A questão da mão de obra escrava esteve sempre vinculada aos...
Em relação à questão escravista, é correto afirmar:
Gabarito comentado
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Resposta correta: E
Tema central: a questão trata da pressão britânica e dos interesses econômicos internacionais que influenciaram o fim do tráfico e da escravidão no Brasil. É preciso relacionar diplomacia, legislação e motivações econômicas do século XIX.
Resumo teórico conciso: a Grã‑Bretanha aboliu o tráfico (1807) e a escravidão no Império britânico (1833) e passou a combater o comércio negreiro por meios diplomáticos e navais (por exemplo, a Aberdeen Act, 1845). Ao mesmo tempo, os interesses britânicos migraram para a África na fase do novo imperialismo, valorizando formas de trabalho controladas por potências europeias. Essas dinâmicas contribuíram para pressionar o Brasil a coibir o tráfico, culminando na Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibiu oficialmente o tráfico de escravos para o país.
Justificativa da alternativa E: a alternativa identifica corretamente que interesses britânicos relacionados à apropriação de mão de obra e mercados africanos, aliados à vontade de controlar o comércio atlântico, foram parte da coalizão de pressões sobre o Brasil. A atuação diplomática e naval britânica, somada à busca por mercados e mão de obra na África durante o imperialismo, tornou a manutenção do tráfico incompatível com os objetivos britânicos — daí a coerência da alternativa.
Análise das alternativas incorretas:
A — incorreta. A Tarifa Alves Branco (1844) visou proteger a indústria nacional e aumentar receitas; não foi simples retaliação específica contra Mauá nem resposta direta a uma política antiescravista do Reino Unido.
B — incorreta. Conjuração Baiana (1798) e Revolta dos Malês (1835) tinham forte componente anti‑escravista; já a Sabinada (1837–38) era essencialmente política/regional e não tinha a abolição como princípio básico.
C — incorreta. O reconhecimento europeu da independência do Brasil iniciou-se na década de 1820 (Portugal e outras potências); a abolição do tráfico só foi legalmente enfrentada em 1850 (Lei Eusébio de Queirós), portanto a cronologia da alternativa está equivocada.
D — incorreta. A política de imigração europeia pós‑tráfico não se explica apenas por uma suposta “superioridade técnica/inteligente” — havia razões econômicas, demográficas e políticas (busca de mão de obra assalariada, incentivos estatais, e preconceitos), mas a explicação dada é reducionista e ideologicamente carregada.
Fontes e referências rápidas: Lei Eusébio de Queirós (1850); Aberdeen Act (1845); British Slave Trade Act (1807). Para aprofundar: Leslie Bethell (org.), The Cambridge History of Latin America; documentos diplomáticos do século XIX.
Estratégia de prova: desconfie de afirmações absolutas e de relações causais anacrônicas; verifique datas-chave (1807, 1833, 1844, 1850) e o foco político de cada movimento.
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