José Coelho da Gama e Abreu, o barão de Marajó,
colocou em discussão a necessidade de integração da região
amazônica ao território nacional. Esta preocupação remetia ao
período em que administrou a província do Amazonas, entre
os anos de 1866 e 1868, e Pará, nos anos de 1879 a 1881.
Neste aspecto, a integração da Amazônia ao restante do Brasil
pressupunha desvincular as relações que a região estabelecia
com o comércio internacional, submetendo a economia local
aos interesses do país. A aproximação da atividade econômica
da Amazônia aos interesses do governo imperial estaria condicionada ao desenvolvimento da agricultura e da produção
de gêneros de lavoura regular para comercialização interna,
permitindo que outras regiões, como o Sudeste do país, se especializassem na produção para atender o mercado externo,
principalmente a cafeicultura.
(Francivaldo Alves Nunes. “A Amazônia e a formação do Estado
Imperial no Brasil: unidade do território e expansão de domínio”.
Almanack, no
3, 2012. Adaptado.)
Segundo o excerto, a integração da Amazônia ao restante do
Brasil, no Período Imperial, dependia da