Em “A bomba, diz‐se, evitaria essa batalha sangrenta”, a ex...

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Ano: 2015 Banca: INSPER Órgão: INSPER Prova: INSPER - 2015 - INSPER - Engenharia |
Q1338731 Português
Os dias 6 e 8 de agosto são datas que marcam dois dos piores eventos que aconteceram no século 20 e talvez em todos os tempos – um leitor mais antenado provavelmente já sabe do que estamos falando. Há exatos 70 anos, em 1945, a Segunda Guerra Mundial se encaminhava para o fim quando os norte‐americanos detonaram sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki duas bombas atômicas.
Na verdade, a Alemanha nazista havia sido derrotada e o Japão também caminhava para perder a guerra que travava no Pacífico contra os Estados Unidos e seus aliados. Porém, como em todas as guerras, aos vencedores coube contar a história. O que se relata, pois, é que havia poucas chances de os japoneses se renderem e, para vencer a disputa, milhões de soldados americanos e japoneses morreriam. A bomba, diz‐se, evitaria essa batalha sangrenta. Fato é que a ação custou a vida de centenas de milhares de pessoas, não somente no momento da destruição, como também ao longo dos anos, devido aos efeitos da radiação. Disponível em:. Acesso em: 20.09
Em “A bomba, diz‐se, evitaria essa batalha sangrenta”, a expressão “diz‐se” funciona no texto como um indicador de
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Interpretação de texto e semântica, especialmente o valor da construção impessoal “diz-se” como recurso para indicar ideias de uso coletivo ou consenso.

Expressão-chave: O uso de “diz-se” representa, na norma-padrão, uma forma impessoal do verbo, muito comum para indicar um enunciado de aceitação geral, sem autoria específica. É exemplo do chamado “indeterminação do sujeito” (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa). Assim, transmite-se que muitos afirmam, mas sem afirmar diretamente quem.

Conforme explicitam autores como Celso Cunha & Lindley Cintra, esse tipo de construção é frequentemente usado para inserir no texto uma ideia geralmente compartilhada ou consensual.

Justificativa da alternativa correta (D):

A alternativa D) destaque de uma ideia consensual está correta porque a expressão “diz-se” sugere aquilo que é repetido ou aceito como verdade por muitos, sem importar quem exatamente o afirma. No texto, transmite que “a bomba evitaria a batalha” é uma justificativa amplamente difundida – ou seja, apresenta um ponto de vista geralmente reconhecido. Isso reforça a objetividade e a ideia de consenso, como recomendam os manuais e gramáticas.

Análise das alternativas incorretas:

A) formalidade em documentação histórica – “Diz-se” não serve para formalizar documentos, mas sim para generalizar uma opinião.
B) ressalva para um fato discutível – O termo não marca ressalva ou dúvida, apenas veicula o “disse” coletivo.
C) redundância para atenuar um evento trágico – Não há redundância ou atenuação, apenas citação de conhecimento coletivo.
E) suposição de fatos verossímeis – “Diz-se” não é suposição, e sim afirmação impessoal de algo reconhecido.

Estratégia para provas: Identifique construções impessoais (“diz-se”, “acredita-se”, “pensa-se”). Essas expressões quase sempre marcam consenso de opinião de senso comum – não dúvida, nem suposição, nem reforço formal.

Portanto, assinale sempre que o contexto apontar para uma ideia de aceitação coletiva ao encontrar formas impessoais como essa.

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