“Na coluna do ativo como na do passivo, seria difícil exagerar
o papel do açúcar na história do Brasil colonial. Se ele foi o
produto que proporcionou a base inicial solidamente
econômica para o esforço do colonizador, foi também o que
plasmou o regime de propriedade latifundiária, instalou a
escravidão africana na América portuguesa e, no seu
exclusivismo, inibiu o desenvolvimento da policultura (...),
embora estimulando, em áreas apartadas, a pecuária e a
lavoura de subsistência. (...) Ele desenvolveu um estilo de vida
que marcou a existência de todas as camadas da população
que integrou, reservando, contudo, seus privilégios a uns
poucos.”
MELLO, Evaldo Cabral de. Um imenso Portugal: História e historiografia. São
Paulo: Ed. 34, 2002. p.110.
O texto indica que, no Nordeste açucareiro dos séculos XVI e
XVII,