Questões de Vestibular Comentadas sobre português
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A técnica narrativa empregada no conto “Luciana” é um tanto complexa: o narrador narra ora na perspectiva do adulto, ora na perspectiva da criança. Assinale com a letra A o que é dito pela perspectiva do adulto, e com C o que é dito pela perspectiva da criança.
( ) “Ouvindo rumor na porta da frente e os passos conhecidos de tio Severino, Luciana ergueu-se estouvada, saiu do corredor, entrou na sala, parou indecisa, esperando que a chamassem.” (linhas 01-05)
( ) “Em casa, antes de tirar-lhe a camisa suja, mamãe lhe infligira três palmadas enérgicas. Por quê? Luciana passara o dia tentando reconciliar-se com o ser poderoso que lhe magoara as nádegas.” (linhas 17- 21)
( ) “Papai e mamãe, silenciosos, refletindo na opinião rouca do parente grande, com certeza diziam ‘Ah!’ por dentro e orgulhavam-se da filha sabida.” (linhas 66- 69)
( ) “A culpada era a mamãe que tivera a infeliz ideia de levá-la a lugares diferentes da calçada tranquila, do quintal sombrio. Na esquina do quarteirão principiava o mistério: barulho de carros, gritos, cores, movimentos, prédios altos demais. Talvez o diabo dormisse num deles. Em qual? Desanimada, confessou, interiormente, a sua ignorância.” (linhas 75-82)
( ) “Ainda não sabia, mas haveria de saber. Descobriria o lugar onde o diabo dorme. Dona Henriqueta da Boa-Vista se largaria pelo mundo, importante, os calcanhares erguidos, em companhia de seres enigmáticos que lhe ensinariam a residência do diabo.” (linhas 124-130)
Está correta, de cima para baixo, a seguinte
sequência:
A expressão “bela, recatada e ‘do lar’” foi reutilizada em inúmeros textos na Internet, como no exemplo seguinte, no qual é associada à imagem da jogadora Marta, da seleção brasileira de futebol:

Nesse caso, o sentido da expressão
“Creio que se algum dia metesse a estudar as altas questões sociais que preocupam os grandes políticos, havia de cogitar alguma coisa sobre essa força invencível do mais nobre dos sentimentos humanos.” (...)
A posição do adjetivo anteposto ao substantivo nos sintagmas nominais sublinhados revela:
“Escuso contar o que se passou depois. Quem não sabe a história simples e eterna de um amor inocente, que começa por um olhar, passa ao sorriso, chega ao aperto de mão às escondidas e acaba afinal por um beijo e por um sim, palavras sinônimas no dicionário do coração? ” (linhas 17-22)
De acordo com os costumes da época em que o
romance foi escrito, “beijo” e “sim” serem “palavras
sinônimas do dicionário do coração” significa que:
“Escuso contar o que se passou depois. Quem não sabe a história simples e eterna de um amor inocente, que começa por um olhar, passa ao sorriso, chega ao aperto de mão às escondidas e acaba afinal por um beijo e por um sim, palavras sinônimas no dicionário do coração? ” (linhas 17-22)
O trecho sublinhado exemplifica a figura de
linguagem:
“Começou a contemplar aquela menina como se fosse uma santa; e, quando ela se levantou para retirar-se com sua mãe, seguiu-a insensivelmente até a casa que lhe descrevi porque esta moça era a mesma de que lhe falei, e sua mãe D. Maria.”
O termo “menina” é retomado no trecho por vários outros. O único que estabelece o processo de coesão lexical é
“A viuvinha” é uma das mais conhecidas obras do Romantismo Brasileiro.
A estrutura do fragmento em tela, é de um texto
“De que maneira sorrateira o Destino o arrastara até ali, sem que ele pudesse pressentir o seu extravagante propósito, tão aparentemente sem relação com o resto da sua vida?” (linhas 5-8)
O pronome possessivo em “seu extravagante propósito” tem função coesiva e retoma o propósito
TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2013. p.163-164.
O fragmento evidencia uma temática que perpassa o livro O filho eterno, que é




