Questões de Vestibular Sobre português
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JASÃO:
Puxa, mestre, o senhor é cismento
Eu já lhe falei pra levantar
grana num banco. Aí moderniza
a oficina, põe pra trabalhar
uns empregados e nem precisa
forçar a vista. Fica ali só
na administração... (Levantando)
EGEU:
(Com autoridade) Presepada,
menino... Tira esse paletó
e senta aí. Que banco que nada!
Senta duma vez, eu tou mandando
Pega o alicate e a chave de fenda
e vai matutando, matutando,
até que você um dia aprenda
a ser dono da sua consciência
A reação de Mestre Egeu se baseia em uma avaliação implícita acerca de Jasão.
De acordo com essa avaliação, o compositor se caracteriza como uma pessoa:
JOANA:
(...)
Olhando eles assim, sem sofrimento,
imóveis, sorrindo até, flutuando,
olhando eles assim, fiquei pensando:
podem acordar a qualquer momento
Se eles acordam, minha vida assim
do jeito que ela está destrambelhada,
sem pai, sem pão, a casa revirada,
se eles acordam, vão olhar pra mim
Vão olhar pro mundo sem entender
Vão perder a infância, o sonho e o sorriso
pro resto da vida... Ouçam, eu preciso
de vocês e vocês vão compreender:
duas crianças cresceram pra nada,
pra levar bofetada pelo mundo,
melhor é ficar num sono profundo
com a inocência assim cristalizada
O fragmento da cena acima contém um índice, para os leitores, da construção da história.
A função desse índice é:
JASÃO:
Eu só não gosto
de deixar este fim de mundo sem levar
tudo o que sempre foi pra mim a vida inteira
Uma alegria ou outra, um pouco de saudade,
meus filhos, minha carteira de identidade,
cada bagulho, meu calção, minha chuteira,
a mesa do boteco, o time de botão,
tanto amigo, tanto fumo, tanta birita,
que dava pra botar na sala de visita
mas ia atrapalhar toda a decoração...
(...)
As recordações de Jasão atrapalhariam a decoração da casa nova pois representam o seguinte
elemento de sua vida:
Metáforas são um perigo. (ℓ. 1)
No primeiro parágrafo do texto Com a lama na alma, o autor dá um tratamento metafórico à própria metáfora.
Esse procedimento é exemplificado pelo seguinte trecho:
A história da expressão “mar de lama”, relatada por Sérgio Rodrigues, reforça uma ideia apontada no texto O que nossas metáforas dizem de nós.
Essa ideia está sintetizada na seguinte frase do texto base:
É mais fácil para nós entender que a depressão é uma espécie de buraco negro e que o DNA é o manual de instruções de cada ser vivo. (ℓ. 18-19)
Na argumentação do segundo parágrafo, a frase citada configura um recurso de:
IDENTIDADE (1992)
Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai...
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história
Se o preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade
JORGE ARAGÃO
vagalume.com.br
A metáfora “preto de alma branca” é criticada na letra da canção por estar associada a um
contexto de:
Considerada a forma por excelência da linguagem figurada, a metáfora às vezes é tida como mero embelezamento do discurso. (ℓ. 6-7)
Com a ampliação da visão sobre o papel da metáfora, ressalta-se a seguinte propriedade dessa
figura de linguagem:
Observe as propostas de reescrita para o seguinte trecho do texto.
Para tentar formular uma hipótese mais clara para o problema apresentado, talvez se deva admitir que o sujeito de um verbo pode estar apagado e, mesmo assim, produzir concordância (l. 34-38).
I - Para tentar formular uma hipótese mais clara para o problema apresentado, deve-se admitir, talvez, que o sujeito de um verbo pode estar apagado e produzir concordância mesmo assim.
II - Para tentar formular uma hipótese mais clara para o problema apresentado, se deva admitir que talvez o sujeito de um verbo possa estar apagado e produzir concordância, mesmo assim.
III- Deve-se admitir que o sujeito de um verbo pode estar apagado e produzir, mesmo assim, concordância, para talvez tentar formular uma hipótese mais clara para o problema apresentado.
Quais estão corretas e preservam a significação do trecho original?
De acordo com o autor do texto, a explicação para a concordância verbal da frase ‘Pessoal, leia o livro X’ (l. 07) está relacionada ao fato de a concordância verbal se fazer com um sujeito não expresso nem fonética nem ortograficamente.
Assinale a alternativa em que se encontra outro exemplo desse mesmo fenômeno gramatical de que trata o autor do texto.
Considere os usos de advérbios no texto e assinale com 1 aqueles em que o advérbio modifica o sentido de apenas uma palavra e com 2 aqueles em que modifica o sentido de segmentos textuais.
( ) Certamente (l. 06)
( ) menos (l. 15)
( ) mais (l. 34)
( ) talvez (l. 35)
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo.
( ) A expressão Seu problema (l. 04) faz remissão ao problema de um amigo do autor do texto sobre um fato da língua portuguesa.
( ) A expressão nesses casos (l. 28) faz referência a exemplos correntes (l. 23-24).
( ) A palavra aqui (l. 31) faz remissão à problemática central do texto acerca da concordância.
( ) A palavra lá (l. 66) faz remissão à na frase (l. 65-66).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere as seguintes afirmações sobre a síntese dos parágrafos do texto.
I - O primeiro parágrafo apresenta a problemática discutida pelo autor, a partir da dúvida de um amigo, sobre a concordância na língua portuguesa.
II - O segundo e o terceiro parágrafos apresentam discussão a respeito da preponderância dos aspectos sintáticos envolvidos na construção de pedidos e ordens em usos não padrão da língua.
III- O quinto parágrafo do texto enumera argumentos que permitem explicar o fenômeno gramatical da concordância em construções sem sujeito expresso.
Quais estão de acordo com o texto?




