Para além das guerras Rússia-Ucrânia e Israel-Palestina, est...
(Adaptado de https://www.courrierinternational.com/article/analyse-depuis-les-guerres- -en-ukraine-et-a-gaza-les-frontieres-ne-sont-plus-intangibles. Acesso em 06/06/2024.)
Tendo em vista seus conhecimentos e considerando o texto anterior, é correto dizer que a fronteira entre países é essencialmente
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Alternativa correta: B — política.
Tema central: a questão trata da natureza das fronteiras internacionais — se são linhas puramente físicas, técnicas ou essencialmente políticas. É importante entender que fronteira é um produto jurídico-político e geográfico, resultado de poder, história, tratados e disputas.
Resumo teórico: fronteiras definem o espaço de soberania de um Estado e sua forma resulta de acordos, conflitos e decisões políticas. Mesmo quando seguem rios, montanhas ou paralelos geodésicos, sua existência depende de reconhecimento e normas do direito internacional (ver Carta das Nações Unidas; princípios de integridade territorial) e da diplomacia (ex.: tratados bilaterais, decisões de cortes internacionais). A Convenção de Montevidéu (1933) fixa critérios de Estado, mas o reconhecimento e delimitação territorial passam por negociação política.
Por que B é correta: afirmar que a fronteira é política enfatiza que sua definição e validade decorrem de disputas, acordos e do direito de uso/posse, não apenas de traços físicos. O texto-base da questão fala em redefinições e reivindicações (Caso Essequibo), o que evidencia o caráter político das fronteiras.
Análise das incorretas:
A — geométrica: incorreta porque descreve um tipo de delimitação (linhas retas, paralelos) ou demarcação física (muros), mas não responde ao que é essencial. Muros/vias são manifestações físicas, não a essência.
C — natural: incorreta pois muitos limites seguem elementos naturais, porém a existência e o reconhecimento desses limites dependem de acordos políticos; natureza física não garante a imutabilidade do limite.
D — técnica: incorreta porque reduz a fronteira a um procedimento ou proteção técnica; embora tratados e convenções sejam instrumentos técnicos-jurídicos, a determinação das fronteiras é primordialmente política — envolve interesses, poder e reconhecimento internacional, não só “procedimentos locais”.
Dica de prova: atenção a termos absolutos como "essencialmente": escolha a alternativa que capte a natureza fundamental do conceito (aqui: política). Quando opções parecem parecidas, prefira a que abrange causas históricas e de poder, não só formas ou instrumentos.
Fontes sugeridas: Carta das Nações Unidas (princípios de soberania e integridade territorial); bibliografia de Geografia Política e Direito Internacional público.
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Comentários
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[...] fronteiras até então reconhecidas pela comunidade internacional e, de certo modo, protegidas por um complexo arcabouço normativo.
Além do texto expor parcialmente a resposta, sabe-se que desde os tempos imperiais, as fronteiras eram constantemente ajustadas (a exemplo de Alexandre, o grande, que dominou um vasto território por meio de conquistas políticas = guerras); negociações e acordos políticos também são expoentes no que tange às regiões fronteiriças, como o acordo de Petrópoles que moldou a geografia do Brasil ao incrementar o Acre ao território.
Um território é um espaço delimitado por fronteiras e sobre o qual um Estado ou grupo exerce o seu poder político
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