Questões de Vestibular Sobre português
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As “linguagens cada vez mais híbridas" (l.6) incluem elementos estéticos visuais, cênicos e musicais.
Infere-se das ideias desenvolvidas no texto que, na distribuição de papéis culturais, a linguagem da arte é a que, até hoje, mantém-se soberana, sem se misturar com outras linguagens, mesmo diante do poder da linguagem da web.
No primeiro período do texto, é facultativo o emprego da vírgula que precede a expressão adverbial “passo a passo" (l.3).
Hugo Leonardo Ribeiro.Da fúria à melancolia: a dinâmica das identidades na cena rock underground de Aracaju. São Cristóvão: Ed. UFS; Aracaju: Fundação Oviêdo Teixeira, 2010, p. 90 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir.
Há elementos no texto que permitem inferir que a incorporação do rock à cultura musical do agreste nordestino, decorrente do baixo preço dos instrumentos musicais, confirma que esse gênero musical é uma linguagem universal dos jovens.
Hugo Leonardo Ribeiro. Da fúria à melancolia: a dinâmica das identidades na cena rock underground de Aracaju. São Cristóvão: Ed. UFS; Aracaju: Fundação Oviêdo Teixeira, 2010, p. 90 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir.
O autor do texto, ao empregar a expressão “ de blues a death metal", sugere, no que se refere à quantificação em decibéis, escala do estilo mais ruidoso ao mais suave.
Acarreta mudança, nas relações semântico-sintáticas estabelecidas na oração “que realça um significado cada vez mais fugidio" (l.10 e 11), a seguinte posição do termo adverbial: que realça, cada vez mais, um significado fugidio.
Sem contrariar a prescrição gramatical e a ideia original do texto, o primeiro período poderia ser iniciado da seguinte forma: A literatura de Clarice e a de Guimarães Rosa contrastam em muitos aspectos, contudo, tem em comum a experimentação da linguagem.
No trecho “como antídoto contra o veneno do dogma teológico imposto e a autoridade arbitrária" (l.12 e 13), o autor do texto expressa, em linguagem figurada, julgamento de valor a respeito da organização social e política da Europa em período anterior ao do iluminismo setecentista.
Sem contrariar a informação apresentada e a prescrição gramatical, o complemento da forma verbal “recorrer" (l.5) poderia ser expresso da seguinte forma: a crença, desejo, intenção e julgamento moral dos agentes.
A preposição “para" (l.4) inicia oração reduzida que, com função adverbial, expressa a finalidade dos procedimentos científicos da física no século XVII.
No segundo fragmento de texto, os termos “do homem" e “de Deus", na linha 6, dado que exercem função de complemento nominal, não poderiam corretamente ser substituídos, respectivamente, pelos adjetivos cognatos humana e divina.
No primeiro fragmento de texto, a oração “que a colocaram à frente do resto do mundo" (l.5 e 6) exerce função adverbial, denotando consequência do fato expresso na oração que a precede.
Suprimidos os elementos de ênfase empregados, e atendendo-se à recomendação de concisão textual, o período que se inicia na linha 5 assim deveria ser escrito: Interessa destacar as relações genéricas da carta com o diálogo e a narrativa.
A oposição apresentada no texto possibilita que, sem prejuízo para a coerência textual e a correção gramatical, no trecho “entre a ciência textual e as ideologias imagéticas" (l.4 e 5), os adjetivos “textual" e “imagéticas" fiquem isolados por vírgula, como apresentado a seguir: entre a ciência, textual, e as ideologias, imagéticas, que, de modo dialético, foram-se criticando.
É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. (...) Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ao reconhecê-lo. Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. (...) Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror – o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio. Que se espere. Não o fim do silêncio, mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora. Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo – de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia – ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.
I. A autora sugere a dificuldade do homem de ficar em silêncio.
II. Alguns de nossos sentidos tornam-se mais aguçados em momentos de absoluto silêncio.
III. A autora aponta que a fuga para a cidade é a forma de, afinal, vencer o silêncio.
IV. Em determinada passagem, a narradora personifica o silêncio.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
A estrada estendia-se deserta; à esquerda os campos desdobravam-se a perder de vista, serenos, verdes, clareados pela luz macia do sol morrente, manchados de pontas de gado que iam se arrolhando nos paradouros da noite; à direita, o sol, muito baixo, vermelho-dourado, entrando em massa de nuvens de beiradas luminosas. Nos atoleiros, secos, nem um quero-quero: uma que outra perdiz, sorrateira, piava de manso por entre os pastos maduros; e longe, entre o resto da luz que fugia de um lado e a noite que vinha, peneirada, do outro, alvejava a brancura de um joão- grande, voando, sereno, quase sem mover as asas, como uma despedida triste, em que a gente também não sacode os braços... Foi caindo uma aragem fresca; e um silêncio grande, em tudo.
( ) O autor deste conto, que pertence à obra Contos gauchescos, é Simões Lopes Neto.
( ) O narrador utiliza-se de uma série de adjetivos em sua descrição para dar vida a uma cena que traz o amanhecer no campo.
( ) O trecho descreve o campo como um lugar em que a imensidão compactua com a solidão, sendo espaço também de melancolia.
( ) Outra obra do mesmo autor de Trezentas onças é Lendas do Sul.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando,
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada...
E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...
E o silêncio outra vez soturno desce,
E límpida, sem mácula, alvacenta
A lua a estrada solitária banha...
Inefável em
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minh’alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas
1. Caracteriza apenas o poema A Cavalgada.
2. Caracteriza apenas o poema Inefável.
3. Caracteriza os dois poemas.
4. Não caracteriza nenhum dos poemas.
( ) Soneto com versos livres.
( ) Apresentação de rimas interpoladas (ABBA) nas duas primeiras estrofes.
( ) Apresentação de cena com forte caráter descritivo.
( ) Presença de uma série de figuras de linguagem, especialmente metáforas e comparações.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Daí a pouco as pessoas que estavam nas lojas viram atravessar a Praça, entre a corpulência vagarosa do cônego Dias e a figura esguia do coadjutor, um homem um pouco curvado, com um capote de padre. Soube- se que era o pároco novo; e disse-se logo na botica que era uma ‘boa figura de homem’. (...) Eram quase nove horas, a noite cerrara. Em redor da Praça as casas estavam já adormecidas: das lojas debaixo da arcada saía a luz triste dos candeeiros de petróleo, entreviam-se dentro figuras sonolentas, caturrando em cavaqueira, ao balcão. As ruas que vinham dar à Praça, tortuosas, tenebrosas, com um lampião mortiço, pareciam desabitadas. E no silêncio o sino da Sé dava vagarosamente o toque das almas.
Com base no trecho e em seu contexto, assinale a única afirmativa INCORRETA.

