Leia o texto de Debora Pazetto Ferreira para responder à questão.
Danto1
introduz o problema da interpretação de obras de
arte propondo, como de costume, um experimento mental:
imaginar duas obras de arte que sejam sensorialmente indiscerníveis, mas que foram produzidas em épocas e lugares diferentes. Esse experimento tem o objetivo de mostrar
que, embora os objetos materiais que as corporificam sejam
idênticos, as referidas obras são distintas, uma vez que têm
significados diferentes. Danto concorda, portanto, com a tese
wölffliniana2
de que nem tudo é possível em qualquer época,
ou seja, os significados artísticos são condicionados pelo seu
contexto histórico. Desse modo, o problema da interpretação
está inserido no cerne da definição de arte.
(Revista Kriterion, 2018. Adaptado.)
1Arthur Danto (1924-2013): filósofo e crítico de arte estadunidense.
2Heinrich Wölfflin (1864-1945): filósofo e crítico de arte suíço.