Questões de Vestibular
Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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TEXTO 1

Além dos milhares de óbitos provocados pela calamidade da pandemia de Covid-19, o sofrimento intensificou-se nas internações e separação dos familiares. Para muitos, a internação foi o último contato com os entes queridos. Com isso, a dor da perda foi agravada pelo isolamento e distanciamento social que regulou inclusíve a participação nos ritos fúnebres. No auge da crise da pandemia, e até recentemente, as religiões também precisaram se adaptar à regulação necessária para conter a disseminação do vírus, com o desafio de cuidar e aproximar a comunidade, mesmo de forma virtual, sem abrir mão de seus valores fundamentais. Durante os períodos de isolamento, a tecnologia possibilitou maior aproximação dos familiares na celebração de liturgias fúnebres on-line.
TEXTO 2
O sociólogo italiano Marco Marzano analisa como a Igreja Católica italiana se comportou no período do lockdown devido à pandemia de Covid-19. Durante um longo período, todas as celebrações e as atividades pastorais foram suspensas. Como resultado de uma pesquisa etnográfica breve, mas intensa, Marzano especifica três atitudes gerais que caracterizaram a resposta dos católicos à quarentena: suspensão, reprodução e substituição. A suspensão consistiu na interrupção de todas as atividades à espera de um retorno à normalidade, enquanto a reprodução foi uma tentativa de reproduzir a atividade litúrgica habitual, via internet. Já a substituição foi a atividade mais criativa e original, e consistiu em uma tentativa de criar novos ritos mais adequados à situação.
Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/602475-a-igreja-catolica-e-o-desafioda-pandemia-artigo-de-marco-marzano. Acesso em: 18 jun. 2022 (adapta
TEXTO 3
A foto a seguir mostra a criatividade de um líder religioso, que se inspirou nas ideias replicadas em várias partes do mundo. A intenção foi realizar celebrações, respeitando as recomendações de evitar aglomeração de pessoas.

No que se refere às imagens e às três atitudes de resposta frente à pandemia — suspensão, reprodução
e substituição, descritas no texto 2 —, assinale a opção correta.
A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar esse grande potencial, as pessoas que delas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nesses espaços não se partilhamapenasideias e informações,mas, emúltima instância, a pessoa comunica-se a si mesma.
BENTO XVI. Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização, 2013. (adaptado).
TEXTO 2
Há um uso do ouvido que não é verdadeira escuta, mas o contrário: o espionar. De fato, uma tentação sempre presente, mas que neste tempo da internet parece mais assanhada, é a de procurar saber e espiar, instrumentalizando os outros para os nossos interesses. Por outro lado, aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face; a escuta do outro aproximando-nos, dele com abertura leal, confiante e honesta.
FRANCISCO. Escutar com o ouvido do coração. 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2022. (adaptado).
As mensagens do Papa Bento XVI e do Papa Francisco, proferidas em diferentes contextos de evolução das redes sociais, apontam para a
Apesar de todos os progressos verificados desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, há muito por fazer até que o direito a uma vida sem violência se torne realidade para milhares de mulheres e homens espalhados por todo o mundo. É bem verdade que a violação aos Direitos Humanos ocorre tanto contra homens como contra mulheres, mas também é verdade que, na maioria das vezes, o impacto varia de acordo com o sexo da vítima.
A classificação da violência de gênero está intimamente relacionada à desigualdade na distribuição do poder e a tantas relações assimétricas existentes entre homens e mulheres, que tendem a perpetuar a desvalorização da mulher. A diferença entre esse tipo de violência e outras formas de agressão talvez esteja no fator de risco, que é determinado pelo simples fato de ser mulher. Por isso, é importante que a violência contra as mulheres seja adequadamente discutida com base em uma análise do patriarcado.
BORSATO, A. S. Jesus, as mulheres e os Direitos Humanos: diferenças. In: REIMER, I. R. (org.). Direitos humanos: enfoques bíblicos, teológicos e filosóficos. São Leopoldo: Oikos; Goiânia: PUC, 2011 (adaptado).
TEXTO 2
A partir da década de 1980, a contribuição dos movimentos feministas para a releitura e reconstrução da história da humanidade passou a ter grande destaque nas pesquisas acadêmicas. Os referenciais hermenêuticos feministas, com suas múltiplas possibilidades de leitura, buscam resgatar o espaço devido à mulher na Bíblia, na religião e na sociedade atual, quebrando os grilhões históricos de silenciamentos impostos por uma cultura caracteristicamente patriarcal, que, durante séculos, justificou toda sorte de violências contra a mulher em nome da “natureza” e da religião.
De acordo com os textos, o que é essencial para garantir direitos humanos fundamentais a partir da análise crítica do patriarcado?
Não podemos considerar como cientificamente estabelecida a teoria segundo a qual o homem negro seria inferior ao homem branco, ou proveniente de um tronco diferente. Acrescentemos que seria fácil demonstrar o absurdo de proposições tais como: "De acordo com as Sagradas Escrituras, a separação das raças brancas e negras se prolongará no céu como na terra, e os nativos acolhidos no Reino dos Céus serão encaminhados separadamente para certas casas do Pai". Ou ainda: “Somos o povo eleito, observe a tonalidade das nossas peles; outros são negros ou amarelos por causa dos seus pecados".
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Tradução Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008 (adaptado).
TEXTO 2
Os negros que chegaram ao Brasil e foram violentamente transportados do continente africano para o continente americano a fim de servir de mão de obra escrava foram colocados na base da pirâmide social. A justificação para a escravidão era, fundamentalmente, baseada na superioridade de uma raça sobre outra, na teoria segunda a qual uma raça existiria para dominar e outra para ser dominada. Seguindo essa lógica, tudo que se relacionasse com o negro era ruim e inferior e tudo que tivesse relação com o branco era melhor e superior. Trata-se do empobrecimento antropológico da raça negra, da qual é subtraída a dignidade humana.
MANZATTO, A. Teologia e literatura: reflexão teológica a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Loyola, 1994, p. 164 (adaptado).
TEXTO 3
De acordo com a Bíblia Hebraica, a humanidade, homens e mulheres, foi criada à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26). Conforme o relato da tradição religiosa hebraica, todas as etnias da terra descendem de um casal, Adão e Eva (Gn 1.28), e Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10.17). Na Escritura Cristã, o Novo Testamento, é afirmado que Deus de um só sangue fez toda a geração dos homens (At 17.26) e que, para Deus, não existe diferença entre raças (judeu e grego), entre condições sociais (escravo e livre) nem entre homens e mulheres (Gl 3.28). Com base nos ensinamentos da Bíblia, os cristãos asseguram que Deus não aprova, e, sim, condena toda e qualquer forma de preconceito, racismo e discriminação.
A partir das abordagens realizadas nos textos, avalie as afirmações a seguir.
I. A visão judaico-cristã da criação do ser humano aponta para a igualdade étnica e racial de todas as pessoas.
II. A escravidão pode ser justificada em situações em que haja necessidade de mão de obra para o desenvolvimento econômico nacional.
III. O reconhecimento da depreciação histórica da “raça negra” deve estimular a criação de um ambiente social de acolhimento, diálogo e oportunidade de convivência.
IV. A promoção de reuniões etnocêntricas para discussão e defesa dos direitos raciais devem ocorrer em todo o território nacional, visando à luta pelo espaço social.
É correto apenas o que se afirma em
Sentir-se pecador incluía não só profundo sentimento de culpa, mas também desestima pessoal. Nos jovens, a desestima se prolongava em desânimo, por não contarem com recursos psicológicos amadurecidos e por sentirem contrariada a tendência à realização pessoal e profissional. Nos adultos, revelava-se na crítica rememorativa ao negativismo católico perante a vida. A Seicho-no-iê, ao contrário da experiência relatada pelos adeptos com sua religião anterior, é uma religião otimista: traz uma mensagem que lisonjeia os desejos de autovalorização e segurança e que, por isso, pode ser acolhida como clara e explicativa, apesar de seus enunciados não serem cognitivamente evidentes.
PAIVA, G. J. de. Algumas relações entre psicologia e religião. Revista Psicologia USP, v. 1, n. 1, 1990 (adaptado).
Sobre a relação entre psicologia e religião, abordada no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. A psicologia da religião busca compreender o fenômeno religioso a partir dos aspectos subjetivos das experiências religiosas e das relações entre psique e religião.
II. O trânsito religioso, característico da modernidade, é facultado pela mobilidade inerente às sociedades plurais e, em grande medida, é propiciado também pela opção por religiões que satisfaçam determinadas necessidades.
III. A psicologia da religião permite apreender os processos subjetivos que marcam os sujeitos religiosos em suas dinâmicas de relação com o fenômeno religioso, que são passíveis de redução a um único fator.
É correto o que se afirma em
ZILLES, U. Crer e compreender. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004, p. 23 (adaptado).
Nesse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Crer em Deus pode auxiliar e influir na compreensão da pergunta pelo sentido da vida e do mundo.
PORQUE
II. O ser humano, por sua natureza, procura a verdade, não apenas verdades parciais, físicas ou científicas, mas também uma verdade superior, que explique o sentido da vida.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
AQUINO, T. de. Suma contra os gentios. Vol. 2. Porto Alegre: EDIPUCRS (adaptado).
Com base no texto apresentado, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O objetivo do legislador deve ser promover a virtude.
PORQUE
II. A lei promulgada move a lei divina.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Lucas 1:1-4, Bíblia Sagrada: Nova Versão Internacional. São Paulo: Editora Vida, 2000, p. 816.
O Evangelho Segundo São Lucas, de acordo a tradição, teria sido escrito por esse personagem do Novo Testamento, embora o livro seja anônimo. Assim como os demais Evangelhos, o livro relata parte da vida de Jesus de Nazaré, o Messias da religião cristã.
A partir da reflexão apresentada e da análise historiográfica das religiões e da teologia aplicadas às origens dos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), avalie as seguintes afirmações.
I. Para a história das fontes, os Evangelhos Sinóticos foram escritos sem nenhuma dependência entre si, cada escritor escreveu a partir de suas memórias e experiências.
II. Segundo a história das formas, os relatos sobre Jesus de Nazaré iniciaram-se por intermédio da tradição oral e, como é próprio dessa tradição, assumiram formas padronizadas de transmissão conforme os interesses do grupo — que, no caso dos Evangelhos, era o dos primeiros seguidores de Jesus.
III. A história da redação entende que os escritores dos Evangelhos Sinóticos exerceram com maior propriedade a função de teólogos, e não de historiadores, pois desenvolveram suas obras a partir das demandas teológicas e pastorais próprias das comunidades a que pertenciam.
É correto o que se afirma em
LIMA, M. de L. C. Graça e escatologia: linhas mestras e inter-relações a partir do Antigo Testamento. In: FERNANDES, Leonardo Agostini et al. Exegese, Teologia e Pastoral: relações, tensões e desafios. Santo André: Academia Cristã; Rio de Janeiro: Editora PUC Rio, 2015,p. 252-253 (adaptado).
De acordo com o texto, a história representa a atuação de Deus, conduzindo todos os acontecimentos em conformidade com seu desígnio. Nessa perspectiva, como se estabelece a relação entre escatologia e história?
GLEISER, M. Criação Imperfeita. 4.ed. Rio de Janeiro: Record, 2010. (adaptado).
Nesse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A relação entre religião e ciência se estabelece devido à crença comum de que tudo está interligado; ambos os saberes são interdependentes entre si e buscam uma entidade divina que transcende os limites do espaço e do tempo.
PORQUE
II. Durante milênios, religiosos e cientistas vêm tentando decifrar o enigma da existência, convencidos de que há uma origem única que permite a unidade de todas as coisas.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
PIRES, A. C. Globalização, desconfessionalização e espiritualidade evangélica no Brasil: uma análise socioteológica. Estudos de Religião, v. 24, n. 38, 25-36, jan./jun. 2010 (adaptado).
A partir das considerações do texto, no que diz respeito à espiritualidade, a globalização
JOÃO PAULO II. Encíclica Evangelium Vitae. Disponível em: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/. Acesso em: 19 ago. 2022 (adaptado).
Na perspectiva abordada no texto, o diálogo interdisciplinar de temas referentes à vida humana demonstra que
GULA, R. M. Ética no ministério pastoral. São Paulo: Edições Loyola, 2001, p. 72 (adaptado).
A partir da concepção apresentada no texto sobre o dever dos ministros pastorais, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O chamado divino de um ministro sagrado precede à sua missão e, por isso, o seu ministério também é mais importante que os demais ministérios da comunidade.
PORQUE
II. O ministério pastoral pode ser visto como vocação e profissão, pois implica reorganização das responsabilidades morais de um ministro pastoral, advindas de convenções sociais relativas a qualquer profissão e também como um chamado de Deus.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Disponível em: https://www.napratica.org.br/peter-drucker-paida-administracao-moderna/. Acesso em: 22 jul. 2022 (adaptado).
A partir da reflexão proposta por Drucke sobre liderança, avalie as afirmações a seguir.
I. O líder religioso precisa ser uma referência verdadeira para sua comunidade. II. A liderança gera um nível de influência que transforma e impacta um grupo. III. O líder religioso tem a capacidade inata de fazer com que as pessoas o sigam. IV. A boa administração é suficiente para formar um grupo coeso e unido pelos mesmos ideais.
É correto apenas o que se afirma em
STÜRMER, R. Diálogo inter-religioso. Revista de Teologia & Cultura, vol. IV, n. 15, p. 53, 2008 (adaptado).
A partir das concepções de diálogo inter-religioso e diversidade religiosa, apresentadas no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. A diversidade religiosa na sociedade brasileira tem se mostrado como um fator de agregação social que contribuiu com a convivência de diferentes credos, além de garantir a inexistência de conflitos étnico religiosos.
II. A diversidade religiosa implica em atitude de respeito pelo outro, em reconhecer que a pluralidade não é uma ameaça e que cada pessoa humana tem direito a expressar a sua espiritualidade e o seu pertencimento religioso.
III. O diálogo inter-religioso abarca um vasto campo, que inclui a explanação teológica da doutrina, a comunicação das respectivas experiências espirituais, bem como o empenho comum em favor dos grandes projetos da humanidade.
IV. O diálogo inter-religioso implica a superação de atitudes intolerantes para com os diversos grupos, evitando postura crítica diante das experiências do próprio grupo religioso.
É correto apenas o que se afirma em
COSTA, R. C. C. Teologia e espiritualidade hoje: do divórcio ao romance. Estudos de Religião, v. 24, n. 39, jul./dez. 2010 (adaptado).
Considerando a abordagem realizada no texto, sobre a espiritualidade e sua relação com a teologia, assinale a opção correta.
KÜNG, H. Projeto de ética mundial: uma moral ecumênica em vista da sobrevivência humana. São Paulo: Paulinas, 2002 (adaptado).
Em relação ao papel das instituições e dos líderes religiosos para a construção de uma ética mundial, avalie as afirmações a seguir.
I. O diálogo construtivo entre os mais diversos grupos religiosos em favor da paz mundial é uma responsabilidade de todos os crentes e, de modo particular, dos que exercem posições de liderança entre os que partilham da mesma fé.
II. O fundamentalismo religioso, por facilitar uma compreensão mais aprofundada do que é específico da fé de um determinado grupo e do que o distingue dos demais, favorece uma adesão mais fervorosa à fé e consequentemente um maior empenho pela paz.
III. A capacidade de reconhecer que Deus, assim como está em nossa Igreja, está também em todas as Igrejas e em todos os grupos religiosos que buscam viver autenticamente a sua fé, favorece a unidade e a realização de projetos interconfessionais em favor da paz entre os povos.
IV. A religião, ao longo da história, foi capaz de produzir uma mentalidade ambivalente que provocou diversos conflitos econômico-político-militares, bem como diversos acordos de paz.
É correto apenas o que se afirma em
LIMA, M. L. A. Exegese Bíblica: teoria e prática. São Paulo: Paulinas, 2018 (adaptado).
Sobre o pensamento explicitado no texto, assinale a opção correta.