Com base nos excertos, preencha os parênteses com C (certo) ...
( ) Tanto a canção quanto o excerto apresentam a ambiguidade da relação positiva e negativa do homem com o mar.
( ) De acordo com o excerto de Amado, entre as possibilidades de trabalho no mar, exercer a atividade num navio é sonho acalentado por quase todos os meninos que saem das escolas.
( ) O repouso junto a orixás africanos pode ser visto como uma forma de suavizar a morte no mar, de acordo com a canção.
( ) Dulce vê o mar de modo benéfico, como um espaço para a liberdade do homem confinado às agruras da vida nas cidades.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: D) C – E – C – E.
Tema central: Interpretação de Texto e Semântica
Nesta questão, o candidato é avaliado quanto à capacidade de leitura crítica dos excertos, analisando sentidos explícitos e implícitos, além das relações de ambiguidade, idealização e crítica social expressas nas passagens.
Análise e justificativa dos itens:
1º – Certo: Ambos os textos apresentam ambiguidade em relação ao mar; ele é apresentado como belo e ao mesmo tempo trágico. Na canção, há a “doçura” da morte e, ao mesmo tempo, a tristeza. No trecho de Jorge Amado, o mar encanta, mas também acorrenta e oprime. Essa duplicidade é um exemplo clássico de ambiguidade semântica, como ensinam Cunha & Cintra (2008).
2º – Errado: O excerto afirma que trabalhar num navio é um “ideal grandioso que poucos alimentavam”, ou seja, não era um sonho comum, e sim restrito a poucos. Aqui, há uma pegadinha: confundir “poucos” com “quase todos”. O aluno atento ao pronome indefinido evita esse erro.
3º – Certo: O trecho “Fez sua cama de noivo no colo de Iemanjá” sugere que a morte no mar é suavizada pelo acolhimento da divindade africana – um consolo para a perda. É um uso de figura de linguagem para suavizar o impacto do morrer, valorizando o aspecto cultural religioso.
4º – Errado: Embora se diga que quem vive no mar é livre, a personagem Dulce percebe o contrário: estão “acorrentados ao mar”. Aqui há crítica social e negação da liberdade, subvertendo o senso comum. Estratégia: atenção à oposição semântica representada nos excertos, elemento básico de coerência textual em provas.
Resumo de estratégia: Identifique palavras-chave, atente-se ao uso de negações (“poucos”, “não eram livres”) e procure sentidos indiretos e figuras de linguagem. Recomendo reforçar o estudo de tópicos como coerência textual e ambiguidade semântica nas gramáticas de Bechara e Koch.
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