Questões de Vestibular UEPB 2007 para Vestibular, Português - Literatura Brasileira e Inglês
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Em relação à charge acima, pode-se inferir que
I. o texto verbal apresenta aspectos que se opõem entre si e partilham da construção do sentido do texto, como um todo.
II. o autor incorpora explicitamente uma intertextualidade da linguagem popular.
III. o leitor deve atribuir um único sentido para o enunciado “a coisa tá ficando preta”.
IV. a temática sugere ao leitor um posicionamento crítico sobre as mudanças no planeta Terra.
Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) proposição(ões)
Pode-se afirmar quanto à pessoa do discurso que o autor adota:
I. Linguagem impessoal, aparentando neutralidade e ocultando agentes de ações e/ou opiniões.
II. Subjetividade explícita, por meio do uso de termos que demarcam a presença do agente da enunciação.
III. Linguagem pessoal, representada por agentes da ação em linguagem figurada, como forma de atenuar a dialogicidade entre autor e leitor.
IV. Distanciamento da subjetividade discursiva, por meio da estratégia de indeterminação semântica do sujeito.
Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) proposição(ões)
A expressão “Em menos de duas décadas” ( L 1)
( ) inicia uma oração subordinada ao enunciado posterior, exercendo uma função circunstancial temporal.
( ) faz referência a um marco temporal, evidenciando um processo de sucessão de fatos.
( ) indica imprecisão temporal nos termos usados e estabelece um efeito de subjetividade.
( ) apresenta adequação de uso no que se refere às regras de concordância nominal.
Assinale a seqüência CORRETA.
( ) Os enunciados oracionais são construções sintaticamente independentes, por isso considerados coordenados.
( ) Os termos “desordenada”, “desmatamentos” e “desequilíbrio” são exemplos do mesmo processo de formação de palavras.
( ) A expressão “os grandes desmatamentos” exerce a função de aposto, razão por que está entre vírgulas.
( ) As formas verbais “começou a rarear” e “causaram” são exemplos de articulação temporal, denominada de correlação verbal.
Assinale a seqüência CORRETA.
Em relação ao termo “Segundo” ( L 8), pode-se afirmar que
I. demarca a voz do autor citado, introduzindo procedimentos de reprodução discursiva, de forma indireta.
II. funciona como marcador temporal, seqüenciando uma idéia e apresentando compatibilidade entre os enunciados do texto.
III. ordena a sucessão de vários fatos, colaborando com a continuidade do texto e estabelecendo a coerência narrativa.
IV. introduz uma frase verbal, podendo ser substituído por “conforme”.
Está(ão) CORRETA(S), apenas:

Leia a tira acima e analise as proposições abaixo, conforme o que se pode inferir a respeito do texto.
I. A temática do texto toma como referência o planeta Terra e os problemas que o afetam.
II. O diálogo mantido entre os interlocutores evidencia as questões que afetam o mundo e suas conseqüências para a humanidade.
III. A comicidade do texto se dá em razão da quebra de expectativa gerada pela personificação que Mafalda atribui ao mundo.
Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) proposição(ões)

Com base na estrofe acima, analise as proposições a seguir e coloque V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
Da estrofe acima, pode-se concluir que há
( ) sujeito elíptico, identificável pela desinência verbal.
( ) uma repetição enfática de complementos verbais, demarcando a função de objeto direto pleonástico.
( ) uma adequação de uso, em relação à regência verbal (Verso 6), por aproximação ao registro típico da linguagem coloquial.
( ) uma inversão de natureza estilística nos versos “Sem pão, sem água e sem lar/ Vi sofrendo o pecador” (Versos 9 e 10).
( ) utilização de um paralelismo sintático acompanhado de um paralelismo rítmico, no verso 9.
Marque a alternativa CORRETA.
Como se vê no poema,
I. A idéia da vida a dois, pelo casamento, longe de significar apenas amarras ou prisão, pode também significar liberdade, quando a mulher opta por viver presa a um modelo de relação que, embora interpretado como negativo, toma-o como suporte para a sua felicidade.
II. A idéia da vida a dois, pelo casamento, longe de significar liberdade, situa a mulher apenas numa relação de sujeitamento, de subordinação ao marido, fato que pode ser visto no poema transcrito, em que o discurso masculinista situa a mulher relacionada aos afazeres domésticos ou à vida de continuação dos valores patriarcais.
III. A idéia de que a vida a dois só é possível numa igualdade entre o homem e a mulher é o tema central do poema transcrito, que discute essa questão, apontando homem e mulher como detentores de direitos iguais, como revela o último verso: “somos noivo e noiva”, demonstrando a não diferenciação de atividades entre os envolvidos na relação
I. coloquial, denota também aspectos triviais do dia-a-dia de pessoas comuns, como a relação conjugal e os aspectos que orbitam nessa relação, conforme podemos perceber através da fala da mulher, no texto, que nos apresenta uma pequena porção de sua vida diária.
II. coloquial, denota também aspectos triviais do dia-a-dia de pessoas comuns, como a profunda reflexão em torno do relacionamento conjugal, apontado nos versos “O silêncio de quando nos vimos a primeira vez/atravessa a cozinha como um rio profundo”, como costumeiramente fazem os casais.
III. formal, denota também aspectos triviais do dia-a-dia de pessoas comuns, como uma incomum elaboração do texto em seus dezesseis versos, que lembram a poética clássica em sua forma mais comum: a rígida construção textual a partir de parâmetros pré-estabelecidos, como tipos de rimas, metros, estrofes.
É possível afirmar, a partir da leitura das proposições acima:
I. O espírito rígido do uso da linguagem poética, no trato com as temáticas, na apresentação das falas, idéias e leitores virtuais, não se aplica à obra Terra de Santa Cruz, cuja linguagem se aproxima da oralidade cotidiana de nossa cultura, apesar da oralidade trabalhada na feitura dos poemas, não simplesmente transposta diretamente do cotidiano e posta no contexto poemático.
II. A linguagem em que se encontra Terra de Santa Cruz é extremamente irreverente, uma vez que se utiliza do coloquialismo, da oralidade da linguagem escrita, para brincar em seus versos, para dizer piadas e rir de Deus, como os seus poemas que trazem uma vertente religiosa.
III. Os poemas de Terra de Santa Cruz se caracterizam por um experimentalismo lingüístico, quando propõe a renovação da linguagem poética pela recorrência ao poema-piada, aos versos curtos, à não metrificação e não musicalidade dos versos, ao re- arranjo do vocabulário selecionado para explicar o mundo a que faz referência, como ocorre em todos os textos da obra em pauta.
I. Romance histórico que ficcionaliza fatos e protagonistas do episódio que ficou conhecido como Inconfidência Mineira. Pode ser incluído numa importante tendência da literatura brasileira contemporânea que objetiva rever o passado nacional a partir de perspectivas diferentes da historiografia tradicional.
II. O narrador, embora fluente e sóbrio, não deixa de se envolver com a história de vida das irmãs Bárbara Eliodora e Iria Claudiana, esposa e cunhada do poeta Alvarenga Peixoto. Ao tomar como núcleo do enredo a vida cotidiana das irmãs, o romance constrói uma história da Inconfidência sob a perspectiva das mulheres.
III. Misto de obra literária e ensaio histórico, Inconfidências Mineiras desmistifica o suposto heroísmo dos envolvidos ao conectar os dramas pessoais e familiares aos interesses econômicos, sociais, políticos e literários de importantes atores da história do Brasil.




