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Ano: 2015 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2015 - UNICENTRO - VESTIBULAR DE 2016 - Português |
Q1798395 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Internet é coisa do passado

Para especialista, humanos estarão cada vez mais integrados com tecnologia. Não, um futurista não é alguém que veio do futuro para nos prevenir a respeito do domínio das máquinas e o início de uma guerra sem fim. Muito pelo contrário, Tiago Mattos é multiempreendedor, educador, palestrante e formado pela Singularity University como futurista e seu trabalho é entender que tendências a tecnologia está seguindo. Para entrar no curso, o empreendedor gaúcho de 35 anos de idade foi avaliado com a capacidade de impactar um bilhão de pessoas em dez anos. De acordo com ele, a revolução da Internet já passou e, agora, o futuro aponta para uma integração cada vez maior entre homens e tecnologias. A Singularity University é uma iniciativa da NASA em parceria com o Google e tem como meta principal discutir e encontrar novos caminhos da cultura digital e pós-digital. “O pensamento humano é linear. Já o pensamento dos computadores funciona de acordo com uma lógica exponencial. A cada dezoito meses, mais ou menos, nossa capacidade duplica. Por isso, a velocidade da evolução é cada vez maior”, explica Mattos. Depois da Internet, segundo as discussões da Singularity, três novas revoluções em curso ditam as tendências do futuro próximo: genética/biotecnologia, nanotecnologia e robótica/inteligência artificial. Mattos explica que os anos de 1980 foram transformados pela computação, os 1990 pela Internet e os 2000/2010 viveram o advento dos sensores e da Internet das coisas, agora, o momento já é outro. As interações entre os objetos e os humanos devem se intensificar e se complexificar. “Este é um processo irreversível. Se já temos smartphone, SmarTVs... as coisas ficarão cada vez mais “espertas” e nós, humanos, somos apenas mais uma dessas coisas”, afirma Tiago.

As novas revoluções já começaram

Talvez, para um terráqueo das antigas, muito pode parecer roteiro de ficção científica, mas as três revoluções citadas por Mattos já estão a pleno vapor. Pesquisas para desenvolvimento de órgãos humanos com impressoras 3D, realidade aumentada para uso pedagógico em simulações de situações de risco e funções de dispositivos móveis capazes de monitorar condições médicas dos usuários ou acessar dados bancários remotamente são exemplos de como essas novas tecnologias já estão em nosso dia a dia. E, pelo visto, vem muito mais por aí.

(Adaptado de: RODRIGUES, Ennio. Internet é coisa do passado. Disponível em:<https://super.abril.com.br/tecnologia/internet-e-coisa-do-passado/> . Acesso em: 21 jul. 2015.) 
Quanto ao processo de formação de palavras, assinale a alternativa correta.
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Tema central da questão: O tema abordado é formação de palavras (ou morfologia), essencial para provas de Vestibular e concursos. Exige-se reconhecer e justificar, com base na gramática normativa, os mecanismos que originam palavras novas em Língua Portuguesa.

Alternativa correta: C) “Biotecnologia” é uma palavra formada por composição.

Segundo a norma-padrão, composição consiste na união de dois radicais para criar uma nova palavra. No caso de biotecnologia, há a fusão do radical “bio” (vida) e “tecnologia” (estudo das técnicas), caracterizando composição. Importante observar: nessa palavra, o sentido resulta da soma dos elementos, sem perda de fonemas, sendo um caso de composição por aglutinação (Cunha & Cintra).

Análise das alternativas incorretas:

A) “Multiempreendedor” não é derivação regressiva, mas derivação prefixal, pois o prefixo “multi-” se agrega ao substantivo “empreendedor”, formando novos sentidos sem alteração estrutural profunda.

B) “Pós-digital” também traz um prefixo (“pós-”) unido a “digital”, configurando derivação prefixal. Não se trata de parassintética — essa ocorre quando prefixo e sufixo são acrescentados simultaneamente, sem que a forma intermediária exista (ex.: “empobrecer”: não há “empobre” nem “pobrecer”).

D) “Irreversível” resulta da adição do prefixo “ir-” (negação) ao adjetivo “reversível” e é, por isso, um caso de derivação prefixal, e não de justaposição (nesta, dois radicais se unem sem perda de fonemas).

E) “Remotamente” é formada por derivação sufixal: “remoto” + “-mente”. Se fosse formação por prefixação, haveria acréscimo de um prefixo. O sufixo “-mente” transforma adjetivos em advérbios de modo.

Pegadinhas e estratégias: Fique atento aos conceitos de derivação parassintética e regressiva: sempre pergunte a si mesmo se a palavra intermediária (sem prefixo ou sufixo) existe com sentido. Isso evita erros comuns em provas!

Referências: Bechara, Moderna Gramática; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo.

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