Leia o poema de José Carlos Capinan (1941-) para responder à questão.
o rebanho e o homem
O rebanho trafega com tranquilidade o caminho:
é sempre uma surpresa ao rebanho que ele chegue
ao campo ou ao matadouro.
Nenhuma raiva
nenhuma esperança o rebanho leva,
pouco importa que a flor sucumba aos cascos
ou ainda que sobreviva.
Nenhuma pergunta o rebanho não diz:
até na sede ele é tranquilo
até na guerra ele é mudo —
o rebanho não pronuncia,
usa a luz mas nunca explica a sua falta
usa o alimento sem nunca se perguntar.
Sobre o rebanho o sexo
que ele nunca explicava
e as fêmeas cobertas
recebem a fecundidade sem admiração.
A morte ele desconhece, e a sua vida,
no rebanho não há companheiros
há cada corpo em si sem lucidez alguma.
O rebanho não vê a cara dos homens
aceita o caminho e vai escorrendo
num andar pesado sobre os campos.
(Heloisa Buarque de Hollanda (org.).
26 poetas hoje: antologia, 2021.)
As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer modificação na forma. Basta antepor-se o artigo a qualquer vocábulo da língua para que ele se torne um substantivo.
A esse processo de enriquecimento vocabular pela mudança
de classe das palavras dá-se o nome de derivação imprópria.
(Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova gramática
do português contemporâneo, 2001. Adaptado.)
Identifica-se uma palavra formada por derivação imprópria
em:
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