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Ano: 2015 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2015 - UECE - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q700760 Português

Texto 2

O texto que você lerá a seguir – o poema “Outro verde”, foi retirado da obra Delírio da Solidão, do escritor cearense de Quixeramobim Jáder de Carvalho, que nasceu em 29 de dezembro de 1901 e faleceu no dia sete de agosto de 1985. Jáder de Carvalho foi jornalista, advogado, professor e escritor: poeta e prosador. Sua obra mais conhecida é o romance Aldeota.

                       

                     Outro verde 

 

(Jáder de Carvalho. Delírio da Solidão. p. 46-47.)

Marque com V o que for verdadeiro e com F o que for falso acerca do que se diz sobre o texto 2. ( ) A pergunta especial que o sujeito lírico faz aos pintores tem força expressiva no poema, principalmente porque traz o verbo no futuro do pretérito. Esse tempo verbal sugere a incerteza, a quase impossibilidade – ou mesmo a impossibilidade – da missão de determinar a tonalidade do verde dos olhos da personagem. ( ) O verso 1 da 5ª estrofe, “O verde dos teus olhos é subjetivo”, serve de ponte para se passar da superficialidade da primeira leitura para a profundidade da segunda. Isso se dá em virtude da incongruência da relação entre sujeito e predicativo do sujeito: o verde (a cor verde) é algo percebido por um dos cinco sentidos, portanto é algo que não pode ser subjetivo. ( ) Um acontecimento que, para o sujeito lírico, poderá ser um elemento, talvez o primeiro, que determinará a fixação do verde dos olhos da amada será a espera tranquila e feliz da chegada do amor em um navio perdido. ( ) Os versos transcritos a seguir – “Não escondem braços em naufrágios / nem vozes que não se ouvem / na despedida” (linhas 72-74) – constituem duas metonímias, as mais expressivas do poema. Os braços são, com certeza, a parte do corpo cujos movimentos mais se mostram na tentativa de salvação de um afogamento. Por seu lado, a voz é, de maneira geral, o som que mais se ouve em uma despedida. ( ) Nos versos das linhas 85 a 87 – “tu, sem a estrela dos navegantes, / esperas / pelo navio perdido do meu amor”, o eu poético constrói uma imagem que concretiza algo abstrato – “amor” – em algo concreto – “navio”. Esse trabalho de concretização do abstrato potencializa a força negativa do navio (“perdido do meu amor”), ou seja, do amor do eu poético. Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
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