Comparando as diferentes formas de escravidão no Brasil – ur...
Gabarito comentado
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Resposta correta: B
Tema central: Trata-se das características fundamentais da escravidão no Brasil (urbana, rural e doméstica) — ou seja, o que as diferentes formas tinham em comum. A chave é identificar a condição jurídica e social do escravizado: era uma pessoa privada de liberdade e sujeita à coerção.
Resumo teórico: A escravidão no Brasil consistiu na apropriação do trabalho e do corpo de pessoas por outras. Em todas as modalidades havia: vínculo compulsório ao senhor, impossibilidade de dispor livremente da própria vida laboral e pessoal, e coerção (violência física, jurídica e simbólica). Apesar das variações — mobilidade maior em ambientes urbanos, convivência íntima no trabalho doméstico, trabalhos pesados na zona rural — o elemento unificador é a falta de liberdade e autonomia do escravizado.
Justificativa da alternativa B:
A alternativa B resume precisamente o núcleo da escravidão: relação forçada de obediência a um senhor e falta de liberdade/autonomia. Esses traços aparecem em todas as formas (ninguém era livre para decidir trabalhador por contrato, migrar ou dispor de seus rendimentos/vida) — logo, é o elemento comum correto.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta. Afirmação falsa e imprecisa: não se tratava de obediência “exclusiva aos homens” nem havia vetos gerais sobre relações entre mulheres e escravos; além disso, generaliza papéis de gênero de forma equivocada.
C — Incorreta. Embora muitos escravos não conseguissem comprar alforria, isso não era impossibilidade absoluta: havia formas de compra, alforrias por testamento, serviços ou manumissão. Logo, não é um traço universal.
D — Incorreta. Havia restrições e vigilância, mas a circulação pública não foi proibida de modo uniforme. Em áreas urbanas, muitos escravos circulavam para trabalhar ou vender; proibições variavam por contexto e época.
E — Incorreta. A conversão ao catolicismo foi incentivada e comum, mas não foi condição universal e formalmente necessária em todos os casos; além disso, essa exigência não define a essência da escravidão.
Dica de prova: Busque o traço mais amplo e essencial (liberdade vs. privação de liberdade). Desconfie de alternativa que apresente absolutismos históricos ou condições que variavam por contexto.
Fontes de referência úteis: obras clássicas como Gilberto Freyre (Casa-Grande & Senzala), estudos sobre escravidão do século XIX e documentos legais como a Lei Áurea (13/05/1888) para contextualização histórica.
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