. É tema recorrente em concursos por relacionar microbiologia (fungos), epidemiologia (endemicidade/epidemias) e interação patógeno-hospedeiro (infecção em imunocomprometidos).
Resumo teórico essencial: H. capsulatum é um fungo dimórfico cujo habitat natural é o solo enriquecido por fezes de aves e morcegos; nessas condições, forma microconídios inaláveis. A infecção ocorre por inalação, com transformação em levedura no interior dos pulmões e sobrevivência intracelular dentro de macrófagos, o que facilita a disseminação sistêmica, sobretudo em pessoas com baixa contagem de CD4 (PVHIV). Fontes: CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e Ministério da Saúde.
Justificativa da alternativa E (correta): A alternativa descreve corretamente o habitat do fungo (solo) e o papel das fezes de aves e morcegos como substrato que favorece o crescimento e a produção de conídios — mecanismo bem documentado em guias de micologia médica (CDC: Histoplasmosis).
Análise das alternativas incorretas:
A (errada): afirma que é doença bacteriana e contagiosa pessoa a pessoa — incorreto: é causada por um fungo; não há transmissão respiratória direta entre pessoas.
B (errada): diz que a evolução natural é benigno sem letalidade — incorreto: em imunocompetentes frequentemente é subclínica ou autolimitada, mas pode ser grave e letal na forma disseminada, especialmente em PVHIV.
C (errada): afirma que o fungo escapa colonizando órgãos pobres em macrófagos — falso: o escape/imunoevasão envolve sobrevivência e multiplicação dentro dos macrófagos; portanto, prefere tecidos com células fagocitárias.
D (errada): classifica a doença como epidêmica no Brasil acompanhando HIV — incorreto: é endêmica em várias regiões; sua associação com HIV torna a apresentação mais frequente/severa em PVHIV, mas não a transforma em epidemia no sentido clássico.
Dica de interpretação: Procure palavras-chaves (fungo vs bactéria; endêmico vs epidêmico; transmissão pessoa a pessoa; intracelular em macrófagos). Elas costumam revelar a pegadinha da alternativa.
Fontes rápidas: CDC – Histoplasmosis; Ministério da Saúde – Manuais de Vigilância de Micose Endêmica; livros de micologia clínica.
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Histoplasma capsulatum é um fungo dimórfico (ou seja, apresenta duas formas diferentes dependendo da temperatura) que causa a histoplasmose, uma micose sistêmica que pode afetar humanos e outros mamíferos.
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Vive em solos ricos em matéria orgânica, especialmente onde há fezes de aves e morcegos (ex.: galinheiros, cavernas, grutas, sótãos).
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As microconídias do fungo podem ser inaladas quando o solo é revolvido.
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Histoplasmose (doença causada)
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Forma pulmonar leve (primária): semelhante a uma gripe ou pneumonia leve, muitas vezes assintomática.
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Forma disseminada: ocorre em pessoas imunossuprimidas (como pacientes com HIV/AIDS, transplantes ou uso de imunossupressores); pode afetar fígado, baço, medula óssea, pele e mucosas, sendo potencialmente fatal.
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Forma crônica: pode aparecer em fumantes ou pessoas com doenças pulmonares prévias, com lesões cavitárias semelhantes à tuberculose.
Tema central: a questão aborda a histoplasmose, doença sistêmica causada pelo fungo Histoplasma capsulatum. É tema recorrente em concursos por relacionar microbiologia (fungos), epidemiologia (endemicidade/epidemias) e interação patógeno-hospedeiro (infecção em imunocomprometidos).
Resumo teórico essencial: H. capsulatum é um fungo dimórfico cujo habitat natural é o solo enriquecido por fezes de aves e morcegos; nessas condições, forma microconídios inaláveis. A infecção ocorre por inalação, com transformação em levedura no interior dos pulmões e sobrevivência intracelular dentro de macrófagos, o que facilita a disseminação sistêmica, sobretudo em pessoas com baixa contagem de CD4 (PVHIV). Fontes: CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e Ministério da Saúde.
Justificativa da alternativa E (correta): A alternativa descreve corretamente o habitat do fungo (solo) e o papel das fezes de aves e morcegos como substrato que favorece o crescimento e a produção de conídios — mecanismo bem documentado em guias de micologia médica (CDC: Histoplasmosis).
Análise das alternativas incorretas:
A (errada): afirma que é doença bacteriana e contagiosa pessoa a pessoa — incorreto: é causada por um fungo; não há transmissão respiratória direta entre pessoas.
B (errada): diz que a evolução natural é benigno sem letalidade — incorreto: em imunocompetentes frequentemente é subclínica ou autolimitada, mas pode ser grave e letal na forma disseminada, especialmente em PVHIV.
C (errada): afirma que o fungo escapa colonizando órgãos pobres em macrófagos — falso: o escape/imunoevasão envolve sobrevivência e multiplicação dentro dos macrófagos; portanto, prefere tecidos com células fagocitárias.
D (errada): classifica a doença como epidêmica no Brasil acompanhando HIV — incorreto: é endêmica em várias regiões; sua associação com HIV torna a apresentação mais frequente/severa em PVHIV, mas não a transforma em epidemia no sentido clássico.
Dica de interpretação: Procure palavras-chaves (fungo vs bactéria; endêmico vs epidêmico; transmissão pessoa a pessoa; intracelular em macrófagos). Elas costumam revelar a pegadinha da alternativa.
Fontes rápidas: CDC – Histoplasmosis; Ministério da Saúde – Manuais de Vigilância de Micose Endêmica; livros de micologia clínica.
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