Questões de Vestibular UEA 2024 para Conhecimentos Específicos e Redação - Grupo I

Foram encontradas 36 questões

Q3407274 Química
Na eletrólise, uma fonte externa de corrente conduz uma reação que não seria espontânea de outra forma. Essa tecnologia é empregada em processos metalúrgicos de eletrodeposição e na obtenção de certos metais. A figura representa uma cuba em que são realizados esses processos eletrolíticos.
Imagem associada para resolução da questão (Lawrence S. Brown e Thomas A. Holme. Chemistry for Engineering Students, 2011. Adaptado.)
Na cuba eletrolítica apresentada, o eletrodo 1 é o __________, no eletrodo 2 ocorre a reação de __________, e, pelo circuito externo, os ___________ migram do polo positivo para o polo negativo.
As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por: 
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Q3407275 Biologia
As proteínas são biopolímeros constituídos pela união de aminoácidos, formando ligações peptídicas. A fórmula estrutural de uma fração de uma proteína que representa dois aminoácidos ligados por uma ligação peptídica é:
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Q3407276 Química
Em um experimento de cinética química, o consumo de amônia (NH3 ) foi monitorado na reação com o oxigênio (O2 ). Essa reação ocorre conforme representado na equação:
4NH3 (g) + 5O2 (g) -----> 4NO (g) + 6H2O (g)
A tabela apresenta a variação da concentração de amônia ao longo do tempo nesse experimento.
Imagem associada para resolução da questão
Considerando o intervalo de 0 a 30 s, a velocidade de consumo de oxigênio nesse experimento, em mol ⋅ L–1 ⋅ s–1 , é
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Q3407277 Química
Ao longo dos processos nucleares que envolvem o isótopo natural urânio-238, ocorre a formação de diversos produtos de fissão, dentre eles o plutônio-239 (239Pu), utilizado em armas nucleares. O plutônio-239 decai para o urânio-235 (235U), conforme representado na equação nuclear:
Imagem associada para resolução da questão
Na equação do processo de decaimento radioativo do plutônio-239, a emissão representada por j é
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Q3407278 Português
Considere a tirinha de Will Leite, publicada no perfil @will.tirando do Instagram.
Imagem associada para resolução da questão
A atitude de Jair, no último quadrinho,
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Q3407279 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

    Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.
    — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
    — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
    — Agora não posso.
    — Não pode por quê?
    — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.
   Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
    — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
   Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
    — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
(Ciranda de pedra, 2009.)
De acordo com a cena narrada, a personagem Virgínia, quando criança, era:
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Q3407280 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

    Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.
    — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
    — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
    — Agora não posso.
    — Não pode por quê?
    — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.
   Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
    — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
   Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
    — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
(Ciranda de pedra, 2009.)
No romance, a personagem Luciana é
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Q3407281 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

    Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.
    — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
    — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
    — Agora não posso.
    — Não pode por quê?
    — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.
   Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
    — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
   Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
    — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
(Ciranda de pedra, 2009.)
No trecho “— Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente” (7º parágrafo), a palavra “evasivamente” indica que a resposta foi
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Q3407282 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

    Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.
    — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
    — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
    — Agora não posso.
    — Não pode por quê?
    — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.
   Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
    — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
   Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
    — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
(Ciranda de pedra, 2009.)
A fala “quem manda em mim é meu pai” (11º parágrafo), passada ao discurso indireto, assume a seguinte redação:
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Q3407283 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

    Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.
    — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
    — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
    — Agora não posso.
    — Não pode por quê?
    — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.
   Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
    — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
   Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
    — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
(Ciranda de pedra, 2009.)
“— Ou você abre ou conto para o seu tio.” (9º parágrafo) Em relação à primeira, a segunda oração expressa uma
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Q3407284 Português
Considere a tirinha de Pablo Carballo, publicada no perfil @opablocarballo do Instagram.
Imagem associada para resolução da questão
A palavra “ainda”, no último quadrinho, indica que “tá sem fazer nada” é um
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Q3407285 Português
Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.

    Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois. É uma traição póstuma, retardatária, residual.
    É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro. É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.
    É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.
Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.
    É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.
    Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos. Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir.
    Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.
    É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.
  Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários.     Experimenta locações contaminadas por juras velhas.
   Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.
    Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.
    Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.
   Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.
    O que vive está longe de ser amor, é obsessão.
(Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
No contexto em que está inserida, a palavra sublinhada em “É uma traição póstuma, retardatária, residual” (1º parágrafo) tem o sentido de algo que 
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Q3407286 Português
Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.

    Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois. É uma traição póstuma, retardatária, residual.
    É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro. É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.
    É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.
Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.
    É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.
    Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos. Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir.
    Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.
    É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.
  Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários.     Experimenta locações contaminadas por juras velhas.
   Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.
    Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.
    Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.
   Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.
    O que vive está longe de ser amor, é obsessão.
(Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
Em “porém a consciência não é boba e um dia se vinga” (13º parágrafo), o autor recorre, sobretudo,
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Q3407287 Português
Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.

    Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois. É uma traição póstuma, retardatária, residual.
    É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro. É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.
    É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.
Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.
    É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.
    Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos. Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir.
    Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.
    É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.
  Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários.     Experimenta locações contaminadas por juras velhas.
   Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.
    Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.
    Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.
   Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.
    O que vive está longe de ser amor, é obsessão.
(Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
“Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto.” (13o parágrafo)
O pronome sublinhado refere-se a
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Q3407288 Português
Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.

    Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois. É uma traição póstuma, retardatária, residual.
    É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro. É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.
    É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.
Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.
    É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.
    Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos. Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir.
    Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.
    É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.
  Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários.     Experimenta locações contaminadas por juras velhas.
   Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.
    Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.
    Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.
   Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.
    O que vive está longe de ser amor, é obsessão.
(Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
Ocorre uma palavra formada com um prefixo que expressa negação em:
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Q3407289 Português

Leia o poema “Sanduíche matinal”, de Astrid Cabral.


Sanduíche matinal


Mastigam-se ao café

entre fatias torradas

jornais com pingos de sangue

jornais com furos de bala.

No portal da manhã

o sinistro sanduíche

energiza os transeuntes do dia.

(Engavetado o remorso

dos crimes bem menores)

Omissões? traições? covardias?

Transgressões mínimas.

Todos, subitamente, melhores.

(Astrid Cabral. Intramuros, 2011.)



No contexto apresentado pelo poema, a leitura matinal dos jornais

Alternativas
Respostas
17: A
18: C
19: A
20: E
21: B
22: C
23: C
24: D
25: B
26: A
27: E
28: C
29: D
30: B
31: C
32: A