Durante a Idade Média
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Alternativa correta: C
Tema central: a circulação e preservação do legado filosófico grego durante a Idade Média. A questão avalia quem, entre os agentes culturais medievais, atuou de modo decisivo na apropriação, tradução e difusão das obras gregas.
Resumo teórico: após o declínio do Império Romano, muitos textos gregos foram preservados e comentados no mundo islâmico (séculos VIII–12). Centros como a Casa da Sabedoria em Bagdá e a escola de tradutores de Toledo promoveram traduções do grego e do siríaco para o árabe e depois para o latim. Filósofos como Al-Kindi, Al-Farabi, Avicena (Ibn Sînâ) e Averróis (Ibn Rushd) leram, comentaram e transmitiram Aristóteles e Platão, possibilitando a redescoberta desses autores na Europa e influenciando a escolástica (ex.: Tomás de Aquino).
Justificativa da alternativa C: A alternativa afirma que “a cultura muçulmana se apropriou de muitas das concepções filosóficas gregas, contribuindo para a preservação desse legado cultural.” Isso é historicamente correto: a transmissão e os comentários islâmicos foram fundamentais para que a ciência e a filosofia antigas chegassem ao Ocidente medieval.
Análise das alternativas incorretas
A — incorreta: o teatro medieval desenvolveu-se a partir do drama litúrgico e das peças de mistério/moralidade, não como mera imitação do teatro grego para atrair fiéis.
B — incorreta: a nobreza raramente foi o agente intelectual que “usou” a filosofia grega para contestar a Igreja; o debate filosófico ocorreu principalmente em escolas, monastérios e universidades, e a recepção aristotélica se deu por vias acadêmicas, não por iniciativas políticas diretas da nobreza.
D — incorreta: embora houvesse tensões, a Igreja não negou por completo a cultura grega; muitos textos foram traduzidos e estudados no âmbito cristão (escolástica) — houve filtro crítico, mas não rejeição absoluta.
E — incorreta: monges copistas foram parte central na preservação de manuscritos; afirmar que destruíram “a grande totalidade” é uma generalização falsa. Houve perdas, porém os mosteiros foram centros de conservação textual.
Dica de prova: desconfie de enunciados absolutos ("por completo", "grande totalidade"). Busque agentes históricos reais (Casa da Sabedoria; Toledo; Averróes; Avicena) e períodos (séculos VIII–XIII) para validar a resposta.
Fontes sugeridas: Encyclopaedia Britannica (entradas sobre "House of Wisdom", "Averroes", "Medieval philosophy"); obras sobre a transmissão do saber, como estudos da escola de tradutores de Toledo.
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Comentários
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Verdade.
A cultura muçulmana desempenhou um papel fundamental na preservação e transmissão do pensamento filosófico grego, especialmente durante a Idade Média. Filósofos islâmicos como Avicena (Ibn Sina) e Averróis (Ibn Rushd) estudaram, traduziram e comentaram as obras de Aristóteles, Platão e outros pensadores gregos, contribuindo para a disseminação dessas ideias na Europa.
Muitos textos da filosofia grega, que poderiam ter se perdido após a queda do Império Romano, foram preservados e traduzidos para o árabe em centros de conhecimento como Bagdá, Córdoba e Damasco. Posteriormente, essas traduções foram recuperadas no Ocidente, especialmente durante o Renascimento, influenciando o pensamento europeu.
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