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Q1339207 Geografia

Na década de 2000, vídeos produzidos por moradores de áreas periféricas da cidade de São Paulo chamaram a atenção de pesquisadores para uma nova expressão do videoativismo. Diferentemente dos chamados vídeos populares dos anos 1970 e 1980, que tinham um direcionamento político afinado com as lutas operárias e os movimentos contra a ditadura, o videoativismo do século XXI aborda reivindicações sociais, expressões culturais e demandas identitárias das populações da periferia.

                                              (http://revistapesquisa.fapesp.br. Adaptado.)

Na atual relação centro-periferia, o videoativismo é promotor

Alternativas

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Alternativa correta: C

Tema central: videoativismo urbano — práticas audiovisuais produzidas por moradores da periferia que produzem representação própria do espaço e das lutas locais. É relevante em geografia urbana porque toca em produção social do espaço, identidade e disputar imagens estigmatizantes da cidade.

Resumo teórico rápido: segundo a tradição da "produção do espaço" (Lefebvre) e estudos sobre cultura urbana, grupos subalternos usam meios simbólicos para reivindicar visibilidade e disputar narrativas dominantes. No século XXI, ferramentas digitais (vídeos, redes) potencializam essa capacidade de auto-representação (ver texto base: Revista Pesquisa — FAPESP).

Por que C é certa: o enunciado diz que o videoativismo aborda reivindicações sociais, expressões culturais e demandas identitárias — ou seja, busca reapresentar a periferia segundo suas próprias vozes. Logo, sua função é desconstruir representações estereotipadas e reconstruir imagens mais complexas sobre moradores e territórios.

Análise das alternativas incorretas:

A: "compreensão de uma lógica socioeconômica externa que requalifica a periferia" — trata de políticas de requalificação/gentrificação promovidas por agentes externos; videoativismo é expressão interna, não agente de requalificação externa.

B: "das disparidades... que segregam" — o videoativismo evidencia desigualdades, mas não é promotor da segregação; ao contrário, busca visibilidade e contestação.

D: "estratégias de publicidade que alimentam especulação imobiliária" — publicidade e especulação são práticas do mercado; videoativismo frequentemente critica ou resiste a essas forças, não as alimenta.

E: "novo sistema de produção equânime entre patrões e empregados" — trata-se de mudança estrutural econômica; videoativismo é ação cultural/política, não criação direta de um novo modo de produção econômico.

Dica de interpretação: foque em termos do enunciado — "reivindicações sociais", "expressões culturais", "demandas identitárias" apontam para auto-representação e disputa de imagens. Evite opções que atribuem ação contrária ao conteúdo (ex.: promover segregação, alimentar mercado).

Fontes sugeridas: Revista Pesquisa (FAPESP) — texto base; Henri Lefebvre, A produção do espaço; David Harvey, estudos sobre urbanização.

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Comentários

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Erro da B é que o videoativismo não promove as diferenças entre as classes sociais, ele aborda essas diferenças.

Questão interessante, pois muitas vezes quando pensamos em periferia muitas vezes existe uma construção sobre representações que lá residem, só que só sabe o que se passa quem reside lá, como por exemplo, falta de saneamento básico é uma delas, logo com as filmagens consegue descontruir pensamentos. O erro da B é como a colega disse não são as filmagens que promovem disparidades, elas apenas mostram o que se passa.

Na atual relação centro-periferia, o videoativismo é um promotor da inclusão e visibilidade das periferias. Ele permite que pessoas de regiões periféricas produzam e compartilhem conteúdos sobre suas realidades, criando uma narrativa própria que desafia estereótipos e amplia o alcance de suas vozes. Essa prática ajuda a reduzir a dependência das periferias em relação aos centros urbanos, promovendo uma visão mais autêntica e plural da sociedade.

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