Questões de Vestibular Sobre português
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Considerando os elementos que compõem a narrativa literária do conto Uma vela para Dario, atente para as seguintes assertivas:
I. O enredo do conto está construído com uma sequência temporal marcada pela organização lógica em que um fato desencadeia outros fatos, numa relação de causa e efeito.
II. O espaço pode ser considerado o elemento do conto mais explorado na narrativa, pois é nele em que se desenvolve todo o enredo sobre o sofrimento e a morte trágica de Dario.
III. O autor do conto é um narrador onisciente que conta a estória em terceira pessoa, observando de longe os fatos e demonstrando conhecer os pensamentos e sentimentos das personagens ao longo de toda a narrativa.
IV. O enredo do conto dá mais importância às ações narradas do que propriamente a nomes ou a características das personagens.
Está correto o que se afirma em
No conto, há duas classes de pessoas que interagem com Dario: os indiferentes e os solidários. Atente ao que se diz a seguir sobre estes dois grupos de personagens, e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Para marcar linguisticamente a classe dos indiferentes, o contista faz uso, geralmente, de expressões com plural ou com pronome indefinido.
( ) Para descrever a classe dos solidários, o narrador emprega, algumas vezes, substantivos seguidos de artigo definido ou de adjetivos/expressões adjetivas.
( ) O contista narra inúmeras tentativas para auxiliar Dario, destacando, em relação aos indiferentes, um maior predomínio, no texto, de pessoas solidárias com a dor e o sofrimento do pobre homem.
( ) Há um tom marcadamente trágico presente no desfecho do conto, ao se mostrar, entre as pessoas solidárias, um senhor piedoso e um menino negro sem chinelos que pareciam, em pleno espaço público da rua em uma noite chuvosa, preparar os rituais da cerimônia do velório e do sepultamento do corpo de Dario.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
No conto, o pronome lhe recupera, muitas vezes, o referente “Dario” para evitar repetições do nome da personagem principal. Atente às seguintes afirmações sobre o uso deste pronome no texto:
I. A ocorrência do lhe no enunciado “Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta” (linhas 15-16), tem a mesma função sintática e textual do uso do lhe em “Quando lhe retiraram os sapatos”. (linha 17)
II. Em “Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca” (linhas 17-19), pode-se acrescentar o lhe ao segundo período (“surgiram-lhe no canto da boca”) que terá função sintática e textual semelhante à do emprego deste pronome utilizado em “Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta”. (linhas 15-16)
III. No enunciado “Enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse um gesto para espantá-las” (linhas 42-44), o pronome lhe não está relacionado sintaticamente ao verbo “cobrir”, mas ao substantivo “rosto”, indicando a ideia de posse.
IV. O pronome lhe utilizado nos enunciados “Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os papéis” (linhas 50-51) e “Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça” (linhas 73-74) só pôde ser usado, nestes casos, porque se retoma um referente do gênero masculino no singular.
Está correto o que se afirma em
A QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.
Em 1879, Machado de Assis escreve o artigo “A nova geração”, no qual sustenta a tese de que o Realismo “não presta para nada”.
“O alienista” expõe essa mesma tese sob a forma ficcional, já que o personagem Dr. Bacamarte
pode ser compreendido, em relação ao Realismo, como:
A QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.
Além de se opor ao cientificismo dogmático do século XIX, “O alienista” também põe em xeque práticas de outros grupos da sociedade da época.
A narração da revolta dos Canjicas e da postura de seu líder, o barbeiro Porfírio, tem como alvo
o grupo dos:
A QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.
A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente. (capítulo IV)
Ao definir o campo de seu objeto de estudos, o alienista recorre à figura de linguagem
denominada:
A QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.
O texto literário recorre com frequência a “índices” que anunciam reviravoltas posteriores no enredo, preparando os leitores para o que ainda vai acontecer.
O índice que melhor anuncia e prepara o final de “O alienista” está presente em:
A QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.
No início do capítulo I, o médico Simão Bacamarte explica que se casou com D. Evarista porque ela “estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes”, mas logo em seguida observa que ela “não lhe deu filhos robustos nem mofinos”.
As duas informações do personagem anunciam para o leitor o seguinte tom predominante da
narrativa:
A QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.
Ao final do texto “Violência e psiquiatria” (ℓ. 19-21), David Cooper introduz um comentário a respeito da fronteira entre sanidade e loucura.
Esse comentário dialoga com questão fundamental de “O alienista”, apresentada no seguinte
trecho:
O ensaio do médico David Cooper, publicado em 1967, e “O alienista”, de 1882, questionam a psiquiatria com argumentos semelhantes, embora com tipos de textos distintos.
Esses textos possuem os seguintes traços que os distinguem, respectivamente:
David Cooper dirige uma crítica à psiquiatria quando esta define saúde como ausência de doença e, desse modo, acaba por não definir adequadamente a própria doença mental.
Essa forma de definição incorre em um sofisma conhecido como:
a violência em psiquiatria é sobretudo a violência da psiquiatria. (ℓ. 6-7)
A relação entre “violência” e “psiquiatria” é destacada pelos dois termos sublinhados, que expressam, respectivamente, as noções de:

