Qual o macete de ‘Macetando’? Macetar, verbo transitivo: “...

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Qual o macete de ‘Macetando’?

Macetar, verbo transitivo: “golpear (alguém ou algo) com maceta ou macete, um martelo de cabo curto”. A definição está nos dicionários, mas o carnaval, como de praxe, mascarou o significado a seu bel-prazer. O coro da multidão que acompanhou Ivete Sangalo na abertura da folia de Salvador comprova que essa é a época ideal para enriquecer o vocabulário. Música gravada pela cantora baiana com participação de Ludmilla, “Macetando” despontou como hit nacional ao encher a boca do povo com o refrão-chiclete: “Ah, bebê, é a Veveta que tá no comando / Macetando, macetando, macetando...”.
(Adaptado de CUNHA, G. Qual o macete de ‘macetando’? O Globo (versão online), 10/02/2024.)


Na letra da música em questão, um dos aspectos que contribuem para o mascaramento do significado de macetar é
Alternativas

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Tema central: Interpretação de Texto com foco em regência verbal, sobretudo a necessidade de complementação dos verbos transitivos diretos conforme a norma-padrão.

No contexto apresentado, o verbo “macetar”, pela definição formal (conforme dicionários e gramáticas como Bechara e Cunha & Cintra), é transitivo direto, exigindo objeto direto: “golpear alguém ou algo com maceta ou macete”. Ou seja, espera-se sempre um complemento para esclarecer o sentido.

Justificativa da alternativa correta (D): Ausência de complemento para o verbo

A norma-padrão da Língua Portuguesa ensina que um verbo transitivo direto, ao ficar sem seu objeto direto, deixa o sentido indefinido. Na letra da música, ao cantar apenas “macetando” sem dizer o que/quem está sendo “macetado”, ocorre o chamado mascaramento semântico: o ouvinte não sabe exatamente o que “macetar” significa naquele contexto, abrindo campo para interpretações variadas ou até mesmo perda do sentido original.

Análise das alternativas incorretas:

A) “A ocultação do sujeito do verbo”
Incorreta. O sujeito está claro: “Veveta”. Não ocorre ocultação estrutural e, mesmo que houvesse, não seria esse fator a mascarar o sentido do verbo, pois o que se espera saber é o objeto da ação.

B) “O uso repetido do verbo no gerúndio”
Incorreta. O gerúndio indica continuidade, não responsabilidade pelo mascaramento do sentido do verbo. O gerúndio pode, sim, dar musicalidade, mas não interfere na transitividade ou clareza semântica nesse contexto.

C) “O processo de adjetivação do verbo”
Incorreta. Não ocorre adjetivação (transformar verbo em adjetivo). O verbo permanece como verbo, apenas sem complemento, mantendo seu grau de indefinição.

Dica de prova: ao identificar verbos transitivos diretos sem objeto em letras de música, propagandas ou textos, desconfie: frequentemente isso provoca imprecisão ou ambiguidade do sentido. Gramáticos como Cunha & Cintra (p. 470) explicitam: "o objeto direto é fundamental ao verbo transitivo, completando seu significado".

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Comentários

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macetando oq?

Ao empregar "macetar" sem um complemento, o verbo fica com sentido reduzido (mascarado, obscuro) -por mais que o sentido seja subentendido como um jargão popular-.

Gab - D

SENHOR, SE EU NÃO REZEI DIREITO O SENHOR ME PERDOOE

• Gerúndio (B) → efeito sonoro/ritmo ❌

• Falta de complemento (D) → quebra o sentido original → cria ambiguidade ✅

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