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Ano: 2010 Banca: UFF Órgão: UFF Prova: UFF - 2010 - UFF - Vestibular-1º Etapa |
Q215632 Filosofia
Durante a maior parte da história da humanidade, o bem-estar e o interesse dos governantes têm predominado sobre o bem-estar e o interesse dos governados. Os gregos foram os primeiros a experimentar a democracia, isto é, regime político em que os cidadãos são livres e o governo é exercido pela coletividade para atender ao bem-estar e ao interesse de todos, e não só de alguns.

Aristóteles refletiu sobre essa experiência e concluiu que a finalidade da atividade política é
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central: tratar da finalidade da política segundo Aristóteles — isto é, qual o fim último da vida coletiva e do governo na pólis. Para resolver, busque termos ligados a finalidade (telos), bem comum, justiça e eudaimonia (felicidade humana).

Resumo teórico (claro e progressivo): Para Aristóteles, a pólis existe por natureza para permitir que os seres humanos alcancem o bem supremo. A política não é mero artifício de poder; sua função é organizar a vida social de modo que os cidadãos possam praticar virtudes e alcançar a eudaimonia. A justiça é central, porque a vida comum exige regras que possibilitem o florescimento moral.

Fontes relevantes: Aristóteles, Política (Politeia) — discussão sobre a finalidade da cidade; Aristóteles, Ética a Nicômaco — conceito de virtude e felicidade como fim humano.

Justificativa da alternativa correta: A responde ao núcleo da doutrina aristotélica: a atividade política visa evitar injustiças e criar condições para que os cidadãos sejam virtuosos e felizes. Isso é exatamente o telos político aristotélico — promover o bem comum e a vida boa.

Análise das incorretas:

B (impor pensamento único): erro — Aristóteles valoriza a educação moral e a deliberação pública, não a imposição de um único pensamento como objetivo político.

C (preparar combatentes): parcial/irrelevante — defesa e treino militar podem ser funções do Estado, mas não constituem a finalidade última da política segundo Aristóteles.

D (habituar a obedecer): redutor — a pólis educa para a virtude e para a participação deliberativa; a mera obediência não é o fim político.

E (agradar aos deuses): inadequado — religião e ritos têm lugar, mas a finalidade política, para Aristóteles, é o bem humano e a eudaimonia, não primordialmente satisfazer divindades.

Estrategia de prova: ao ver “finalidade” busque conceitos teleológicos (bem, eudaimonia, virtude). Desconfie de alternativas absolutas ou que reduzam a política a função única (militar, religiosa, repressiva).

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