Questões de Vestibular Sobre português

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Q342220 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Considere as informações:

I. O poeta mantém certo distanciamento amoroso, pois a mulher é vista como um ser superior e inalcançável.

II. O jogo amoroso descrito no soneto distancia-se do convencionalismo, sendo exposto o amor de forma intensa.

III. A forma do poema — um soneto — e a sua metrificação permitem considerá- lo uma produção literária do período clássico.

IV. Estão explícitos no soneto a sensualidade e o carpe diem.

Está correto o que se afirma apenas em

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Q342219 Português
Só me perguntava o que era, se nunca os vira...

O trecho, transposto para discurso direto, em norma padrão, assume a seguinte forma:

Só me perguntava:
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Q342218 Português
Para o narrador, os olhos de Capitu eram olhos de ressaca, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Entende- se, então, que ele
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Q342217 Português
Ao afirmar que Capitu tinha olhos de cigana oblíqua, José Dias a vê como uma mulher

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Q342216 Português
Ultimamente ando de novo intrigado com o enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o marido, ou tudo não passou de imaginação dele, como narrador? Reli mais uma vez o romance e não cheguei a nenhuma conclusão. Um mistério que o autor deixou para a posteridade.

(Fernando Sabino, O bom ladrão.)
No texto de Sabino, o narrador questiona a traição de Capitu. Lendo o texto de Machado, pode-se entender que esse questionamento decorre de
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Q342215 Português
Ultimamente ando de novo intrigado com o enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o marido, ou tudo não passou de imaginação dele, como narrador? Reli mais uma vez o romance e não cheguei a nenhuma conclusão. Um mistério que o autor deixou para a posteridade.

(Fernando Sabino, O bom ladrão.)
Considere as afirmações sobre o que diz o narrador do texto de Sabino:

I. O mistério a que ele se refere decorre de uma narrativa ambígua, na qual há uma constante oscilação entre a possibilidade – ou não – de Capitu ter cometido o adultério.

II. No romance a que ele se refere, o triângulo amoroso é formado por Capitu, Escobar e Quincas Borba.

III. A sua frase final denuncia- o convicto de que Capitu não traiu o marido.

Está correto o que se afirma apenas em

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Q342214 Português
INSTRUÇÃO: Leia os versos de Olavo Bilac e responda às questões

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
Os versos denunciam

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Q342212 Português
INSTRUÇÃO: Leia a letra da música de Adoniran Barbosa, para responder às questões

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A expressão vide verso significa ver no verso. Se optasse pela forma verbal conjugada e mantivesse a forma de tratamento que dá ao doutor José Aparecido, o poeta escreveria

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Q342211 Português
INSTRUÇÃO: Leia a letra da música de Adoniran Barbosa, para responder às questões

Imagem 007.jpg
Em “Casei, comprei uma casinha lá no Ermelindo”, o diminutivo no substantivo expressa, além de tamanho e carinho, o sentido de

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Q342210 Português
INSTRUÇÃO: Leia a letra da música de Adoniran Barbosa, para responder às questões

Imagem 007.jpg
Considere as afirmações:

I. O poeta afirma que o samba é uma forma de agradeci- mento ao doutor José Aparecido, pelo que este lhe fez. Por não haver referências a uma eventual cobrança do dinheiro, vê-se que se trata de um autêntico gesto de solidariedade.

II. A insistência do poeta em falar sobre sua vida, descrevendo- a muito positivamente, é uma tentativa de sobre- por- se ao doutor José Aparecido, que lhe é socialmente superior.

III. É flagrante a diferença que o poeta dá ao tratamento a Gervásio e José Aparecido: o primeiro é displicentemente chamado de seu Gervásio; o segundo, respeitosamente, de doutor José Aparecido.

Está correto apenas o que se afirma em

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Q342209 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto para responder à questão.



INSTRUÇÃO: Leia a letra da música de Adoniran Barbosa, para responder à questão.


Analisando a questão da legibilidade do que se escreve, é correto afirmar que

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Q342208 Português
Assinale a frase correta quanto à concordância.
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Q342207 Português
A frase — Se o médico não tem a informação adequada, existe a possibilidade de não fazer o tratamento correto... — é base para as questão
O correto entendimento da frase permite afirmar que
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Q342206 Português

Nem mesmo os médicos conseguem, muitas vezes, entender o diagnóstico escrito pelos colegas...


A letra ilegível, que “popularmente” ficou conhecida como a letra de médico, é uma tradição antiga. Essa característica marcante advinha da relação de poder, no caso, do médico, em relação ao paciente. Essa tradição foi tão enraizada por esses profissionais que, mesmo aqueles que escrevem com letra legível, adotaram esse “modelo” na escrita.


(www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual)



A leitura permite afirmar que o trecho

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Q342205 Português
Nem mesmo os médicos conseguem, muitas vezes, entender o diagnóstico escrito pelos colegas...

A frase pressupõe que

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Q342204 Português
De acordo com o texto, a caligrafia dos médicos
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Q342203 Português
Se a personagem fosse enfática e dissesse: “... eu não reconheço o documento, eu não reconheço o documento...”, a oração repetida, de acordo com a norma padrão, assumiria a seguinte forma:

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Q342202 Português
Neste texto, a relação entre a imagem e a fala permite concluir que a atitude da personagem revela
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Ano: 2004 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2004 - UCPEL - Vestibular |
Q1358907 Português

Leia atentamente o texto a seguir. 


JEITOS DE AMAR


    No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Uma personagem põe-se _________ lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
    É comovente porque é algo que _________ gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços _________ vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas _________ diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
    Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar.
       Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
    Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar
    Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver um crepúsculo, dar banho em quem não consegue fazê-lo sozinho, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir. Quanto jeito que há de amar.

    Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, discos, brinquedos, brincar: quanto jeito que há.


MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.


Observe atentamente as afirmações abaixo:
I As vírgulas colocadas antes e depois da expressão de Adélia Prado poderiam ser substituídas por parênteses, sem alteração de sentido.
II Os dois-pontos, colocados antes da palavra cafunés, poderiam ser substituídos por um travessão, sem alteração do sentido.
III As vírgulas colocadas depois de flores compradas e margaridas são usadas pela mesma razão.
Alternativas
Ano: 2004 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2004 - UCPEL - Vestibular |
Q1358906 Português

Leia atentamente o texto a seguir. 


JEITOS DE AMAR


    No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Uma personagem põe-se _________ lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
    É comovente porque é algo que _________ gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços _________ vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas _________ diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
    Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar.
       Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
    Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar
    Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver um crepúsculo, dar banho em quem não consegue fazê-lo sozinho, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir. Quanto jeito que há de amar.

    Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, discos, brinquedos, brincar: quanto jeito que há.


MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.


Observe os pares de palavras acentuadas que foram retirados do texto. Em qual das alternativas elas NÃO são acentuadas pela mesma razão?
Alternativas
Respostas
12361: B
12362: E
12363: B
12364: D
12365: A
12366: A
12367: C
12368: E
12369: C
12370: A
12371: E
12372: A
12373: B
12374: B
12375: D
12376: C
12377: A
12378: E
12379: D
12380: E