Deus meu, não se cansando os hereges e os inimigos... de sem...
(Cardeal Robert Bellarmino,1614.)
Tendo em vista o contexto da época, pode- se inferir que os hereges e os inimigos aos quais o autor se refere eram, principalmente, os
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Alternativa correta: E - protestantes e os cientistas
Tema central: Contexto da Contra‑Reforma católica no século XVII. O autor (Cardeal Robert Bellarmino) atua na defesa da ortodoxia católica contra doutrinas que se espalhavam por meio de livros — sobretudo as ideias protestantes e as novas teorias científicas que confrontavam interpretações tradicionais da Bíblia.
Resumo teórico: Após a Reforma (séc. XVI) a Igreja Católica reagiu com a Contra‑Reforma (Concilio de Trento, 1545–1563) e mecanismos de censura (Index Librorum Prohibitorum, 1559). Bellarmino foi figura‑chave: teólogo contra‑reformista que combateu a difusão de obras protestantes e também discutiu, por exemplo, as consequências do heliocentrismo (caso Galileu, início do séc. XVII). Assim, “livros perniciosos” remete tanto à produção protestante quanto a escritos científicos que ameaçavam leituras tradicionais.
Por que E é correta:
O enunciado (1614) e o autor indicam a preocupação com doutrinas difundidas por impressos. Bellarmino combateu teologias protestantes e manifestou cautela frente a teorias científicas (nova ciência) que pudessem subverter dogmas. Logo, os “hereges e inimigos” são, principalmente, protestantes e cientistas.
Análise das alternativas incorretas:
A (jansenistas e muçulmanos): Jansenismo é movimento interno católico surgido depois e com alcance diferente; muçulmanos não eram foco dentro da “Cristandade” no contexto de livros disseminados internamente.
B (cátaros e letrados): Cátaros eram heresia medieval já praticamente extinta desde a Idade Média; “letrados” é categoria vaga e não corresponde ao alvo de Bellarmino.
C (hussitas e feiticeiros): Hussitas são do séc. XV — situação anterior; “feiticeiros” refere‑se a perseguições populares, não ao problema de circulação de livros heréticos invocado pelo cardeal.
D (anabatistas e judeus): Anabatistas foram um grupo protestante radical, mas a alternativa junta um grupo interno (anabatistas) com judeus, que não se ajusta ao sentido do texto centrado na luta contra doutrinas e saberes novos dentro da Cristandade.
Dica de prova: sempre observe data e autor — eles situam o contexto. Palavras‑chave como “livros”, “Cristandade” e “extirpá‑los” apontam para censura religiosa e confronto com ideias impressas (Reforma/Contra‑Reforma e ciência moderna).
Fontes para aprofundar: documentos do Concílio de Trento; Index Librorum Prohibitorum (1559); estudos sobre Robert Bellarmino e o processo contra Galileu (1616).
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Comentários
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GABARITO - E
Fica claro no texto que havia uma certa perseguição da igreja católica sobre aqueles que iam contra suas doutrinas, e quem são esses? Os próprios protestantes, que iam contra as atitudes da igreja.
CAVEIRA!
The trooper again
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