Questões de Vestibular Sobre português

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Ano: 2018 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2018 - FATEC - Vestibular |
Q1266138 Português
Leia o texto para responder a questão. 

Palavras: uma questão de estilo
A construção de um bom texto depende da criatividade de quem o escreve.
Veja como o uso das palavras exerce um papel importante nesse contexto.

    João Ribeiro, eminente gramático e profundo conhecedor da língua portuguesa, disse certa vez, em entrevista que deu ao jornalista carioca João do Rio (O Momento Literário), que o estilo seria, antes de tudo, “a ideia precisa e exata na sua forma exata e precisa”. De fato, não são poucos os que acreditam que o estilo depende, basicamente, da conjunção precisa entre forma e fundo, ideia em si mesma legítima, embora se saiba que até mesmo o que se considera erro, lacuna, falha ou desvio pode ser, no limite, considerado… uma questão de estilo. Falar em estilo na língua portuguesa remete-nos, imediatamente, a certa escala de valores que não apenas as frases, as orações e os períodos contêm, mas que também as palavras, isoladamente ou não, possuem. Assim, da mesma maneira que temos, no que compete à gramática da língua, as categorias essenciais (substantivos, verbos, adjetivos), auxiliares (artigos, preposições) e determinantes (advérbios, numerais), nas quais os vocábulos se subdividem, em termos de estilo essas categorias são também fundamentais para que possamos apreender a língua não em sua estrutura morfossintática, mas em sua configuração estilística. Uma frase como “Aires não pensava nada, mas percebeu que os outros pensavam alguma cousa”, retirada do romance Memorial de Aires, de Machado de Assis, é reveladora não apenas pelo sentido que ela tem para a economia do romance, mas também em razão do peso que os verbos possuem no período, ora pelo jogo de oposições entre singular e plural (pensava / pensavam); ora pela dicotomia entre afirmação e negação (pensava / não pensavam); ora pela mediação, entre os dois vocábulos, realizada pelo verbo percebeu (pensava / percebeu / pensavam); ora ainda pelo contraste entre dois tempos verbais, o pretérito imperfeito (pensava / pensavam) e o perfeito (percebeu). Tudo isso se torna significativo, literariamente falando, para a narrativa e, mais do que um traço morfossintático, é um traço estilístico marcante na escala de valores a que aqui nos referimos e que pode, ainda, ter uma natureza sinestésica, estando ligada a determinados sentidos humanos. Por exemplo, é muito comum associarmos determinadas  palavras a determinados sentidos, criando assim – no âmbito da percepção estilística – imagens visuais, auditivas, táteis, olfativas ou gustativas.
<https://tinyurl.com/y7wzrn8k> Acesso em: 07.11.2017. Adaptado.
O autor menciona Memorial de Aires, de Machado de Assis, com o intuito de
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Ano: 2018 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2018 - FATEC - Vestibular |
Q1266137 Português
Leia o texto para responder a questão. 

Palavras: uma questão de estilo
A construção de um bom texto depende da criatividade de quem o escreve.
Veja como o uso das palavras exerce um papel importante nesse contexto.

    João Ribeiro, eminente gramático e profundo conhecedor da língua portuguesa, disse certa vez, em entrevista que deu ao jornalista carioca João do Rio (O Momento Literário), que o estilo seria, antes de tudo, “a ideia precisa e exata na sua forma exata e precisa”. De fato, não são poucos os que acreditam que o estilo depende, basicamente, da conjunção precisa entre forma e fundo, ideia em si mesma legítima, embora se saiba que até mesmo o que se considera erro, lacuna, falha ou desvio pode ser, no limite, considerado… uma questão de estilo. Falar em estilo na língua portuguesa remete-nos, imediatamente, a certa escala de valores que não apenas as frases, as orações e os períodos contêm, mas que também as palavras, isoladamente ou não, possuem. Assim, da mesma maneira que temos, no que compete à gramática da língua, as categorias essenciais (substantivos, verbos, adjetivos), auxiliares (artigos, preposições) e determinantes (advérbios, numerais), nas quais os vocábulos se subdividem, em termos de estilo essas categorias são também fundamentais para que possamos apreender a língua não em sua estrutura morfossintática, mas em sua configuração estilística. Uma frase como “Aires não pensava nada, mas percebeu que os outros pensavam alguma cousa”, retirada do romance Memorial de Aires, de Machado de Assis, é reveladora não apenas pelo sentido que ela tem para a economia do romance, mas também em razão do peso que os verbos possuem no período, ora pelo jogo de oposições entre singular e plural (pensava / pensavam); ora pela dicotomia entre afirmação e negação (pensava / não pensavam); ora pela mediação, entre os dois vocábulos, realizada pelo verbo percebeu (pensava / percebeu / pensavam); ora ainda pelo contraste entre dois tempos verbais, o pretérito imperfeito (pensava / pensavam) e o perfeito (percebeu). Tudo isso se torna significativo, literariamente falando, para a narrativa e, mais do que um traço morfossintático, é um traço estilístico marcante na escala de valores a que aqui nos referimos e que pode, ainda, ter uma natureza sinestésica, estando ligada a determinados sentidos humanos. Por exemplo, é muito comum associarmos determinadas  palavras a determinados sentidos, criando assim – no âmbito da percepção estilística – imagens visuais, auditivas, táteis, olfativas ou gustativas.
<https://tinyurl.com/y7wzrn8k> Acesso em: 07.11.2017. Adaptado.
Assinale a afirmação correta a respeito das ideias presentes no texto.
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Ano: 2018 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2018 - FATEC - Vestibular |
Q1266088 Português
Leia o texto.
O ser humano é único em sua essência. Ele tem personalidade própria, necessidades que o motivam e o medo das mudanças repentinas. E é justamente isso que nos faz tão diferentes uns dos outros e com uma visão de mundo totalmente diversificada. Alguns pesquisadores se interessaram em estudar o ser humano para entender um pouco melhor essa diversidade. Um desses estudiosos foi Abraham Maslow, que desenvolveu a Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas. Ele explica em suas pesquisas que os aspectos motivacionais das pessoas estão diretamente ligados ao entendimento das necessidades humanas. Portanto, motivação é o resultado dos estímulos que agem sobre as pessoas levando-as à ação. Ou seja, para que haja ação ou reação, é preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Por isso, o ser humano tem a necessidade de ser aceito socialmente (no trabalho, na escola/faculdade, nos grupos de amigos etc.), de ser amado, reconhecido, de pertencer e fazer parte de algo, de ser notado positivamente, de ser útil, de atender a suas necessidades fisiológicas, de segurança, de autoestima e de autorrealização. <https://tinyurl.com/y968aj3g> Acesso em: 07.11.2017. Adaptado.
O texto cita a Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas, de Abraham Maslow, com a finalidade de
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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264822 Português

Analise as proposições em relação à obra Um lugar na janela 2: relatos de viagem, Martha Medeiros, ao Texto 5, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Da leitura da obra depreende-se que o título Um lugar na janela 2: relatos de viagem, metaforicamente, sugere sair de dentro de si e enxergar o mundo de uma forma diferente, com um novo olhar. ( ) As locuções verbais “havia sido” (linha 4) e “ havia me tornado” (linha 14) podem ser substituídas por fora e me tornara, respectivamente, sem que ocorra alteração de sentido, no texto. ( ) Em “pontas da adolescente que havia sido com a mulher madura que me tornara” (linhas 4 e 5) e “ouvindo músicas que cutucavam” (linhas 9 e 10) os vocábulos destacados são, na morfologia, pronomes relativos e referem-se a termos antecedentes que são adolescente, mulher madura e músicas, respectivamente. ( ) As palavras “Queria” (linha 1), “quando” (linha 7), “noite” (linha 8) e “inteira” (linha 11) apresentam ditongo crescente. ( ) Na sintaxe, os vocábulos “onde” (linha 14) e “aonde” (linha 17), por exercerem a função de adjunto adverbial de lugar, podem ser substituídos, no texto, indiferentemente, um pelo outro, sem que ocorra alteração de sentido e às normas gramaticais.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264821 Português

Analise as proposições em relação à obra Um lugar na janela 2: relatos de viagem, Martha Medeiros, e ao Texto 5.
I. Da leitura da obra, infere-se que a autora, nos seus relatos de viagem, quanto à linguagem, usa um estilo coloquial e simples, a exemplo, emprego dos vocábulos “fajuta” (linha 3) e “cutucavam” (linha 10). II. Depreende-se que a autora, na obra, além de registrar lugares que visitou, registrou, também, os próprios sentimentos e as emoções que as viagens lhe despertaram. III. O período “Me despedi da cidade” (linhas 16 e 17) apresenta, quanto à colocação pronominal, próclise, a única forma correta, de acordo com a norma culta e os padrões gramaticais. IV. Na estrutura “um calor que fazia gotejar todas as impurezas do meu corpo” (linha 18), tem-se a figura de linguagem aliteração. V. Do segmento “Chorava de felicidade, de solidão, de medo, de alegria, de orgulho, de susto” (linhas 11 e 12), infere-se a confusão de sentimentos e a dos motivos que deixaram a narradora em prantos.
Assinale a alternativa correta.

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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264820 Português
Analise as proposições em relação à obra Nós, Salim Miguel, ao Texto 4, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) No sintagma “por que então aquele salto” (linhas 7 e 8), a expressão destacada, quanto à morfologia, é constituída de preposição e pronome relativo. ( ) Nos períodos “O comissário pediu que o gerente o ajudasse” (linha 1) e “puxou-a” (linha 11), se os vocábulos destacados forem substituídos por lhe, não há prejuízo quanto ao sentido original do texto e nem quanto à regência verbal. ( ) Na obra, o autor nomeou as personagens com pronomes pessoais e pronomes indefinidos. Somente a personagem Eu possui sobrenome - Fleury, sobrenome que lembrava um torturador da época da ditadura militar, no Brasil. ( ) Da leitura da obra, infere-se que o contratado como “matador” era, também, um possível candidato a vereador em Alagoas. ( ) O vocábulo “florzinhas” (linha 10), usado frequentemente na linguagem popular, é anômalo de florezinhas que é a forma considerada gramaticalmente correta na linguagem culta, segundo o plural dos substantivos diminutivos.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264819 Português
Analise as proposições em relação à obra Nós, Salim Miguel, e ao Texto 4.
I. Em “Ia começar anotando nomes, endereço, telefone, e-mail” (linhas 2 e 3) as vírgulas foram usadas para separar termos com a mesma função sintática: objeto direto. II. Da estrutura verbal “e de que modo este alguém se evaporara” (linha 5), deduz-se que havia alguém com a moça assassinada, e que este passou a ser indiciado como o principal suspeito do suposto crime. III. No período “Chegou a equipe do Samu, o médico confirmou o que havia explicado” (linha 12) os vocábulos destacados são, na morfologia, sequencialmente, artigo definido, artigo definido e pronome demonstrativo. IV. O desfecho da obra mostra que o comissário tem as provas concretas para identificar o assassino, sendo que esse “nó”, na narrativa, consegue ser desatado. V. No período “O comissário pediu que o gerente o ajudasse” (linha 1), a oração destacada, em relação à primeira, quanto à sintaxe, é subordinada substantiva objetiva direta.
Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264818 Português
Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Nós, Salim Miguel, e ao Texto 4.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264817 Português
Analise as proposições em relação à obra Lucíola e ao seu autor José de Alencar.
I. José de Alencar, em suas obras, faz críticas às relações humanas na sociedade carioca, à época, revelando-a preocupada com a ostentação, o poder e o status que apenas o dinheiro traz, especialmente nos três romances – Diva, Lucíola e Senhora, em que retrata perfis de mulheres que, mesmo tentando se defrontarem com os homens pelo plano de igualdade, são redimidas ou dominadas pelo amor, no final. II. José de Alencar procurou registrar em seus romances histórias simples, típicas do gosto romântico-burguês de sua época, além de também documentar, em suas obras, a realidade política nacional sob uma ótica crítica que antecipava o estilo da primeira geração modernista. III. A leitura da obra leva o leitor a inferir que, apesar de todo idealismo romântico, José de Alencar conseguiu perceber e delatar alguns aspectos profundos e recalcados da realidade social e individual, em que se podem detectar vestígios de um pré-realismo. IV. O romance Lucíola, dentro de uma classificação didática e literária para as obras alencarianas, enquadra-se nos romances urbanos ou de costumes, pois retrata a sociedade de diferentes partes do país no Segundo Reinado, focalizando hábitos, costumes, linguagem, tradições religiosas, sempre em oposição aos valores urbanos da Corte. V. A leitura da obra leva leitor a inferir que o autor foi bastante feliz com a estratégia de criar Paulo como personagem narrador, quem escreve a história entre Lúcia e Paulo, porém contada por meio de cartas à Sra. G. M., autora fictícia, e assim Paulo fica isento da ponderação de uma sociedade preconceituosa. Embora ele se revele também preconceituoso, recusando-se, ele mesmo, a escrever a história vivida por ele e Lúcia.
Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264816 Português
Analise as proposições em relação à obra Lucíola, José de Alencar, e ao Texto 3.
I. Na estrutura “Não toques em coisa” (linha 6) observa-se o uso do verbo tocar no imperativo negativo. Trata-se de uma ordem, e a ação, indicada pelo verbo, sugere que ela vai ser praticada por várias pessoas. II. A leitura da estrutura “Ela respondeu à interrogação muda do meu olhar murmurando-me ao ouvido” (linhas 13 e 14) leva o leitor a inferir o grau de cumplicidade que havia entre o casal, pois eles se entendiam até mesmo pelo olhar. III. A partícula que pode assumir diversas funções ou classificações na morfologia e na sintaxe, no período “que banhou estas palavras como de uma luz divina” (linha 17) tem-se, morfossintaticamente, pronome relativo/sujeito. IV. A leitura do período “Elas não sabem, como tu, que eu tenho outra virgindade, a virgindade do coração” (linhas 15 e 16) leva o leitor a inferir que já ocorreu o período de recolhimento de Lúcia como cortesã, iniciando-se o período da tentativa de expurgação. V. Na estrutura verbal “Corri para fazer Lúcia retirar-se antes de vê-lo” (linhas 2 e 3) há um período composto, formado por quatro orações, sendo a oração destacada subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.
Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264815 Português
Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Lucíola, José de Alencar, e ao Texto 3.
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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264814 Português
Analise as proposições em relação à obra Valsa no 6, Nelson Rodrigues, e ao Texto 2.
I. Nelson Rodrigues buscou em sua obra teatral, representada por um monólogo, trazer à tona o embricamento do diálogo direto com a música, a valsa de Chopin, embora sons dissonantes apontem para um universo em cujo centro está uma pessoa perdida em uma nova vida ou em várias fases da vida. II. O texto rodrigueano, apesar de ser um monólogo, é mesclado por reflexões de vários personagens, representados apenas pelos pedaços de memórias, delírios, que a personagem Sônia vive e revive. III. A leitura da obra Valsa n0 6 leva o leitor a perceber que o texto, aos poucos, vai se construindo, juntando a cada momento as memórias de Sônia, a partir do momento em que ela interpreta a presença de outras pessoas, e não apenas a si própria. IV. A personagem, apresentada por Nelson Rodrigues, não foge ao estereótipo de outras personagens nas peças dele, Sônia é caracterizada como uma personagem psicológica em uma situação romântica. V. A leitura da obra leva o leitor a inferir que há um jogo de ambiguidade marcante na Valsa n0 6, ou seja, a passagem de menina para mulher, da vida para a morte, da realidade para a ficção.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264813 Português
Analise as proposições em relação à obra, Valsa no 6, Nelson Rodrigues, ao Texto 2, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Da leitura das estruturas “Dr. Junqueira é doido pela ‘Valsa n0 6’ ” (linha 1) e “Ah, toca a valsa, minha filha, pelo amor de Deus” (linha 3), infere-se o mascaramento dos desejos de Dr. Junqueira, sob a ótica de Sônia. ( ) Da leitura da obra, infere-se que o desenvolvimento da peça de Nelson Rodrigues ocorre no plano do desequilíbrio mental e da alucinação de Sônia, personagem principal, que é assassinada enquanto executava a valsa n0 6 de Chopin, no piano. ( ) Nos períodos “Paulo cresce como um lírio espantado” (linha 22) e “Mas tua fisionomia está mutilada” (linha 26) se as palavras destacadas forem substituídas, sequencialmente, por temeroso e pura não há alteração de sentido, no texto. ( ) No período “Dize, ao menos, o que eu sou de ti” (linha 11), se a preposição destacada for substituída por para, não há transgressão quanto à norma gramatical, em relação à regência, e nem alteração de sentido, no texto. ( ) Na oração “Estou-me lembrando” (linha 20) o verbo destacado é pronominal, pois está sendo usado com o sentido de vir à memória, ou seja, configurando um ato totalmente involuntário por parte da personagem Sônia.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264812 Português
Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Valsa no 6, Nelson Rodrigues, e ao Texto 2.
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Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264811 Português

Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, ao autor Manuel Bandeira, e ao Texto 1.
I. A leitura do poema deixa claro, para o leitor, que a aliteração e a assonância são traços formais que em conjunto com o tom coloquial, que pontuam o poema, possibilitam a pretensão de o autor, com isso, dar um caráter menos europeizado e mais brasileiro à nossa literatura, fugindo ao molde europeu.
II. No poema, há predominância dos períodos na ordem direta. A estrutura dos versos é uma tentativa de o autor dar um tom determinante e de aceleração, que é quebrado pelo verso “Infantil é o teu sorriso” (verso 25), que está na ordem indireta.
III. Nas obras de Manuel Bandeira, os temas predominantes são doenças, isolamento, morte, erotismo, solidão, angústia existencial, cotidiano, infância.
IV. A poética bandeiriana reflete a integração entre a língua coloquial e a linguagem poética, marcando a geração modernista, é o que evidenciam as poesias de caráter confidencial, autobiográfico, exprimindo-se tanto pelo versilibrismo quanto pelo verso tradicional.
V. Nas obras de Manuel Bandeira, em especial as que didaticamente fazem parte da primeira fase do Modernismo, a criatividade poética dá ao poeta a possibilidade de fazer uma reflexão sobre os valores transcendentais do homem em final de século.
Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264810 Português

Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Manuel Bandeira, ao Texto 1, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Quanto ao processo de formação de palavras, os vocábulos “desenganos” (verso 12), “cabeleira” (verso 17) e “recém-nascidos” (verso 29) sofreram o processo de prefixação, de sufixação e de justaposição, sequencialmente. ( ) A arquitetura da sétima estrofe, para dar um valor mais expressivo ao poema, sustenta-se por duas figuras de linguagem: uma figura de pensamento – antítese, e a outra de construção, hipérbato. ( ) A leitura dos versos “A cabeça, essa é de vento” (verso 26) e “Perdão, que me deu na telha” (verso 34) leva o leitor a inferir que os registros coloquiais aparecem como escolhas lexicais, ritmados pela prosódia da fala, sugerindo espontaneidade. ( ) O poema é composto por versos irregulares, distribuídos em nove estrofes, também irregulares, caracterizando o padrão métrico tradicional – redondilhas menores, versos pentassílabos. ( ) A leitura do texto mostra que a composição do poema remete a uma menina-moça, adolescente, o que se justifica pelo campo semântico: menina, treze anos, criança, infantil.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1264809 Português

Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Manuel Bandeira, e ao Texto 1.
I. Nos versos “Será a idade que pareces” (verso 2) e “Tivesses a que tivesses” (verso 3) a palavra destacada, em relação à morfossintaxe, classifica-se em artigo/adjunto adnominal e pronome demonstrativo/objeto direto, sequencialmente.
II. No verso “Que exíguo o teu talhe! E penso” (verso 5) se as palavras destacadas forem substituídas, respectivamente, por pequeno e porte o sentido e a coerência, no texto, são mantidos.
III. O sinal de pontuação de reticências nos versos “Dão os dois uma mancheia...” (verso 10) e “Faz cinza de desenganos...” (verso 12) é usado para reforçar o sentido dos termos assinalados.
IV. O poema é marcado por elementos linguísticos como, reticências e interrogação, ponto de exclamação, dois pontos, vocativo, para configurar a função que o autor deseja: registrar a emoção, a expressividade por meio da expressão oral.
V. Nos versos “Que idade tens, Colombina” (verso 1) e “Perdão, perdão, Colombina” (verso 33) a palavra destacada, em relação à morfologia, é substantivo próprio nos dois versos e, quanto à sintaxe, no verso 1 é vocativo e no verso 33, sujeito.
Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2018 - PUC - SP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1262515 Português

Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


Texto I

Desafio da nossa época é lidar com a abundância

Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


Texto 2
Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



Texto 3 

Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
A perspectiva temática comum nos três textos diz respeito
Alternativas
Ano: 2018 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2018 - PUC - SP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1262514 Português

Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


Texto I

Desafio da nossa época é lidar com a abundância

Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


Texto 2
Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



Texto 3 

Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
Em relação à linguagem empregada na construção dos textos:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2018 - PUC - SP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1262513 Português

Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


Texto I

Desafio da nossa época é lidar com a abundância

Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


Texto 2
Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



Texto 3 

Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
A pergunta retórica “Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista?”, presente no último parágrafo do texto 3, tem função de
Alternativas
Respostas
3521: D
3522: D
3523: B
3524: C
3525: A
3526: D
3527: D
3528: A
3529: B
3530: C
3531: D
3532: B
3533: A
3534: C
3535: A
3536: D
3537: C
3538: D
3539: C
3540: C