Questões de Vestibular Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Ano: 2016 Banca: IF-PR Órgão: IF-PR Prova: IF-PR - 2016 - IF-PR - Nível Médio |
Q1316350 Português

A bola

    Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.

    Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.

    Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.

    Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.

(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)

No fragmento: “A menor das bolas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas.”

Assinale a alternativa em que o termo substitui a palavra negritada, mantendo o sentido.

Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-PR Órgão: IF-PR Prova: IF-PR - 2016 - IF-PR - Nível Médio |
Q1316349 Português

A bola

    Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.

    Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.

    Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.

    Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.

(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)

Em relação ao texto, considere as afirmativas a seguir.

I) No primeiro parágrafo, a palavra peladas está entre aspas porque está empregada com sentido metafórico.

II) No terceiro parágrafo, a regência do verbo assistir está incorreta, pois não admite preposição no sentido de ver/presenciar.

III) No terceiro parágrafo, o termo difundidos foi empregado no sentido de conhecidos ou propagados.

Está(ão) correta(s) apenas:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: PUC - Campinas Órgão: PUC - Campinas Prova: PUC - Campinas - 2016 - PUC - Campinas - Vestibular - Conhecimentos Gerais - Todos os cursos |
Q1298234 Português

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.




Levando em conta o parágrafo 5, em seu contexto, e a norma-padrão escrita, afirma-se com correção:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: PUC - Campinas Órgão: PUC - Campinas Prova: PUC - Campinas - 2016 - PUC - Campinas - Vestibular - Direito |
Q1298211 Português

Considere o texto abaixo.


     As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são um paradigma do que se pode chamar literatura de testemunho: nem pura ficção, nem pura historiografia. O fundo histórico é o da ditadura Vargas, mas o testemunho vive e elabora-se numa zona de fronteira: ao percorrer essas memórias somos levados tanto a reconstituir a fisionomia e os gestos de alguns companheiros de prisão de Graciliano, entre os quais líderes comunistas, como a contemplar a metamorfose dessa matéria objetiva em uma prosa una e única − a palavra do narrador.


(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 222.) 

O texto explora algumas relações de oposição, o que NÃO ocorre, porém, com estes dois segmentos:
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Ano: 2016 Banca: UNEB Órgão: UNEB Prova: UNEB - 2016 - UNEB - Vestibular - Português/Inglês/Ciências |
Q1284368 Português

TEXTO:

SANTOS, Milton. Uma globalização perversa. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 17.ed. Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 37-39. Adaptado. 

A afirmação sobre a passagem transcrita do texto está correta em
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IFN-MG Órgão: IFN-MG Prova: IFN-MG - 2016 - IFN-MG - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1275106 Português

Leia o TEXTO 3 e responda à questão.

TEXTO 3 

Intolerância religiosa é crime de ódio e fere a dignidade. O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém, em função de crença ou de não ter religião, são crimes inafiançáveis e imprescritíveis. 


Disponível em: <http://juventudeespirita.tumblr.com/post/96974768531/intoler%C3%A2ncia-religiosa-

%C3%A9-crime-de-%C3%B3dio-e-fere-a>  . Acesso em: 24 ago. 2016 

Sobre o efeito semântico de empregos linguísticos e/ou sinonímia das palavras utilizadas no TEXTO 3, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1273909 Português
Leia o texto para responder a questão.

O país tenta se recompor

No Brasil, que enfrenta uma das piores recessões de sua história, a cada novo dado econômico que é divulgado, a questão que se coloca é a mesma: melhoramos ou continuamos a piorar? No final de agosto, os indicadores de desempenho do produto interno bruto do segundo trimestre apontaram uma retração de 0,6%, totalizando assim seis semestres consecutivos no vermelho. Da mesma forma, o último balanço do mercado de trabalho mostrou que o desemprego continua a se encorpar. Conclusão: pioramos. Já o índice que mede a produção industrial registrou em julho a quinta alta consecutiva. Para quem observa o mercado financeiro, com a recente sequência de altas da Bovespa e a valorização do real, a mensagem é de volta da confiança. Nova conclusão: estamos melhorando. A profusão de dados pintando um cenário contraditório apenas confirma que a retomada – por mais que seja desejada – tende a ser difícil e lenta. O que vai ficando claro é que, enquanto grande parte da economia brasileira ainda contabiliza seus mortos, outra parcela – menor, é verdade – começa a se recompor. Trata-se de uma reorganização que, motivada pela crise, deverá redesenhar setores inteiros, determinar novos líderes de mercado e, no longo prazo, tornar a economia brasileira mais competitiva.
(Fabiane Stefano e Flávia Furlan. Exame, 14.09.2016. Adaptado)
Nas passagens “totalizando assim seis semestres consecutivos no vermelho”, “mostrou que o desemprego continua a se encorpar” e “A profusão de dados pintando um cenário contraditório”, os termos em destaque significam, respectivamente,
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2016 - IF-RS - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1272153 Português
Assinale a alternativa em que a palavra (ou expressão) tenha o mesmo sentido que o vocábulo “mas” (l. 06) tem no texto.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2016 - IF-RS - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1272149 Português
Considere as afirmações.
I - O vocábulo “subenredo” (l. 01) pode ser substituído pela expressão “enredo secundário”, sem que haja mudança no sentido original do texto.
II - O adjetivo “pagã” (l. 02) pode ser substituído por “pecadora”, sem mudança de sentido no texto.
III - O vocábulo “emergência” (l. 07) tem sentido equivalente na oração “A cidade está em estado de emergência por causa das fortes chuvas.”
Assinale a alternativa que contenha a(s) afirmação(ões) correta(s).
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF SUL - MG Órgão: IF Sul - MG Prova: IF SUL - MG - 2016 - IF Sul - MG - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1271630 Português
TEXTO I
‘Educação: reprovada’, um artigo de Lya Luft
Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.
Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?
De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.
Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.
Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.
Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?
Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir à escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/
Observe o período abaixo, retirado do 4º parágrafo do texto de Lya Luft.
“Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito.”

Assinale a alternativa em que a reescritura do período não comprometa a ideia pretendida pela autora: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNTEF - PR Órgão: IF-PR Prova: FUNTEF-PR - 2016 - IF-PR - Vestibular |
Q1269227 Português
Assinale a alternativa que reescreve o texto, a seguir, melhorando-lhe a estruturação, sem mudar-lhe o sentido. Mesmo que o idoso nunca tenha treinado na vida, ele tem uma possibilidade muito alta de melhorar a sua própria força. Se fizer de duas a três vezes por semana um exercício físico que misture duas modalidades, resistência e aeróbico, como musculação, caminhadas ou corridas, será mais que suficiente para aprimorar todos os aspectos cardíacos e respiratórios (Viver Bem, nov. 2015).
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2016 - IF-MT - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1269097 Português

TEXTO III

Todos os homens são iguais perante Deus

E sem uma boa agência de propaganda,

todas as margarinas também.

(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AGÊNCIAS DE PROPAGANDA 20º Anuário do Clube de Criação de São Paulo)

A relação que se estabelece entre os textos II e III, considerando o uso da referência bíblica, constitui uma
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UPENET/IAUPE Órgão: UPE Prova: UPENET/IAUPE - 2016 - UPE - Vestibular - 1º Dia |
Q1267811 Português
Texto 1

COMPREENDER O BRASIL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

     Ouvimos muitos comentários de analistas sociais e também do senso comum (sobretudo) de que o grande mal do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, que é atrelado à corrupção. Pois bem, a observação não é de todo errada, mas esconde outro truísmo aparente. Os males do Brasil enquanto nação e enquanto Estado assentam-se em dois pilares: o genocídio indígena e a escravidão africana.
     Advém daí o machismo e a cultura do estupro: as índias foram as primeiras a serem violentadas pelo colonizador europeu, o que acabou naturalizando essa abominável prática de invasão do corpo do outro, tempos depois aplicando-se o mesmo “método” no corpo da mulher negra e da mulher branca. Os escravocratas, em uma sociedade patriarcal, tornaram legítima também a decisão sobre o corpo da mulher, inclusive da sua esposa: bela, recatada e do lar, e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.
     Advém daí o racismo: o colonizador branco, com a chancela da religião cristã e da ciência, arrogou para si a superioridade racial branca, em detrimento do negro, do indígena e do asiático. Nem o questionável 13 de maio nem o estado democrático de direito superou isso. Isso é reproduzido hoje em nível societário. Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros. Alguém cantou num passado recente “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
     Advém daí o paternalismo: transplantamos para nossas relações humanas as antigas relações típicas de senhor escravo, não na acepção nietzschiana (moral do senhor/moral do escravo), mas na acepção eugênica herdada do darwinismo social de Spencer, que hierarquizou as raças, estando essas associadas ao processo civilizatório de aculturação do indígena, método descrito de forma primorosa por Alfredo Bosi em “As flechas do Sagrado”. Os jesuítas arrogaram para si a responsabilidade por “cuidar do indígena”, inculcando no colonizado a dependência contínua na esteira da “benevolência” mal intencionada. Mal sabiam os colonizadores que as etnias também negociavam, como enunciou Eduardo Viveiros de Castro em “A inconstância da alma selvagem”: os tupinambás jamais abriram mão do que lhes era essencial, a guerra.
     Advém daí o genocídio negro: desde 1982 até 2014 foram 1,2 milhões de negros mortos pela polícia nas periferias, dados da Anistia Internacional. O negro de hoje é o escravizado de ontem e o corpo reificado de anteontem. Na imprensa de hoje, a morte de um jovem branco de classe média suscita debates em torno da violência, ao passo que a morte de um negro é mais uma estatística. Do mesmo modo que a violência contra a mulher é naturalizada e contra a mulher negra duas vezes mais, pois aprendemos com a “globeleza” que o corpo negro feminino é o veículo do pecado e que o corpo feminino deve ser submetido à vontade do corpo masculino, estando apto desde sempre a servi-lo.
     Advém daí o genocídio indígena, ainda em curso. Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país. A imprensa fala pouco, o silêncio cemiterial em torno do tema é um crime confesso, típico de quem consente porque se cala.
     Advém daí a corrupção, pois, no processo colonizatório, legitimou-se a prática de que tudo tem seu preço, quando até mesmo o corpo do outro poderia ser negociado, outrora o escravizado, tempos depois o trabalhador fabril, hoje qualquer alma vulnerável ao consumismo em busca de status.
     Resumo da ópera: a corrupção é um subciclo de dois ciclos maiores: genocídio e escravidão. Por isso esses dois temas interessam a todos os brasileiros. Enquanto não encararmos isso, não avançaremos como povo ou como nação.

Victor Martins. Disponível em: http://www.circulopalmarino.org.br/2016/05/compreender-o-brasil-e-dificil-mas-nao-impossivel. Acesso em: 14/07/16. Adaptado.
Quanto aos aspectos semânticos do vocabulário empregado no Texto 1, assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE o efeito de sentido obtido com o uso do termo destacado.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFRR Órgão: UFRR Prova: UFRR - 2016 - UFRR - Vestibular |
Q1265963 Português

TEXTO II

AMOR PRA QUEM ODEIA

(Eli Macuxi)


O amor campeia, que seja.


Quando tuas penas partirem, asas

Quando novas nuvens surgirem, casas

Quando nossos corpos rugirem, brasas


E nem demônios nem igrejas

Nem inveja que vareja

Na cabeça malfazeja

De quem julga sem amar

nos farão parar!

Porque não entendo nem aceito o discurso do ódio contra o amor.

Disponível em: http://elimacuxi.blogspot.com.br/amor-pra-quem-odeia. html. Acesso em: 25/07/2016

A Semântica, ramo da Linguística que estuda a significação das palavras, aponta para questões importantes referentes ao estudo da linguagem, tais como: a sinonímia, a antonímia, a homonímia e a polissemia. Os adjetivos destacados no texto, guardados os mesmos sentidos, podem ser substituídos, respectivamente, por seus sinônimos, EXCETO:
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Ano: 2016 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2016 - UDESC - Vestibular - Primeiro Semestre (Manhã) |
Q1265064 Português
Analise as proposições em relação à obra Esaú e Jacó, Machado de Assis, ao Texto 4, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Em “as pernas pareciam de chumbo” (linha 8) a expressão destacada é uma locução adjetiva e pode ser substituída pelo adjetivo plúmbeas, sem que haja alteração de sentido no texto.
( ) As personagens Pedro e Paulo representam o interesse e o oportunismo, diferentemente das personagens Flora e Natividade caracterizadas pela doçura e subserviência, porém todas são personagens marcadas pelo romantismo, tão característico da estética literária que a obra representa, didaticamente.
( ) A leitura do período “que de dois que eram, ficaram sendo um só” (linhas 1 e 2) leva o leitor a inferir que Flora desejava as qualidades dos dois irmãos em uma única pessoa, e sonhava com isto no homem que ela idealizava.
( ) As palavras destacadas em “mormente depois que esta única pessoa” (linhas 3 e 4) e “Era muito fazer e desfazer, mudar e transmudar” (linha 5) podem ser substituídas, respectivamente, por sobretudo e transformar, e ainda assim mantém-se o sentido e a coerência do texto.
( ) Em “Foi o que ela supôs” (linhas 14 e 15) as palavras destacadas são, na morfologia, sequencialmente, pronome demonstrativo, pronome relativo e pronome pessoal.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
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Ano: 2016 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: COMVEST UFAM - 2016 - UFAM - Vestibular |
Q1264661 Português
Leia o texto a seguir, para responder a questão que a ele se refere:

    De todos os conceitos fundamentais na ciência da vida, a evolução é o mais importante e também o mais mal compreendido. Primeiramente, a evolução, assim como qualquer área da ciência, não é capaz de sondar a questão das origens fundamentais ou significados éticos. A ciência, como um empreendimento, busca explicar fenômenos e regularidades do universo empírico, sob o pressuposto de que leis naturais são uniformes no espaço e no tempo. Assim, a evolução não é o estudo da origem primordial da vida no universo ou do significado intrínseco da vida entre os objetos da natureza; essas questões são filosóficas (ou teológicas) e não fazem parte do domínio da ciência. Esse aspecto é relevante, pois fundamentalistas fervorosos, disfarçados de “criacionistas científicos”, afirmam que a criação deve ser equiparada à evolução e receber tempo proporcional nas escolas, uma vez que ambas são igualmente “religiosas”, ao lidar com mistérios primordiais.
    Em segundo lugar, a evolução foi acrescentado um conjunto de conceitos e significados que representam muito mais antigos preconceitos sociais e crenças psicológicas da cultura ocidental do que uma descrição da realidade natural. Tal “bagagem” pode ser inevitável em qualquer campo que se relacione de modo tão íntimo com preocupações humanas profundas, mas esse forte viés social impediu-nos de levar a termo a revolução de Darwin. O mais pernicioso e limitante desses preconceitos é a ideia de progresso, a noção de que a evolução possui uma motivação ou manifesta uma poderosa tendência de caminhar em direção à maior complexidade, ao projeto biomecânico mais eficiente, a cérebros maiores ou alguma outra definição paroquial de progresso. Esse preconceito baseia-se num antigo desejo que os seres humanos têm de se colocar no ápice do mundo natural – e, dessa forma, afirmar um direito natural de dominar e explorar nosso planeta. Evolução, na formulação de Darwin, é adaptação a ambientes que mudam, não “progresso” universal. (BROCKMAN, J. & MATSON, K. As coisas são assim, p. 95-96. Adaptado.)
Coloque V para verdadeiro e F para falso nas afirmativas a seguir, feitas a propósito de aspectos diversos do texto:
( ) A palavra “empírico”, na oração “busca explicar fenômenos e regularidades do universo empírico” (primeiro parágrafo), tem o significado de algo que se baseia principalmente em hipóteses. ( ) No início do segundo parágrafo, em “a evolução foi acrescentado um conjunto de conceitos e significados”, o “a” deveria ter recebido o acento indicativo de crase. ( ) Em “mas esse forte viés social impediu-nos de levar a termo a revolução de Darwin” (no segundo parágrafo), o termo “mas”, por dar ideia de oposição, deveria ter sido escrito assim: “mais”. ( ) Palavras e termos do texto, como “bagagem”, “progresso” e “criacionistas científicos”, funcionam como ironias, motivo pelo qual foram colocadas entre aspas. ( ) Uma das ideias transmitidas pelo texto é a de que a religião pode se equiparar à ciência, de vez que ambas especulam sobre assuntos fundamentais da vida.
Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:
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Ano: 2016 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2016 - UFGD - Vestibular |
Q1264539 Português
Texto para a questão.

O Repertório e o Mercado 

O repertório de obras de arte atualmente servido ao público está deteriorado. Grande é o número de artistas que finge ignorar este fato: esta ignorância, verdadeira ou fingida, é crime. Em teatro, são criminosos os elencos cuja preocupação principal consiste em quitandeiramente ganhar alguns cobres servindo aos apetites mais rasteiros das plateias tranquilas; são criminosos todos aqueles que servilmente ficam atentos à última moda parisiense, ao último lançamento londrino, isto é, aqueles que renunciam à sua cidadania artística brasileira e se transformam em repetidores da arte alheia; são criminosos aqueles que apresentam sempre e apenas visões róseas do mundo através de universos feéricos das peças de boulevard, ou do psicologismo anglo-saxônico que tende a reduzir os mais graves problemas sociais e políticos a desajustes neuróticos de uns poucos cidadãos. 
São criminosos os fabricantes irresponsáveis de comedietas idiotas que, segundo a publicidade, “até parecem italianas." Estes são criminosos e não são artistas porque arte é sempre a manifestação sensorial da verdade e não estará dizendo a verdade o artista que constantemente ignore a guerra de genocídio do Vietnã, que ignore o lento assassinato pela fome de milhões de brasileiros no Norte, no Sul, no Centro, no Nordeste e no Centro-Oeste—estas são verdades nacionais e humanas que nenhuma mensagem presidencial, por mais esperta que seja, fará esquecer. Por que são tantos os grupos teatrais que se dedicam ao teatro apodrecido, ao teatro da mentira, corruptor? Tirante os pulhas por convicção, existem também os pulhas por comodismo. Os primeiros acreditam na conquista do mercado ainda que para isso seja necessário produzir "sob medida" para o rápido consumo. (...) O mercado é o demiurgo da arte—este lugar comum já foi destruído (...) entre o artista e o consumidor, numa sociedade capitalista, insere-se o mediador-capital, o mediado-patrocinador. O dinheiro, este sim, é o verdadeiro demiurgo do gosto artístico posto em prática.
O mercado consumidor de teatro é, em última análise, o fator determinante do conteúdo e da forma da obra de arte, da arte-mercadoria. E esse mercado, nos principais centros urbanos do país, é formado pela alta classe média, e daí para cima. O povo e a sua temática estão aprioristicamente excluídos. Este fato grave tem deformado a perspectiva criadora da maioria dos nossos artistas, que se atrelam aos desejos mais imediatos de "corte burguesa," da qual se tornam servis palhaços, praticando um teatro de classe, isto é, um teatro da classe proprietária, da classe opressora. A consequência lógica é uma arte de opressão.

Adaptado de BOAL, Augusto. “Que Pensa Você da Arte de Esquerda?”. Latin American Theatre Review. Primavera de 1970, p. 46-47.
No trecho “Em teatro, são criminosos os elencos cuja preocupação principal consiste em quitandeiramente ganhar alguns cobres servindo aos apetites mais rasteiros das plateias tranquilas (...)” o termo “quitandeiramente” se refere a:
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Ano: 2016 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2016 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1264342 Português
Foi justamente depois de “estrearem” como avós em 2012 que a publicitária Elisabete Junqueira e o jornalista Jorge Luiz de Souza resolveram criar o site Avosidade, que completou um ano nesta semana, justamente no Dia dos Avós – 26 de julho. A marca traz sobre a letra “O” um acento circunflexo invertido, uma forma de retratar com igualdade os dois gêneros. Pais de cinco filhos e avós de cinco crianças o casal conta que fez uma longa pesquisa até chegar à conclusão de que não havia na Internet um espaço que contemplasse a relação entre avós e netos. Nosso objetivo é conectar gerações, tanto que o site já nasceu com um canal para os netos, diz Elisabete. Para Jorge, a participação dos avós no site, sugerindo temas e mandando fotos é um indicativo de que eles usam a Internet, sim. “Eles não vão mais para a praça jogar dominó”, brinca, ao que Elisabete completa “As avós não são mais Dona Benta”, referindo-se à avó mais famosa da literatura infantil brasileira.

(Adaptado de: GONÇALVES, E. Conectando gerações. Folha de Londrina. 29 jul. 2016. Suplemento Folha da Sexta. p.17.) 
Acerca da palavra “indicativo”, sublinhada no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2016 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1264341 Português
Foi justamente depois de “estrearem” como avós em 2012 que a publicitária Elisabete Junqueira e o jornalista Jorge Luiz de Souza resolveram criar o site Avosidade, que completou um ano nesta semana, justamente no Dia dos Avós – 26 de julho. A marca traz sobre a letra “O” um acento circunflexo invertido, uma forma de retratar com igualdade os dois gêneros. Pais de cinco filhos e avós de cinco crianças o casal conta que fez uma longa pesquisa até chegar à conclusão de que não havia na Internet um espaço que contemplasse a relação entre avós e netos. Nosso objetivo é conectar gerações, tanto que o site já nasceu com um canal para os netos, diz Elisabete. Para Jorge, a participação dos avós no site, sugerindo temas e mandando fotos é um indicativo de que eles usam a Internet, sim. “Eles não vão mais para a praça jogar dominó”, brinca, ao que Elisabete completa “As avós não são mais Dona Benta”, referindo-se à avó mais famosa da literatura infantil brasileira.

(Adaptado de: GONÇALVES, E. Conectando gerações. Folha de Londrina. 29 jul. 2016. Suplemento Folha da Sexta. p.17.) 
Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “Avosidade”, tem-se um neologismo, ou seja, a criação de uma nova palavra na língua, com a finalidade de designar um novo conceito.
II. Em “estrearem”, as aspas foram utilizadas para conferir ironia à expressão.
III. “Avosidade” foi uma palavra criada pelo processo de prefixação e indica estado ou situação.
IV. A palavra “Avosidade” está relacionada ao tornar-se avô e avó, como em “maternidade” e “paternidade”.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2016 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1264337 Português
O educador e filósofo brasileiro Mario Sérgio Cortella faz uso de uma definição interessante para que as pessoas possam entender um pouco melhor a diferença entre ética e moral. Segundo ele, ética “é o conjunto de valores e princípios que se utiliza para responder às três grandes questões da vida: quero?; devo?; posso?”. Já a moral, é “a prática de uma ética. A concepção ética é o princípio, moral é a prática”. Mas nem tudo que quero posso; nem tudo que posso devo; e nem tudo que devo quero. “Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve”, dispara o filósofo. Sendo assim, não é difícil constatar que o Brasil vive atualmente uma crise moral. As pessoas que ocupam os mais altos níveis de poder “querem”, “não devem” e “não podem” cometer determinados atos. Mas o que vem ocorrendo é que, infelizmente, a maioria leva em consideração o “querem” e acabam fazendo tudo o que podem e o que não podem – ou não deveriam. E as ações impensadas resultaram no cenário que se vê hoje, o que leva, inevitavelmente, a uma crise na economia e a um sentimento de descrença na população em geral.


(Adaptado de: ANDRICH, M. O que quero, devo e posso fazer? Revista Brasileira de Administração. n.112. maio/jun. 2016. p.25.)
Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “responder às três grandes questões”, a crase está relacionada ao substantivo feminino determinado.
II. Em “dispara o filósofo”, o verbo está sendo usado em sentido figurado.
III. Em “resultaram no cenário” a palavra sublinhada pode ser substituída por panorama.
IV. Em “Você tem paz de espírito”, a expressão sublinhada remete à ideia de benevolência.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
321: A
322: D
323: B
324: E
325: D
326: A
327: C
328: D
329: A
330: D
331: C
332: A
333: A
334: D
335: C
336: C
337: B
338: C
339: B
340: D