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Ano: 2011 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2011 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q341265 História
O tema do Coronelismo é retratado em obras de escritores como Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Jorge Amado, que procuraram demonstrar a dominação política do país pela oligarquia cafeeira. Esta era composta por grandes proprietários de terras que exerciam o monopólio do poder local. Os eleitores, ao votar de forma aberta, por meio do chamado “voto de cabresto”, eram obrigados a eleger os candidatos indicados pelo “coronel” e seus jagunços.

Esta realidade é característica
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Resposta: Alternativa A — da República Velha (1889–1930)

Tema central: o enunciado trata do coronelismo — forma de poder local baseada em oligarquias rurais que controlavam eleitores por meio do chamado “voto de cabresto”, violência e clientelismo. Esse fenômeno é tema recorrente na literatura regionalista (Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado) e na historiografia sobre a República oligárquica.

Resumo teórico: após a proclamação da República e com a Constituição de 1891, o Brasil adotou um regime federalista que fortaleceu as elites regionais. Na República Velha, a economia cafeeira e as oligarquias estaduais (principalmente SP e MG — “política do café com leite”) dominaram o jogo político. O voto aberto e a fragilidade institucional permitiram práticas clientelistas — coronéis, jagunços e o “voto de cabresto”. Fontes úteis: manuais de História do Brasil e obras literárias mencionadas; consulte também a Constituição de 1891 e estudos clássicos sobre o período.

Por que a alternativa A está correta: os termos do enunciado (oligarquia cafeeira, voto de cabresto, coronel e jagunços) descrevem exatamente as características da República Velha (1889–1930), período em que a política era dominada por elites rurais e fraudes eleitorais abertas eram rotina.

Análise das alternativas incorretas:

B — Segunda República: refere-se ao período democrático posterior (1946–1964) — não é o momento clássico do voto de cabresto rural.

C — Segundo Reinado: (1840–1889) foi o Império; embora existissem elites agrárias, o contexto político e institucional é distinto da República oligárquica e do clientelismo republicano.

D — Era dos Extremos: expressão historiográfica mais ampla (século XX global) e não um período específico da história política brasileira; não é a resposta adequada.

E — Era Vargas: (1930–1945) marcou centralização do poder e redução do poder político local das oligarquias por interventores e políticas centralizadoras — logo, não é o quadro descrito.

Dica de resolução: identifique palavras-chave do enunciado (voto de cabresto, oligarquia cafeeira, jagunços) e associe-as ao período histórico que institucionalmente permitia esse tipo de dominação (República Velha). O uso de cronologias e de termos institucionais costuma eliminar as alternativas que tratam de períodos de centralização ou de monarquia.

Fontes recomendadas: Constituição de 1891; manuais de História do Brasil; romances de Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Jorge Amado para percepção social; estudos clássicos sobre coronelismo na historiografia brasileira.

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