Entre os anos de 1946 e 1953, aconteceu o processo
de elaboração da estratégia de recuperação econômica da
Amazônia. As classes políticas amazônicas aproveitaram o
momento favorável para ampliar seus questionamentos e clamores, conseguindo uma vitória através da Constituição de
1946. A implantação da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA) conseguiu consolidar, em definitivo, um novo padrão de pensamento e atuação
institucional, gerando a construção de um plano que conciliava as necessidades amazônicas aos interesses nacionais em
curso. O projeto de valorização, no entanto, era um plano de
desenvolvimento de longo prazo, com a previsão de um amplo período de estudos e pesquisas sobre a região, além de
estímulos consistentes em termos de fomento à alimentação,
saúde e infraestrutura. Essa estratégia, que não colocava o
extrativismo na lista de prioridades, não era vista com entusiasmo por boa parte das elites tradicionais da borracha
que, apesar de cada vez mais enfraquecidas, ainda tinham
bastante influência e capacidade de articulação.
(Carlos Eugenio Aguiar Pereira de Carvalho Renha. A Superintendência do
Plano de Valorização Econômica da Amazônia, a política de
desenvolvimento regional e o Amazonas (1953-1966), 2017. Adaptado.)
De acordo com o excerto, o projeto de valorização econômica
da Amazônia