Questões de Vestibular Sobre português
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TEXTO 2
“O BONZINHO SE DÁ MAL”: GENEROSIDADE E MANIPULAÇÃO
(1) Você tenta levar sua vida direitinho. Busca ser cordial e ter empatia com o semelhante. Trata o outro bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra, compartilha. Quando vê o erro, o instinto de proteção passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.
(2) A você, tudo isso parece ser natural, orgânico. E daí você se engana. De forma egoísta, acha que tem o direito de retirar do outro o direito de ser quem ele é. Quer recíproca, similaridade, espelhamento de atitudes. Vê injustiça na troca, acha que faz mais e recebe menos. “Trouxa, agora está aí cultivando mágoas. Da próxima vez, farei diferente”. E não reflete sobre tudo o que se passou.
(3) Ser verdadeiramente generoso é uma virtude que contempla um pequeno punhado de pessoas. Em geral, emprestamos em vez de doar. E não fazemos isso por uma debilidade de caráter: a vida se mantém a partir de trocas, tudo só existe em relação.
(4) Quando tentamos oferecer algo gratuitamente, inconscientemente esperamos alguma contrapartida: reconhecimento, carinho, atenção, prestígio, escuta, aprovação. Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos e validados naquilo que somos, mas não cremos ser. É bem comum. Nisso, tornam-se admiráveis os que ajudam desconhecidos, sem se importarem com os problemas dos que estão próximos – a quem poderão cobrar pela generosidade?
(5) O mesmo vale para os mercenários: aqueles que sabem dar preço às coisas mais impalpáveis, que encontram equivalência entre dois valores tão díspares, mas deixam as intenções às claras. Só nos sentimos enganados quando não deixamos às claras o preço das nossas atitudes.
(6) A generosidade é uma das formas mais primitivas de manipulação desenvolvidas pelo ser humano. Vem do berço. Mais precisamente, do colo. A nossa primeira referência de doação vem da mãe, ou de quem exerceu esse papel. O bebê, indefeso e incapaz, estará submetido à oferta que provém dessa fonte. E aí aprendemos o que é chantagem emocional, que mais tarde se traduzirá no duelo entre o “só eu sei o que fiz por você” versus “você poderia ser melhor para mim”. Quem sai vencedor? A culpa. Justo ela, uma das emoções mais tóxicas que povoam nossa alma.
(7) O comportamento de abuso é fruto desse eixo desestrutural, seja para o abusador ou para o abusado. Há, inclusive, uma espécie de alternância entre esses papéis. Quando o dito generoso se vê menosprezado pelo outro, diz: isso é um absurdo, depois de tudo que eu fiz. Mas não percebe o quanto esse fazer é, em si, uma atitude abusiva.
(8) Isso não é uma ode ao egoísmo ou à ganância. Mas a partilha saudável é aquela que se dá em acordo, de forma pura. Se não consegue, melhor não ser generoso, para também não ser hipócrita. Ou, pior: emitir faturas para guardá-las na gaveta, à espera da melhor oportunidade de apresentá-la àquele que julgar devedor. Não esqueçamos: são as boas intenções que lotam o inferno.
TORRES, João Rafael. “O bonzinho se dá mal”: generosidade e manipulação. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas-blogs/psique/o-bonzinho-se-da-mal-generosidade-e-manipulacao. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).
Diversas regras definem o emprego do acento grave indicativo da crase. A esse respeito, analise as expressões destacadas nas proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. Em: “sabem dar preço às coisas mais impalpáveis” e “deixam as intenções às claras” (5º parágrafo), o acento grave foi aplicado pela mesma razão.
II. Em: “Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos” (4º parágrafo), houve o emprego do acento grave por se tratar de uma locução adverbal feminina.
III. No trecho: “submetido à oferta que provém dessa fonte” (6º parágrafo), a crase ocorreu pela presença de termo que exige a preposição “a” e palavra feminina determinada pelo artigo “a”.
IV. No trecho: “à espera da melhor oportunidade” (8º parágrafo), o acento grave foi utilizado por se tratar de uma locução prepositiva.
V. Em: “uma ode ao egoísmo ou à ganância”, (8º parágrafo) houve a ocorrência de crase, porém, nesse caso, o uso do acento grave é facultativo.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
TEXTO 2
“O BONZINHO SE DÁ MAL”: GENEROSIDADE E MANIPULAÇÃO
(1) Você tenta levar sua vida direitinho. Busca ser cordial e ter empatia com o semelhante. Trata o outro bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra, compartilha. Quando vê o erro, o instinto de proteção passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.
(2) A você, tudo isso parece ser natural, orgânico. E daí você se engana. De forma egoísta, acha que tem o direito de retirar do outro o direito de ser quem ele é. Quer recíproca, similaridade, espelhamento de atitudes. Vê injustiça na troca, acha que faz mais e recebe menos. “Trouxa, agora está aí cultivando mágoas. Da próxima vez, farei diferente”. E não reflete sobre tudo o que se passou.
(3) Ser verdadeiramente generoso é uma virtude que contempla um pequeno punhado de pessoas. Em geral, emprestamos em vez de doar. E não fazemos isso por uma debilidade de caráter: a vida se mantém a partir de trocas, tudo só existe em relação.
(4) Quando tentamos oferecer algo gratuitamente, inconscientemente esperamos alguma contrapartida: reconhecimento, carinho, atenção, prestígio, escuta, aprovação. Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos e validados naquilo que somos, mas não cremos ser. É bem comum. Nisso, tornam-se admiráveis os que ajudam desconhecidos, sem se importarem com os problemas dos que estão próximos – a quem poderão cobrar pela generosidade?
(5) O mesmo vale para os mercenários: aqueles que sabem dar preço às coisas mais impalpáveis, que encontram equivalência entre dois valores tão díspares, mas deixam as intenções às claras. Só nos sentimos enganados quando não deixamos às claras o preço das nossas atitudes.
(6) A generosidade é uma das formas mais primitivas de manipulação desenvolvidas pelo ser humano. Vem do berço. Mais precisamente, do colo. A nossa primeira referência de doação vem da mãe, ou de quem exerceu esse papel. O bebê, indefeso e incapaz, estará submetido à oferta que provém dessa fonte. E aí aprendemos o que é chantagem emocional, que mais tarde se traduzirá no duelo entre o “só eu sei o que fiz por você” versus “você poderia ser melhor para mim”. Quem sai vencedor? A culpa. Justo ela, uma das emoções mais tóxicas que povoam nossa alma.
(7) O comportamento de abuso é fruto desse eixo desestrutural, seja para o abusador ou para o abusado. Há, inclusive, uma espécie de alternância entre esses papéis. Quando o dito generoso se vê menosprezado pelo outro, diz: isso é um absurdo, depois de tudo que eu fiz. Mas não percebe o quanto esse fazer é, em si, uma atitude abusiva.
(8) Isso não é uma ode ao egoísmo ou à ganância. Mas a partilha saudável é aquela que se dá em acordo, de forma pura. Se não consegue, melhor não ser generoso, para também não ser hipócrita. Ou, pior: emitir faturas para guardá-las na gaveta, à espera da melhor oportunidade de apresentá-la àquele que julgar devedor. Não esqueçamos: são as boas intenções que lotam o inferno.
TORRES, João Rafael. “O bonzinho se dá mal”: generosidade e manipulação. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas-blogs/psique/o-bonzinho-se-da-mal-generosidade-e-manipulacao. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).
TEXTO 1
ESTUDO REVELA QUE PRATICAR ATOS DE GENEROSIDADE TRAZ FELICIDADE
Cientistas realizaram experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade
(1) O que inspira os humanos a praticarem atos de generosidade? Economistas, psicólogos e filósofos refletem sobre esta questão há milênios.
(2) Se pressupusermos que o comportamento humano é motivado, principalmente, pelo interesse pessoal, parece ilógico sacrificar voluntariamente os recursos pelos outros.
(3) Na tentativa de resolver esse paradoxo, alguns especialistas formularam a teoria de que doar ou presentear satisfaz o desejo de elevar a posição do indivíduo em um grupo.
(4) Outros sugeriram que o ato promove a cooperação tribal e a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos. Outra explicação é que doamos apenas porque esperamos receber algo em troca.
(5) Um estudo publicado recentemente sugere que a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes. Os cientistas realizaram um experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade.
(6) Consistentemente, eles indicaram que doar era uma experiência de bem-estar.
(7) Ao mesmo tempo, os exames de ressonância magnética revelaram que uma área do cérebro ligada à generosidade desencadeou uma resposta em outra parte relacionada à felicidade.
(8) "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade", escreveu a equipe na revista científica Nature Communications.
(9) Os pesquisadores informaram aos participantes que cada um deles teria à disposição um valor de 25 francos suíços (US$ 26) por semana durante quatro semanas.
(10) Metade dos participantes foram convidados a se comprometer a gastar o dinheiro com outras pessoas, enquanto o resto poderia planejar como gastaria o dinheiro com eles próprios. Nenhum dinheiro foi realmente recebido ou gasto por nenhum dos dois grupos.
(11) Depois de se comprometerem com os gastos, os participantes responderam às perguntas enquanto seus cérebros estavam sendo examinados. As perguntas evocaram cenários que opunham os próprios interesses dos participantes contra os interesses dos beneficiários da sua generosidade experimental.
(12) Os pesquisadores examinaram a atividade em três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área envolvida na tomada de decisões.
(13) A equipe descobriu que o grupo que se comprometeu a doar o dinheiro relatou estar mais feliz do que os que iam gastar a quantia com eles próprios.
(14) As descobertas têm implicações para a educação, política, economia e saúde pública, segundo os pesquisadores.
(15) "A generosidade e a felicidade melhoram o bem-estar individual e podem facilitar o sucesso social", escreveram.
Jornal do Commércio. Disponível em: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/internacional/noticia/2017/07/12/estudo-revela-que-praticar-atos-de-generosidade-traz-felicidade-294878.php. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).
Em relação à pontuação utilizada no TEXTO 1, analise as proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. No trecho: “a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos [...]” (4º parágrafo), o travessão foi utilizado para destacar uma expressão explicativa.
II. Em: “a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes [...]” (5º parágrafo), os dois-pontos introduzem a fala de um dos cientistas envolvidos na pesquisa, o qual expõe o principal resultado do estudo.
III.Em: "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade [...]" (8º parágrafo), as aspas indicam o início e o fim de uma citação textual.
IV.No trecho: “três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo [...]; uma segunda, à felicidade; e uma terceira [...]” (12º parágrafo), o travessão poderia ser substituído por dois-pontos, uma vez que anuncia uma enumeração.
V. Em: “uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área [...]”, (12º parágrafo), o ponto e vírgula foi utilizado pois a oração já é marcada internamente com vírgulas e os termos entre ponto e vírgula possuem mesma função sintática.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
TEXTO 1
ESTUDO REVELA QUE PRATICAR ATOS DE GENEROSIDADE TRAZ FELICIDADE
Cientistas realizaram experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade
(1) O que inspira os humanos a praticarem atos de generosidade? Economistas, psicólogos e filósofos refletem sobre esta questão há milênios.
(2) Se pressupusermos que o comportamento humano é motivado, principalmente, pelo interesse pessoal, parece ilógico sacrificar voluntariamente os recursos pelos outros.
(3) Na tentativa de resolver esse paradoxo, alguns especialistas formularam a teoria de que doar ou presentear satisfaz o desejo de elevar a posição do indivíduo em um grupo.
(4) Outros sugeriram que o ato promove a cooperação tribal e a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos. Outra explicação é que doamos apenas porque esperamos receber algo em troca.
(5) Um estudo publicado recentemente sugere que a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes. Os cientistas realizaram um experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade.
(6) Consistentemente, eles indicaram que doar era uma experiência de bem-estar.
(7) Ao mesmo tempo, os exames de ressonância magnética revelaram que uma área do cérebro ligada à generosidade desencadeou uma resposta em outra parte relacionada à felicidade.
(8) "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade", escreveu a equipe na revista científica Nature Communications.
(9) Os pesquisadores informaram aos participantes que cada um deles teria à disposição um valor de 25 francos suíços (US$ 26) por semana durante quatro semanas.
(10) Metade dos participantes foram convidados a se comprometer a gastar o dinheiro com outras pessoas, enquanto o resto poderia planejar como gastaria o dinheiro com eles próprios. Nenhum dinheiro foi realmente recebido ou gasto por nenhum dos dois grupos.
(11) Depois de se comprometerem com os gastos, os participantes responderam às perguntas enquanto seus cérebros estavam sendo examinados. As perguntas evocaram cenários que opunham os próprios interesses dos participantes contra os interesses dos beneficiários da sua generosidade experimental.
(12) Os pesquisadores examinaram a atividade em três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área envolvida na tomada de decisões.
(13) A equipe descobriu que o grupo que se comprometeu a doar o dinheiro relatou estar mais feliz do que os que iam gastar a quantia com eles próprios.
(14) As descobertas têm implicações para a educação, política, economia e saúde pública, segundo os pesquisadores.
(15) "A generosidade e a felicidade melhoram o bem-estar individual e podem facilitar o sucesso social", escreveram.
Jornal do Commércio. Disponível em: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/internacional/noticia/2017/07/12/estudo-revela-que-praticar-atos-de-generosidade-traz-felicidade-294878.php. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).
Analise as proposições a seguir, acerca da sintaxe de concordância em alguns trechos do TEXTO 1, e assinale a alternativa CORRETA.
I. Em: “Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação [...]” (8º parágrafo), o termo em destaque deveria ter sido grafado no singular, concordando com “nosso estudo”.
II. No trecho: “cada um deles teria à disposição [...]” (9º parágrafo), se pluralizássemos o termo destacado, a correção gramatical não seria prejudicada.
III.Em: “Metade dos participantes foram convidados [...]” (10º parágrafo), o termo destacado tanto pode concordar com “participantes” quanto com “metade”, o que faculta sua pluralização.
IV.No trecho: “foram convidados a se comprometer [...]” (10º parágrafo), a concordância está inadequada visto que ambas as formas verbais deveriam estar com a mesma flexão de número.
V. Em: “o resto poderia planejar como gastaria [...]” (10º parágrafo), a concordância está adequada, uma vez que o termo em destaque concorda com “o resto”.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
TEXTO 1
ESTUDO REVELA QUE PRATICAR ATOS DE GENEROSIDADE TRAZ FELICIDADE
Cientistas realizaram experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade
(1) O que inspira os humanos a praticarem atos de generosidade? Economistas, psicólogos e filósofos refletem sobre esta questão há milênios.
(2) Se pressupusermos que o comportamento humano é motivado, principalmente, pelo interesse pessoal, parece ilógico sacrificar voluntariamente os recursos pelos outros.
(3) Na tentativa de resolver esse paradoxo, alguns especialistas formularam a teoria de que doar ou presentear satisfaz o desejo de elevar a posição do indivíduo em um grupo.
(4) Outros sugeriram que o ato promove a cooperação tribal e a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos. Outra explicação é que doamos apenas porque esperamos receber algo em troca.
(5) Um estudo publicado recentemente sugere que a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes. Os cientistas realizaram um experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade.
(6) Consistentemente, eles indicaram que doar era uma experiência de bem-estar.
(7) Ao mesmo tempo, os exames de ressonância magnética revelaram que uma área do cérebro ligada à generosidade desencadeou uma resposta em outra parte relacionada à felicidade.
(8) "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade", escreveu a equipe na revista científica Nature Communications.
(9) Os pesquisadores informaram aos participantes que cada um deles teria à disposição um valor de 25 francos suíços (US$ 26) por semana durante quatro semanas.
(10) Metade dos participantes foram convidados a se comprometer a gastar o dinheiro com outras pessoas, enquanto o resto poderia planejar como gastaria o dinheiro com eles próprios. Nenhum dinheiro foi realmente recebido ou gasto por nenhum dos dois grupos.
(11) Depois de se comprometerem com os gastos, os participantes responderam às perguntas enquanto seus cérebros estavam sendo examinados. As perguntas evocaram cenários que opunham os próprios interesses dos participantes contra os interesses dos beneficiários da sua generosidade experimental.
(12) Os pesquisadores examinaram a atividade em três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área envolvida na tomada de decisões.
(13) A equipe descobriu que o grupo que se comprometeu a doar o dinheiro relatou estar mais feliz do que os que iam gastar a quantia com eles próprios.
(14) As descobertas têm implicações para a educação, política, economia e saúde pública, segundo os pesquisadores.
(15) "A generosidade e a felicidade melhoram o bem-estar individual e podem facilitar o sucesso social", escreveram.
Jornal do Commércio. Disponível em: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/internacional/noticia/2017/07/12/estudo-revela-que-praticar-atos-de-generosidade-traz-felicidade-294878.php. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).

DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Alguma poesia [1930]. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 2002. p. 26.
Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre o texto.
( ) Uma comparação entre o início do poema (v. 1-2) e seu final (v. 18) permite inferir que o poeta, frente à trágica configuração do mundo, desiste de procurar entende-lo através de sua poesia.
( ) Na segunda estrofe (v. 5-9), as constatações do poeta se voltam para a difusão generalizada da tecnologia que retira a naturalidade das ações humanas, sufocando até mesmo o lirismo do amor.
( ) Em relação à possibilidade de melhoria do ser humano e de progresso do mundo, o poeta expressa pessimismo, nos versos de 10 a 12, revelando seu senso crítico e sua ironia.
( ) A comparação entre homens e percevejos (v. 13-14) destaca a irracionalidade da destruição da humanidade provocada pelas guerras e, ao mesmo tempo, a insistência heroica na preservação da espécie humana.
( ) O título do poema é uma alusão à esperança do poeta de que ele e sua poesia possam atravessar incólumes as grandes adversidades anunciadas para o século XX.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

CUNHA, Helena Parente. Inéditos (Em tempo de Fim de Mundo). Além de estar: antologia poética. Rio de Janeiro: Imago; Salvador: fundação Cultural do Estado da Bahia, 2000. p. 192-193.
Há uma afirmação verdadeira sobre os poemas de Helena Parente Cunha em
I. . “brilho” (v. 4) e “tochas” (v. 6), no poema Tempo do fim, sugerem conclusão vitoriosa de um processo longo e penoso.
II. “quatro estações” (v. 5) e “prazos do zodíaco” (v. 6) no poema Depois, se referem às limitações que o tempo impõe à possibilidade de superar situações adversas.
III. “a fumaça e o sangue” (v. 3), no poema Tempo do fim, sugerem sofrimento e morte; “cicatriz” (v. 1) e “células renascidas” (v. 3), no poema Depois sugerem cura e superação.
IV. Em Tempo do fim, há uma constatação negativa, sobre a violência; em Depois, a autora acena com uma perspectiva positiva, de recuperação do equilíbrio.
V. Ao usar a primeira pessoa do plural nos dois poemas, a autora se inclui como integrante da humanidade, a respeito da qual faz constatações e previsões.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
TEXTO:


AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 175-176.
I. “não lhe basta o que já sabe? (l. 1-2) – Caso de colocação pronominal.
II. “Pedro Archanjo ria da pressa” (l. 3) – Conectivo que marca uma regência.
III. “Longa e árida seria a relação” (l. 10) – Função de predicativo do sujeito.
IV. “por ocasião do assalto à oficina” ( l. 29-30) – Objeto indireto.
V. “gostava de tê-los à mão” (l. 34) – Adjunto adverbial.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
TEXTO:


AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 175-176.
I. Os estudantes de Medicina, no embate entre Pedro Archanjo e Nilo Argolo, colocaram-se ao lado do segundo, por considerarem a sólida formação científica do professor e seu interesse de promover a divulgação das teorias mais recentes e abalizadas sobre as consequências da miscigenação. II. Pressionado pela repercussão de sua pesquisa sobre miscigenação, bem como pela perseguição promovida pela polícia aos boêmios e aos adeptos do candomblé, Pedro Archanjo destruiu os originais de seu livro e se recolheu ao anonimato, não se tendo notícias sobre as circunstâncias de sua morte. III. A importância de Pedro Archanjo e de sua obra só é reconhecida muito tempo depois de sua morte, pelo interesse de um pesquisador norte-americano, detentor de um prêmio Nobel, em obter informações sobre o autor e sua produção, que eram conhecidos no exterior, mas esquecidos em Salvador. IV. As teses racistas do professor Nilo Argolo estimularam Pedro Archanjo a estudar e pesquisar, durante dez anos, para fundamentar a sua teoria sobre a mestiçagem na Bahia, exposta no livro “Apontamentos sobre a mestiçagem nas famílias baianas”, provando que todos tinham raízes africanas ou indígenas, inclusive o professor Nilo. V. Em consequência da divulgação do livro de Pedro Archanjo, uma réplica à pesquisa racista de Nilo Argolo, a Tenda dos Milagres foi destruída e Archanjo foi preso como subversivo, sendo impedido de entrar na Faculdade onde trabalhou durante 30 anos e vindo a morrer com 75 anos, anônimo e pobre.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
TEXTO:


AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 175-176.
( ) A obra denuncia a presença de uma ciência elitista, particularmente assumida e difundida pela área médica, com suas teorias que se ocupavam de tentar provar a inferioridade racial e intelectual de pretos e mestiços. ( ) A convivência conflituosa entre a cultura científica e a cultura popular constitui um dos temas apresentados e discutidos no romance Tenda dos Milagres, representadas, respectivamente, pelos personagens Nilo Argolo e Pedro Archanjo. ( ) O ódio às religiões de matriz africana – com criminalização do candomblé e perseguição a seus adeptos –, fato amplamente ilustrado na obra, revela um contexto de higienização religiosa e racial que marca o final do século XIX e início do século XX. ( ) O comportamento atribuído ao brasileiro, de valorizar o que é estrangeiro em detrimento do que é nacional, é criticado na obra a partir do incidente de súbita valorização da produção de Pedro Archanjo, relegada ao esquecimento após sua morte. ( ) A resistência dos grupos marginalizados, representada pela “Tenda” e os que a frequentavam, em especial Pedro Archanjo, constitui um dos polos da oposição que se estabelece, na obra, entre a opressão de brancos e poderosos, de um lado, e a resistência de pobres, pretos e pardos, de outro.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
TEXTO:


ADONIAS FILHO. O largo de branco. O Largo da Palma. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 31-32 e 46-47.
Há um exemplo desse uso em
TEXTO:


ADONIAS FILHO. O largo de branco. O Largo da Palma. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 31-32 e 46-47.
( ) Os trechos transcritos correspondem ao início e ao fim do conto, e ambos focalizam o desfecho de uma história cujo início se deu há 30 anos. ( ) Após a separação entre Odilon e Eliane, que eram casados, ela foi amante de outro homem, Geraldo, que a abandonou, deixando-a em decadência econômica e física. ( ) Odilon era estudante de Medicina quando conheceu Eliane e lhe deu apoio na difícil situação enfrentada pela família com a doença do pai e, posteriormente, casou-se com ela. ( ) A referência ao Largo da Palma “vestido de branco” (l. 48) constitui uma alusão simbólica ao estado emocional de Eliane, após o encontro com Odilon e a aceitação de seu convite. ( ) O convite para o encontro entre Odilon e Eliane – por ela aceito imediatamente – foi feito através de uma carta que ele lhe enviou, mesmo sem indicar o assunto ou o motivo desse encontro.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
TEXTO:
O FIM DO EMPREGO
O futuro do trabalho no mundo globalizado



“adentramos um mundo em que o emprego, aquele vínculo entre empresa e empregado, que dá ao funcionário uma forte sensação de estabilidade associada a fatores, como os benefícios trabalhistas, e, principalmente, o salário mensal, está dando lugar ao conceito de trabalho. (l. 48-54)
Há uma afirmação correta sobre fatos gramaticais presentes nesse trecho em
I. O período é composto por coordenação. II. “está dando lugar” se refere a “o emprego”. III. “aquele vínculo entre empresa e empregado” constitui um aposto. IV. Há duas ocorrências do conectivo que, como conjunção integrante. V. “ao funcionário” tem a função de complemento nominal.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
TEXTO:
O FIM DO EMPREGO
O futuro do trabalho no mundo globalizado



I. “Por incrível que pareça” (l. 8) – enfatiza uma situação inesperada ou inusitada. II. “da noite para o dia” (l. 19) – expressa situação real e previsível. III. “Tampouco é possível” (l. 23) – reitera uma negação anterior. IV. “A despeito de” (l. 26) – equivale à expressão ao contrário de. V. “em momento algum” (l. 82) – expressa negação de circunstância temporal.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
TEXTO:
O FIM DO EMPREGO
O futuro do trabalho no mundo globalizado



TEXTO:
O FIM DO EMPREGO
O futuro do trabalho no mundo globalizado



( ) carreiras duradouras – rotatividade nos empregos. ( ) estabilidade e benefícios trabalhistas – vínculo efêmero e supressão de benefícios. ( ) salários estáveis – honorários variáveis. ( ) custos mínimos com pessoal – máxima produtividade. ( ) valorização da competência – valorização da qualificação profissional.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
TEXTO:
O FIM DO EMPREGO
O futuro do trabalho no mundo globalizado



A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
TEXTO:
O FIM DO EMPREGO
O futuro do trabalho no mundo globalizado



Leia os versos do poema ''Os estatutos do homem'' de Tiago Melo para responder à questão:
"O homem confiará no homem como um menino confia em outro"
(...)
"e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor"
(...)
"Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários"
Observe a análise sintática dos termos a seguir:
I. "O homem confiará no homem" - o homem (sujeito) / no homem (objeto indireto)
II. "O homem confiará no homem" - o homem (sujeito) / no homem (adjunto adverbial)
III. A expressão "o milagre da flor" - (objeto direto e indireto, respectivamente)
IV. A expressão "em outro" - (objeto indireto do verbo confiar)
Estão corretas:
Apesar de interessante, a filosofia costuma parecer chata. Além do seu dom de oratória, como transformou a matéria em algo instigante? Agradeço o elogio, mas quero fazer um reparo filosófico. Quando você diz que eu tenho o dom, está dizendo que não tenho mérito nenhum, porque dom é algo que se recebe de fora. Ocorre que Deus não me escolheu e disse "você vai ser o cara". Tudo bem, sei que não foi isso que você quis dizer. Mas eu diria que tenho a prática, a intenção e o gosto. Minha intenção é fazer com que a filosofia seja simples sem ser simplória. Em outras palavras, que seja compreensível sem ser banalizável. Por exemplo, na semana da Rio+20, eu participei de um programa especial da Xuxa sobre sustentabilidade. Antes de entrar no ar, uma pessoa da produção me pediu para não usar o termo "biocídio" [eliminação de variadas formas de vida, inclusive a humana], porque não ia ser entendido. Então eu disse: "Lamento, não ajo dessa forma. Vou usar e explicar". Se eu recuso o uso, furto das pessoas o acesso a um conceito importante. Se uso sem explicar, estou dando uma demonstração tola de sabedoria. Mas, se uso e traduzo, estou partilhando. Eu quero que a filosofia seja compreensível.
Fonte: http://www.revistaplaneta.com.br/a-filosofia-pop/ acessado em 17/08/2017
Em conformidade com as regras gramaticais, todas as orações destacadas são subordinadas adverbiais, ou seja, elas indicam circunstâncias de tempo, condição, comparação, proporcionalidade entre outras. Como base nessa informação, analise as proposições a seguir:
I. "porque dom é algo" / "porque não ia ser entendido" - são orações que indicam a causa do que se declara na oração principal; II. "Quando você diz" - a oração exprime ideia de tempo e essa circunstância foi estabelecida pela conjunção quando; III. "se eu recuso o uso" / "se uso" / "se uso" - as três orações exprimem a condição do fato expresso pela oração principal. IV. Transformando as orações adverbiais desenvolvidas, tais como: "Quando você diz que eu tenho o dom, está dizendo que não tenho mérito nenhum, porque dom é algo que se recebe de fora." em orações reduzidas, teremos: "Ao dizer que eu tenho o dom, está dizendo que não tenho mérito nenhum, por ser o dom algo que se recebe de fora."
Podemos afirmar que: