A realização de processos de Inquisição, no Brasil colonial,...

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Ano: 2009 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2009 - UFC - Casas de Cultura Estrangeira - Segundo Semestre |
Q1392345 História
A realização de processos de Inquisição, no Brasil colonial, indica:
Alternativas

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Resposta correta: D

Tema central: a presença da Inquisição no Brasil colonial evidencia o controle sobre a ortodoxia religiosa e a existência de práticas e crenças consideradas desviantes (judaísmo, islamismo, protestantismo, etc.). Para resolver a questão é preciso entender quem eram os alvos do Santo Ofício e qual o papel das denúncias e autos inquisitoriais.

Resumo teórico: a Inquisição portuguesa, embora sediada em Lisboa, atuou sobre pessoas do Império ultramarino. Seus processos (autos) puniam heresias, judaísmo praticado por “cristãos-novos”, apostasias, feitiçaria, e propagação de doutrinas protestantes. No contexto colonial, as menções a acusações e autos mostram que havia diversidade religiosa e tentativas de práticas criptojudaicas e outras influências trazidas por viajantes e famílias conversas.

Fontes relevantes: obras clássicas como António José Saraiva & Óscar Loureiro, História da Inquisição em Portugal; acervos primários no Arquivo Nacional / Torre do Tombo (processos do Santo Ofício). Estudos sobre Inquisição e colônias também contextualizam esses autos no Brasil.

Justificativa da alternativa D: os processos inquisitoriais surgem quando há suspeita de práticas religiosas não católicas. No Brasil colonial foram identificados casos relacionados a judaizantes e a outras crenças/importações religiosas, o que indica a presença — ainda que em minoria e muitas vezes oculta — de crenças como a judaica e influências islâmicas/protestantes. Assim, os autos apontam para pluralidade e conflito religioso, não para crescimento institucional específico.

Análise das alternativas incorretas:

A — o surgimento de processos inquisitoriais não sinaliza crescimento franciscano; ordens mendicantes não são foco direto do Santo Ofício.

B — a expulsão dos jesuítas (1759) é episódio político-administrativo do Estado português; a existência de Inquisição mostra atuação da Igreja/Tribunal, não seu declínio automático.

C — indígenas não foram o centro dos autos inquisitoriais (eram alvo de outras formas de controle missionário); a Inquisição mirava principalmente crentes considerados hereges entre colonos e “cristãos-novos”.

E — afirmar tolerância aos ritos africanos é incorreto: práticas africanas eram frequentemente interpretadas como feitiçaria e perseguidas; não há ausência de ações repressivas.

Dica de prova: associe “Inquisição” a “controle da ortodoxia” e procure palavras no enunciado que indiquem pluralidade religiosa ou perseguição por heterodoxia — isso aponta para a alternativa correta.

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A Inquisição, através do Tribunal do Santo Ofício, foi um movimento da Igreja Católica Romana criado para combater a heresia, em que os supostos hereges eram julgados e torturados.

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